Revista de Ciências da Saúde - REVIVA http://revistas.uceff.edu.br/reviva <p>A Revista de Ciências da Saúde – REVIVA (ISSN 2965-0232) é uma publicação do Centro Universitário FAI – UCEFF que possui a missão de divulgar o conhecimento da Área das Ciências da Saúde, com visão na abordagem multiprofissional e interdisciplinar. Destina-se a divulgação de evidências científicas de qualidade abrangendo as mais diversas áreas da Ciências da Saúde no âmbito da pesquisa básica, clínica e epidemiológica.O periódico é direcionado a professores, pesquisadores, profissionais da saúde e estudantes de graduação e pós-graduação, com o objetivo de auxiliar no crescimento científico-tecnológico da área e no processo de ensino-aprendizagem dos profissionais de saúde.</p> pt-BR Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2965-0232 PROBLEMAS PSIQUIÁTRICOS NO PÓS-PARTO: CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1103 <p><span class="_fadeIn_m1hgl_8">A </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">revisão </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">identifica </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">os </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">principais </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">transtornos </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">psiquiátricos </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">no </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">pós-</span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">parto, </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">com </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">foco </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">na </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">depressão </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">pós-</span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">parto. </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">Fatores </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">hormonais, </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">psicológicos </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">e </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">sociais </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">estão </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">envolvidos </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">no </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">seu </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">desenvolvimento. </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">Destaca-</span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">se </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">a </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">importância </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">do </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">diagnóstico </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">precoce, </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">suporte </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">profissional </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">e </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">familiar </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">para </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">minimizar </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">os </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">impactos </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">na </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">mãe </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">e </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">no </span><span class="_fadeIn_m1hgl_8">bebê</span></p> Diana Querobin Machado Madiana Tainara Possebon Fernanda Pilatti Liziara Fraporti Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 HEMÓLISE CAUSAS E IMPLICAÇÕES NOS RESULTADOS HEMATOLÓGICOS http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1128 <p><strong>Introdução: </strong>A análise laboratorial é uma etapa de extrema importância no diagnóstico clínico e no acompanhamento dos pacientes, portanto, a integridade das amostras analisadas é essencial para a confiabilidade dos exames. Entre os fatores que comprometem os resultados laboratoriais, destaca-se a hemólise, um processo que ocorre com a ruptura das hemácias, destacando-se como uma das principais interferências pré-analíticas e impactando na precisão dos resultados hematológicos ¹.