LINFEDEMA, CAUSAS, DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
Resumo
Introdução: O linfedema é uma disfunção associado pela retenção do fluido intersticial dos tecidos, decorrente de uma alteração no sistema linfático. A progressão do linfedema pode ocasionar edema gradual nos membros, geralmente nos braços e pernas, dor e desconforto. As causas da patologia sucedem a variações sistêmicas, acompanhadas de sinais clínicos1. Objetivos: Desenvolver uma revisão bibliográfica sobre o linfedema, suas causas, diagnósticos e possíveis tratamentos. Metodologia: O presente trabalho foi desenvolvido através de um estudo descritivo não experimental do tipo revisão de literatura. Para a pesquisa foram utilizados os principais bancos periódicos disponíveis online, Google acadêmico, Pubmed e Scielo. Foram selecionados três trabalhos da língua portuguesa do período de 2004 a 2019. Como estratégia de busca, foram utilizadas as seguintes palavras-chave: linfedema; causas; diagnósticos; tratamento; sistema linfático. Resultados e discussão: O sistema linfático tem como uma das suas principais funções, além da resposta imunológica, a drenagem de fluidos que ficam acumulados, a qual impede a formação do edema 1. O linfedema é um sinal de insuficiência linfática, o qual contribui para a redução do transporte do liquido intersticial, aumentando o risco de inflamações crônicas 2. A patologia do linfedema é progressiva, podendo surgir em qualquer idade, resultando em inflamações nos membros, o qual manifestará endurecimento da pele ou tecidos moles 1. O linfedema pode ser classificado em primário ou secundário, sendo que no primário a disfunção é congênita e se instala sem aviso prévio e, no secundário há uma interferência no sistema linfático por uma causa externa1. As possíveis causas são alterações sistêmicas 2. Entretanto, há alterações não patológicas como idade, obesidade e inércia podem ser causadores da formação do linfedema. Todavia, anormalidades patológicas podem originar o linfedema secundário, aumentando a pressão osmótica e formando o edema 1. Além disso, traumas acidentais ou por cirurgias, filariose ou elefantíase, trombose venosa profunda pode resultar a esta enfermidade 1. O diagnóstico é feito através do exame físico, por meio da palpação dos membros ou a visualização de lesões verrucosas ou de fístulas 2. Ainda, exames laboratoriais como hemograma, VHS, PCR tem a capacidade de detectar o estágio da inflamação 3. O tratamento tem possibilidade de ser clínico ou cirúrgico, porém o linfedema não tem cura. O tratamento clinico baseia-se no uso de antibióticos, repouso dos membros afetados, drenagem linfática, utilização de roupas adequadas, cuidados com a pele, medicamentos diuréticos, como também dietas com restrição a triglicérides. A intervenção cirúrgica é feita após o tratamento clinico para ressecção ou correção do excesso de pele 3. Conclusão: Em suma, o edema linfático compromete a homeostasia do sistema linfático e do organismo, uma vez que o linfedema é uma disfunção que pode ser severa, e requer um diagnóstico precoce. Entretanto, por não apresentar cura, esta anormalidade pode ser tratada para reduzir os sintomas e o inchaço contínuo. As abordagens visam compreender a importância da atenção aos sinais clínicos e posteriormente a procura de uma intervenção antecipada a esta patologia, já que a mesma interfere significativamente a vida dos indivíduos afetados