<strong> Objetivo: </strong>Compreender as principais causas e implicações da hemólise nos resultados hematológicos, reforçando a importância da sua prevenção e detecção no ambiente laboratorial, através de uma revisão bibliográfica. <strong>Método: </strong>Revisão bibliográfica de caráter integrativo das seguintes bases de dados científicas: Google Scholar, Pubmed/Medline, Portal Afya, Revistas da Estácio e Revista Reviva. Foram utilizados os seguintes descritores: “hemólise”, <em>“</em>coleta sanguínea”, “exames laboratoriais”, “interferência analítica” e “análises hematológicas”. Foram utilizadas 5 publicações em português, com data de publicação entre 2018 e 2025. <strong>Resultados e Discussão: </strong>A hemólise é o processo de destruição das hemácias, resultando na liberação da hemoglobina no plasma, sendo classificada tanto <em>in vivo</em> quanto <em>in vitro</em> ². As causas são classificadas em <em>in vivo</em>, quando ocorrem dentro do organismo, relacionadas a patologias como anemias hemolíticas autoimunes, infecções, reações transfusionais e defeitos hereditários das hemácias. Também são classificadas <em>in vitro</em>, quando ocorrem por falhas durante ou após a coleta sanguínea ³. Neste caso, ela pode ser causada por fatores técnicos, como o uso de agulhas de pequeno calibre, aspiração excessivamente rápida, agitação vigorosa da amostra, centrifugação inadequada ou transporte incorreto ³. Consequentemente, a presença de hemoglobina livre no plasma pode elevar falsamente os níveis de potássio, lactato desidrogenase (LDH) e aspartato aminotransferase (AST) <sup>4</sup>. Além disso, em exames hematológicos, a hemólise pode causar redução falsa no número de hemácias, no hematócrito e comprometer a morfologia celular, o que dificulta a análise microscópica <sup>5</sup>. A falha em reconhecer a hemólise pode levar a diagnósticos errôneos e condutas clínicas inadequadas ¹. A prevenção da hemólise depende de boas práticas durante a coleta e manuseio da amostra, incluindo a escolha correta do material, punção venosa adequada, transporte cuidadoso e armazenamento apropriado ³. <strong>Conclusão:</strong> A hemólise representa um desafio na rotina laboratorial, sendo uma das principais causas de rejeição de amostras. Sua ocorrência pode comprometer a qualidade dos resultados, impactando diretamente na conduta clínica. Portanto, é imprescindível a adoção de boas práticas durante a coleta, o transporte e o processamento das amostras, bem como a capacitação contínua das equipes envolvidas, visando garantir a precisão dos exames laboratoriais e a segurança do paciente.</p> Gabriely Giordani Bruna Carolina Rubas Liziara Fraporti Fernanda Pilatti Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 TERAPIA GÊNICA E BIOMEDICINA: PERSPECTIVAS ATUAIS E FUTURAS http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1154 <p><strong>Introdução:</strong> Desde a descoberta do DNA humano, a ciência busca modificar o genoma para prevenir e tratar doenças. A terapia gênica consiste na intervenção genética para corrigir genes alterados ou realizar modificações específicas, visando aplicações terapêuticas. Este trabalho visa analisar os avanços e desafios da terapia gênica, destacando o papel do biomédico, as tecnologias empregadas, as aplicações emergentes e as barreiras técnicas, éticas e sociais relacionadas ao estudo da terapia gênica. <strong>Objetivo: </strong>O presente trabalho tem como objetivo analisar os avanços e os desafios relacionados à terapia gênica, com ênfase no papel do biomédico nesse contexto. Pretende-se destacar as principais tecnologias utilizadas, as aplicações terapêuticas emergentes, além de discutir as barreiras técnicas, éticas e sociais que envolvem essa modalidade de tratamento. <strong>Método:</strong> Foi realizada uma revisão bibliográfica utilizando artigos, livros e dissertações publicadas nos últimos dez anos, acessados em bases de dados como PubMed e SciELO. A seleção focou em estudos relacionados aos progressos e às aplicações da terapia gênica na Biomedicina.<strong>Resultados e Discussão: </strong>Atualmente, a terapia gênica se destaca como uma estratégia promissora no campo da Biomedicina, impulsionando, por exemplo, a angiogênese, em casos de trombose e isquemia, por meio da introdução de genes codificadores de fatores de crescimento, como VEGF, FGF e HGF. Essa abordagem, avaliada por Han et al.¹, representa um importante campo de atuação para biomédicos que trabalham com pesquisa em terapia molecular e desenvolvimento de tratamentos inovadores. Também pode se citar a desregulação de vias apoptóticas em tumores, evidenciada pela superexpressão de proteínas como XIAP e Bcl-2 em glioblastomas³ reforçando o papel do biomédico na investigação de terapias gênicas que visam modular esses alvos moleculares. A utilização de vetores AAV carregando siRNA contra XIAP ou de sistemas CRISPR-dCas9 para reprimir a expressão de Bcl-2 exemplifica estratégias experimentais que, no futuro, podem integrar protocolos terapêuticos em oncologia, como revisado por Gonçalves e Paiva² em terapia com células T, o receptor de antígenos quiméricos chamado de CAR-T cells (chimeric antigen receptor T cell therapy) vai realizar uma espécie de manipulação para a reprogramação de células imunes dos próprios pacientes, com a finalidade de reconhecer e atacar as células tumorais. A atuação do biomédico nesse contexto inclui o desenvolvimento e aprimoramento dessas tecnologias, além da realização de ensaios pré-clínicos para validar sua eficácia e segurança. Neste cenário, o biomédico é fundamental não apenas na seleção e na otimização de vetores, mas também na análise crítica dos riscos associados, contribuindo para o avanço seguro e ético da terapia gênica na prática clínica. <strong>Conclusão:</strong> Conclui-se que a terapia gênica é um avanço revolucionário para o tratamento de doenças genéticas, oncológicas e degenerativas. O biomédico tem papel crucial da pesquisa à aplicação clínica. A consolidação dessa prática exige investimentos contínuos e formação especializada, alinhando avanços biotecnológicos às exigências éticas da medicina personalizada.</p> Luma Gomes Nunes Daniel Sant'Ana Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 AÇÃO DOS PEELINGS QUÍMICOS NA PELE: UMA REVISÃO DE LITERATURA. http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1222 <article class="text-token-text-primary w-full focus:outline-none scroll-mt-[calc(var(--header-height)+min(200px,max(70px,20svh)))]" dir="auto" tabindex="-1" data-turn-id="request-WEB:bfe66b13-1058-4a75-9001-e4d29f82ba43-2" data-testid="conversation-turn-6" data-scroll-anchor="true" data-turn="assistant"> <div class="text-base my-auto mx-auto pb-10 [--thread-content-margin:--spacing(4)] thread-sm:[--thread-content-margin:--spacing(6)] thread-lg:[--thread-content-margin:--spacing(16)] px-(--thread-content-margin)"> <div class="[--thread-content-max-width:40rem] thread-lg:[--thread-content-max-width:48rem] mx-auto max-w-(--thread-content-max-width) flex-1 group/turn-messages focus-visible:outline-hidden relative flex w-full min-w-0 flex-col agent-turn" tabindex="-1"> <div class="flex max-w-full flex-col grow"> <div class="min-h-8 text-message relative flex w-full flex-col items-end gap-2 text-start break-words whitespace-normal [.text-message+&amp;]:mt-5" dir="auto" data-message-author-role="assistant" data-message-id="15fd8d30-6fa3-4782-89ee-d5126382cf11" data-message-model-slug="gpt-4o"> <div class="flex w-full flex-col gap-1 empty:hidden first:pt-[1px]"> <div class="markdown prose dark:prose-invert w-full break-words light markdown-new-styling"> <p><strong>Introdução: </strong>O peeling químico é um procedimento estético que aplica substâncias químicas na pele para provocar uma descamação controlada. Isso estimula a regeneração celular, melhorando a textura, aparência e tratando problemas como acne e manchas.¹ Existem diferentes tipos de peelings, que variam quanto à profundidade, tipo de produto, tempo de ação e riscos. Para garantir a segurança e eficácia, é essencial avaliar bem o paciente, escolher o tipo de peeling adequado e contar com uma equipe qualificada para o acompanhamento. É fundamental compreender a estrutura em camadas da pele para entender os diferentes tipos de peelings químicos e a profundidade com que atuam. A pele é composta por três camadas, dentre elas, podemos destacar a epiderme, a derme e o tecido subcutâneo, também conhecido como hipoderme. Os peelings químicos, utilizam substâncias como ácido glicólico, retinóico, tricloroacético e fenol, promovendo a esfoliação da pele e renovação.² <strong>Objetivo: </strong>O objetivo deste estudo foi compreender como o peeling químico atua na pele, explorando os tipos existentes. <strong>Método:</strong> Foi realizada uma revisão de literatura nas bases de dados SciELO e PubMed, utilizando as palavras-chave “peeling”, “peelings químicos” e “Estética Facial”. Foram selecionados artigos publicados nos períodos de 2004 a 2010 e de 2023 a 2025, em português e inglês, que abordavam os tipos, mecanismos de ação e aplicações clínicas dos peelings químicos. Foram excluídos trabalhos duplicados, estudos sobre peelings físicos e publicações sem relevância para o tema. Os artigos selecionados foram analisados de forma descritiva, considerando as substâncias utilizadas, suas concentrações e os resultados clínicos observados.<strong> Resultados e Discussão:</strong> Os peelings podem ser divididos em três categorias: Muito superficial, que atua desde o estrato córneo até o estrato granuloso; superficial, que alcança a epiderme, do estrato granuloso até a camada basal ambos aplicáveis por esteticistas; e os peelings médios e profundos, que atingem a derme papilar e a derme reticular, respectivamente, e são exclusivos para profissionais da área médica.³ O peeling superficial atua apenas na epiderme e pode ser feito com ácidos como AHAs (alfa-hidroxiácidos), salicílico, tricloroacético em baixa concentração, resorcinol, azelaico, solução de Jessner, CO₂ sólido ou tretinoína. É indicado para acne, manchas leves, rugas finas, melasma, queratose actínica, eczema hiperqueratósico e sinais iniciais de fotoenvelhecimento.<sup>4 </sup>Peeling médio por sua vez, atua na derme papilar e emprega o ácido tricloroacético (TCA) isolado ou em combinação com CO₂, solução de Jessner, ácido glicólico ou resorcina. É indicado para as mesmas condições do superficial e também para lesões epidermais.<sup>5 </sup>O peeling profundo alcança a derme reticular e costuma ser realizado com ácido tricloroacético em altas concentrações (cerca de 50%) ou com fenol, como na solução de Baker-Gordon. É recomendado no tratamento de cicatrizes, manchas persistentes, alterações pigmentares causadas pelo sol, rugas de maior intensidade, queratoses, melasma e lentigos, além de outras lesões da epiderme.<sup>6 </sup><strong>Conclusão:</strong> Os peelings químicos são tratamentos eficazes e de rápida ação, com resultados visíveis desde a primeira aplicação, especialmente no combate ao envelhecimento da pele. Para garantir sua segurança e eficácia, é essencial entender os ativos utilizados, seus efeitos e adequação a cada tipo de pele. Tratando-se de um método acessível, sua correta aplicação é fundamental para alcançar bons resultados e evitar complicações, como manchas ou irritações.</p> </div> </div> </div> </div> <div class="z-0 flex min-h-[46px] justify-start"> </div> </div> </div> </article> <div class="pointer-events-none h-px w-px" aria-hidden="true" data-edge="true"> </div> Paola Eduarda Andrade Emiliana Giusti Roberta Rampelotto Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 PANORAMA DA COVID-19 NO BRASIL: INCIDÊNCIA, RESPOSTA DO SUS E DESAFIOS NA ATENÇÃO À SAÚDE http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1116 <p><strong>UCEFF – UNIDADE CENTRAL DE EDUCAÇÃO FAI FACULDADES&nbsp;</strong></p> <p><strong>CENTRO UNIVERSITÁRIO FAI</strong></p> <p>&nbsp;</p> <p><strong>PANORAMA DA COVID-19 NO BRASIL: INCIDÊNCIA, RESPOSTA DO SUS E DESAFIOS NA ATENÇÃO À SAÚDE</strong></p> <p><strong>OVERVIEW OF COVID-19 IN BRAZIL: INCIDENCE, SUS RESPONSE AND CHALLENGES IN HEALTH CARE</strong></p> <p>&nbsp;</p> <p><strong>SCHENCKEL, Júlia</strong><strong>1</strong><strong><br></strong><strong>SCHNEIDER, Taiane</strong><strong>2</strong></p> <p><strong>MÜHL, Fabiana Raquel</strong><strong>2</strong></p> <p><br><br></p> <ol> <li><strong>1</strong><strong>. </strong><strong>Discente do curso de Biomedicina do Centro Universitário FAI, UCEFF Itapiranga</strong><strong>.</strong></li> <li><strong>2</strong><strong>. </strong><strong>Docente do curso de Biomedicina do Centro Universitário FAI, UCEFF/Itapiranga.</strong></li> </ol> <p><span style="font-weight: 400;">E-mail para correspondência: juliaschenckel@gmail.com</span></p> <p>&nbsp;</p> <p><strong>Grande área do conhecimento: </strong><span style="font-weight: 400;">Ciências da Saúde.</span></p> <p>&nbsp;</p> <p><strong>Introdução: </strong><span style="font-weight: 400;">A pandemia de COVID-19 revelou desafios significativos para o sistema de saúde brasileiro. Com apenas 3% da população mundial, o Brasil registrou cerca de 10% das mortes globais por COVID-19 até maio de 2023, evidenciando a gravidade da situação no país.</span><span style="font-weight: 400;">1,3</span> <strong>Objetivo: </strong><span style="font-weight: 400;">Avaliar a evolução da pandemia de COVID-19 no Brasil, destacando a incidência e mortalidade, a atuação do Sistema único de Saúde (SUS) na atenção terciária e primária, e os desafios enfrentados na oferta de serviços de saúde durante o período crítico da pandemia. </span><strong>Método: </strong><span style="font-weight: 400;">Foram analisados cinco estudos: Um estudo publicado na Revista Panamericana de Salud Pública que examinou a incidência e mortalidade da COVID-19 no Brasil entre fevereiro de 2020 e julho de 2021, utilizando dados do Ministério da Saúde para identificar padrões regionais e temporais. Uma análise no Journal of Management &amp; Primary Health Care que discutiu o impacto das ações do SUS na atenção terciária, considerando dados de mortalidade e a resposta institucional à pandemia. Uma pesquisa publicada nos Cadernos de Saúde Pública que avaliou a pressão sobre o sistema de saúde brasileiro, estimando a demanda adicional por leitos hospitalares e de UTI em diferentes regiões do país. Um estudo também que analisou as trajetórias assistenciais de usuários diagnosticados, hospitalizados e em reabilitação pela COVID-19, destacando o uso e acesso às redes de atenção à saúde. Por fim, uma pesquisa que avaliou as repercussões da pandemia no cotidiano de trabalho da equipe da Estratégia Saúde da Família (ESF) em diversos municípios do Nordeste brasileiro, na perspectiva dos agentes comunitários de saúde. </span><strong>Resultados e Discussão:</strong><span style="font-weight: 400;"> O primeiro estudo identificou duas ondas distintas de casos e óbitos por COVID-19 no Brasil, com variações significativas entre os estados. Estados como Amapá, Rio Grande do Norte, Rondônia e Roraima apresentaram as maiores taxas de incidência, enquanto Amazonas e Rondônia tiveram as maiores taxas de mortalidade.</span><span style="font-weight: 400;">1</span><span style="font-weight: 400;"> Fatores políticos, geográficos, culturais, sociais e econômicos influenciaram a heterogeneidade regional da pandemia. O segundo estudo destacou que, apesar dos esforços do SUS, o Brasil enfrentou desafios significativos na atenção terciária. A sobrecarga do sistema, a escassez de recursos e a falta de coordenação eficaz contribuíram para a elevada mortalidade. O estudo também ressaltou a importância de fortalecer o SUS e aprimorar o planejamento em saúde para enfrentar crises futuras.</span><span style="font-weight: 400;">2</span><span style="font-weight: 400;"> A terceira pesquisa revelou que a demanda por leitos hospitalares e de UTI excedeu a capacidade disponível em várias regiões, especialmente nas áreas mais vulneráveis.</span><span style="font-weight: 400;">1,3</span><span style="font-weight: 400;"> A análise indicou que a falta de infraestrutura adequada e a distribuição desigual de recursos comprometeram a capacidade de resposta do sistema de saúde. O quarto estudo analisou as trajetórias assistenciais de pacientes com COVID-19, desde as medidas preventivas até a reabilitação, evidenciando lacunas no acesso e continuidade do cuidado.</span><span style="font-weight: 400;">2,4</span><span style="font-weight: 400;"> O quinto avaliou o impacto da pandemia no trabalho dos agentes comunitários de saúde, destacando desafios na adaptação das atividades e na manutenção do vínculo com a comunidade.</span><span style="font-weight: 400;">5</span><span style="font-weight: 400;"> Os estudos analisados evidenciam a complexidade da pandemia de COVID-19 no Brasil e os múltiplos desafios enfrentados pelo sistema de saúde. A heterogeneidade regional na incidência e mortalidade, combinada com a sobrecarga do SUS e a insuficiência de leitos hospitalares, destacou a necessidade urgente de investimentos em infraestrutura, planejamento e coordenação intergovernamental. Fortalecer o SUS e garantir uma distribuição equitativa de recursos são passos essenciais para melhorar a resposta a emergências sanitárias futuras.</span><span style="font-weight: 400;">2,4,5</span> <strong>Conclusão:</strong><span style="font-weight: 400;"> A análise integrada dos estudos evidencia que a pandemia de COVID-19 escancarou desigualdades regionais, fragilidades estruturais do SUS e limitações na oferta de leitos hospitalares no Brasil. A alta incidência e mortalidade em determinados estados refletem não apenas a agressividade do vírus, mas também a falta de coordenação e preparação adequada. O esforço do SUS foi essencial, mas insuficiente frente à magnitude da crise. Para enfrentar futuras emergências sanitárias, é fundamental investir na regionalização do sistema de saúde, ampliar a capacidade hospitalar e fortalecer políticas públicas baseadas em evidências.</span><span style="font-weight: 400;">1,5</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Palavras-chave: pandemia; saúde; leitos hospitalares; mortalidade;</span></p> <p>&nbsp;</p> <p><strong>REFERÊNCIAS</strong></p> <ol> <li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Cavalcante JR, Cardoso-Dos-Santos AC, Bremm JM, Lemos DRQ, Macário EM, Oliveira WK, et al. COVID-19 no Brasil: evolução da epidemia até a semana epidemiológica 20 de 2020. Epidemiol Serv Saude. 2020;29(4):e2020376. doi:10.5123/s1679-49742020000400010.</span><span style="font-weight: 400;"><br><br></span></li> <li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Santos HLPC, Ribeiro AA, Silva FS, Silva MM, Bichara CNC, Costa KS. Reflexos da COVID-19 na atenção primária à saúde: atuação dos agentes comunitários de saúde. J Manag Prim Health Care. 2021;13:e1310. doi:10.14295/jmphc.v13.1310</span></li> </ol> <p>&nbsp;</p> <ol> <li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Orellana JDY, Cunha GM, Marrero L, Horta BL, Leite I da C. Desigualdades na mortalidade por COVID-19 segundo raça/cor e região no Brasil: estudo ecológico. Cad Saúde Pública. 2021;37(10):e00373320. doi:10.1590/0102-311X00373320.</span><span style="font-weight: 400;"><br><br></span></li> <li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Lima LD, Pacheco HV, Agostinho DF, Queiroz LFN, Machado CV. A resposta do Sistema Único de Saúde à COVID-19: entre a centralidade federal e o protagonismo estadual. Cad Saúde Pública. 2023;39(1):e00116322. doi:10.1590/0102-311X00116322.</span><span style="font-weight: 400;"><br><br></span></li> <li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Santos TM, Silva LB, Paula APM, Tavares RA, Lopes LKO. Trajetórias de pacientes com COVID-19 na rede hospitalar: desafios para a atenção e organização dos serviços. Cad Saúde Pública. 2023;39(2):e00132022. doi:10.1590/0102-311X00132022.</span></li> </ol> Júlia Bogacki Schenckel Taiane Schneider Fabiana Raquel Mühl Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 BRONQUIOLITE VIRAL AGUDA (BVA) EM CRIANÇAS E O USO DE SALINA HIPERTÔNICA 3% COMO FORMA DE TRATAMENTO: UMA REVISÃO ATUALIZADA http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1139 <p><strong>Introdução:</strong> A bronquiolite viral aguda (BVA) é uma infecção respiratória causada por diversos vírus, sendo o principal o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) responsável por até 75% dos casos. Essa condição afeta principalmente lactentes de zero a dois anos e quando não tratada adequadamente, pode levar a complicações graves.¹’³ A BVA é caracterizada pela inflamação e obstrução das vias aéreas, resultando em sintomas como dificuldade respiratórias, tosse e em casos mais graves hipoxemia.² O diagnóstico da BVA é baseado principalmente no exame clínico associado com a história clínica, e com ênfase nos sinais de dificuldade respiratória e sintomas respiratórios progressivos.<sup>4 </sup><strong>Objetivo: </strong>Discutir o impacto da bronquiolite em crianças e o uso de solução hipertônica 3% como abordagem terapêutica. <strong>Método: </strong>O presente trabalho foi desenvolvido no formato de revisão bibliográfica, com base a análise qualitativa de artigos extraídos das seguintes bases de dados: <em>Scientific Eletronic Library Online </em>(Scielo), <em>Brazilian Journal of Development </em>(BJD), Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação (REASE) e <em>Brazilian Journal of Iplantology and Health Sciences </em>(BJIHS). Os critérios de inclusão consideraram publicações realizadas entre 2020 e 2025, enquanto os critérios de exclusão eliminaram artigos repetidos, aqueles que não abordaram diretamente o tema e publicações anteriores a 2020. Foram selecionados 29 artigos, e após uma análise detalhada, foram considerados 11 artigos para a revisão final. As buscas foram realizadas utilizando os seguintes descritores: “bronquiolite”, “bronquiolite e tratamento”, “salina hipertônica 3%”. <strong>Resultados e Discussão:</strong>&nbsp; O impacto causado pela BVA está relacionado diretamente com fatores de risco e comorbidades associadas, como cardiopatias congênitas, prematuridade e displasias broncopulmonares. Esses fatores, além de aumentarem a gravidade do quadro clínico, também influenciam na resposta ao tratamento e ao tempo de recuperação do paciente.<sup>5 </sup>Atualmente, diversas modalidades de tratamento são amplamente utilizadas para o manejo da BVA em crianças, tendo como foco principal, o suporte respiratório e o controle dos sintomas.<sup>6</sup> Dentre essas técnicas, o uso de salina hipertônica 3% tem se destacado como uma opção terapêutica eficaz, utilizada exclusivamente por meio da nebulização.<sup>7 </sup>Essa alternativa contribui para a redução de edema das vias aéreas, favorecendo a quebra das pontes iônicas do muco, tornando as secreções mais fluidas e facilitando sua remoção por meio da tosse.<sup>8</sup> Quando administrada por nebulização, a solução salina hipertônica reduz de forma modesta o tempo de internação de lactentes hospitalizados com BVA, visto que, é indicada para o tratamento de quadros leves de BVA.<sup>2,9 </sup>Por ser potencialmente suscetível a causar broncoespasmo, a solução salina hipertônica 3%&nbsp; pode ser associada à Adrenalina inalatória, como&nbsp; broncodilatador. Essa combinação visa melhorar a eficácia do tratamento. A combinação de Adrenalina em solução hipertônica pode reduzir a permanência hospitalar de bebês com BVA.<sup>7,10 </sup><strong>Conclusão:</strong> Atualmente o número de lactentes acometidos pela bronquiolite viral aguda tem aumentado significativamente. É crucial procurar atendimento médico antes dos sintomas se agravarem, facilitando a escolha do tratamento mais adequado. A prevenção e o manejo adequado da doença são fatores essenciais para evitar complicações e o agravamento do quadro clínico.</p> Eduarda Bizello Daniel dos Reis Sant'Ana Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 SARCOPENIA: CAUSAS, ESTRATÉGIA DE PREVENÇÃO E TRATAMENTO http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1164 <p><strong>Introdução: </strong><span style="font-weight: 400;">Com o envelhecimento populacional acelerado, a Sarcopenia tornou-se uma preocupação crescente na saúde pública global, a doença caracterizada pela perda progressiva de massa e força muscular, vai além do simples envelhecimento, é um problema multifatorial que rouba a independência dos idosos, afetando sua capacidade funcional e a qualidade de vida, elevando até mesmo o risco de mortalidade. Não apenas o avanço da idade, mas também fatores como, a inatividade física, alterações hormonais, e a nutrição inadequada contribuem para esse quadro debilitante.</span><span style="font-weight: 400;">1,2 </span><strong>Objetivo: </strong><span style="font-weight: 400;">Apresentar formas de tratamento, pondo em destaque os aspectos nutricionais e o papel da atividade física, se baseando na literatura científica recente. </span><strong>Método: </strong><span style="font-weight: 400;">Neste trabalho foram analisados estudos científicos, disponíveis na base de dados </span><em><span style="font-weight: 400;">National Library of Medicine </span></em><span style="font-weight: 400;">(PubMed),</span> <span style="font-weight: 400;">datadas de 2018 até 2024. Optou-se por excluir populações específicas e casos incomuns, tendo o intuito de&nbsp; garantir uma maior aplicabilidade do tema. </span><strong>Resultados e Discussão: </strong><span style="font-weight: 400;">As causas da sarcopenia são complexas, abrangendo desde disfunções neuromusculares e&nbsp; inflamação sistêmica, até questões metabólicas como a estresse oxidativo e alterações no metabolismo proteico.</span><span style="font-weight: 400;">3</span><span style="font-weight: 400;"> A redução da atividade física, em específico os exercícios resistidos, influenciam diretamente para a perda das unidades motoras, além de promover a inatividade das células satélites musculares.</span><span style="font-weight: 400;">1 </span><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo, a ingestão baixa de proteínas e micronutrientes compromete a síntese proteica muscular, por conta disso a ingestão proteica adequada mostra-se indispensável na manutenção da massa magra, tendo estudos indicando que idosos com maior consumo de proteína, mantém uma maior capacidade muscular, desta forma preservando melhor a força e a musculatura ao longo do tempo.</span><span style="font-weight: 400;">4</span><span style="font-weight: 400;"> Vale destacar que, padrões alimentares saudáveis, como a dieta mediterrânea, rica em antioxidantes, ácidos graxos e micronutrientes, também estão associados a melhores indicadores de desempenho físico.</span><span style="font-weight: 400;">2 </span><span style="font-weight: 400;">Apesar da falta de evidências precisas sobre dosagens ideais, há concordância quanto à sinergia entre nutrição e exercício, pois ambos atuam como estímulos anabólicos para a musculatura.</span><span style="font-weight: 400;">3,4</span> <strong>Conclusão:</strong><span style="font-weight: 400;"> Os dados analisados sustentam que, o combate à sarcopenia demanda ações conjuntas que envolvem tanto, a educação nutricional, e a atividade física quanto o diagnóstico precoce dos sinais de declínio da musculatura do paciente. Intervenções que associam um plano alimentar equilibrado, com destaque nas proteínas e compostos antioxidantes, adjunto à prática da musculação, reduzem significativamente os efeitos do declínio muscular e ajudam na promoção do envelhecimento saudável, que se forem supervisionados por profissionais devidamente capacitados garantirão a eficiência do tratamento.</span></p> <p><strong>Palavras-chave: </strong><span style="font-weight: 400;">Sarcopenia, envelhecimento, nutrição, exercício físico.</span></p> <p>&nbsp;</p> Alean Caneppele Taiane Schneider Nandiny Paula Cavalli Delsi Altenhofen Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 MECANISMOS FISIOLÓGICOS DA INTOLERÂNCIA A LACTOSE http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/981 <p>INTRODUÇÃO: A intolerância à lactose é uma condição comum caracterizada pela incapacidade parcial ou total de digerir a lactose, o açúcar predominante no leite e seus derivados. Essa condição resulta da deficiência ou ausência da enzima lactase, responsável pela hidrólise da lactose em glicose e galactose, monossacarídeos que podem ser absorvidos pelo intestino delgado. A prevalência da intolerância à lactose varia significativamente entre diferentes populações e faixas etárias, sendo influenciada por fatores genéticos, étnicos e ambientais. A compreensão dos mecanismos fisiológicos subjacentes à intolerância à lactose é fundamental para o diagnóstico, manejo e tratamento adequados dessa condição. Estudos como o de Branco et al. (2017) oferecem uma visão abrangente sobre as causas e tratamentos da intolerância à lactose, destacando suas classificações em primária, secundária e congênita.¹ Além disso, fontes como o Portal Drauzio Varella fornecem informações detalhadas sobre os sintomas e abordagens terapêuticas relacionadas a essa condição.² OBJETIVO: explorar os mecanismos fisiológicos da intolerância à lactose, abordando a função da enzima lactase, os processos de digestão e absorção da lactose, as diferentes classificações da intolerância e as implicações clínicas associadas. METODOLOGIA: Para compreender os mecanismos fisiológicos da intolerância à lactose, foi realizada uma revisão narrativa da literatura científica. A pesquisa bibliográfica concentrou-se em artigos publicados entre 2010 e 2024, utilizando as bases de dados, SciELO e Google Acadêmico. Os descritores empregados incluíram "intolerância à lactose", "mecanismos fisiológicos", "deficiência de lactase" e "digestão da lactose”. A seleção dos artigos seguiu as etapas de leitura de títulos, resumos e, posteriormente, do texto completo, visando identificar informações relevantes sobre a função da enzima lactase, processos de digestão e absorção da lactose, classificações da intolerância e suas implicações clínicas. Entre as fontes consultadas, destaca-se o estudo de Mattar e Mazo (2010), que discute as mudanças de paradigmas na intolerância à lactose devido aos avanços da biologia molecular. ³ Além disso, a revisão de Branco et al. (2017) oferece uma visão abrangente sobre as causas e tratamentos da intolerância à lactose ⁴ RESULTADO E DISCUSSÃO: Quando a atividade da lactase é insuficiente, a lactose não digerida transita para o cólon, onde é fermentada pela microbiota intestinal, resultando em sintomas como distensão abdominal, flatulência, dor abdominal e diarreia.³ A intolerância à lactose pode ser classificada em três tipos principais: Intolerância Primária (Hipolactasia do Adulto) É a forma mais comum, caracterizada pela redução progressiva da atividade da lactase após o desmame. Essa diminuição é geneticamente programada e varia entre diferentes populações.³ Intolerância Secundária: Resulta de lesões ou doenças que afetam a mucosa do intestino delgado, como enterites infecciosas, doença celíaca ou doença de Crohn. Nesses casos, a deficiência de lactase é temporária e reversível com o tratamento da condição subjacente. ¹Intolerância Congênita: É uma condição rara, de origem genética, na qual há ausência completa de lactase desde o nascimento. Recém-nascidos afetados apresentam sintomas graves ao ingerir leite, necessitando de fórmulas especiais isentas de lactose.¹ CONCLUSÃO:A intolerância à lactose é uma condição prevalente, resultante da deficiência ou ausência da enzima lactase, essencial para a digestão da lactose presente no leite e seus derivados. Os mecanismos fisiológicos subjacentes envolvem a incapacidade de hidrolisar a lactose em glicose e galactose, levando à sua fermentação no cólon e ao surgimento de sintomas gastrointestinais como distensão abdominal, flatulência e diarreia. A classificação da intolerância à lactose em primária, secundária e congênita permite uma compreensão mais precisa das suas causas e orienta abordagens adequadas.</p> Fernanda Pilatti Bianca Bedin Correia Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 MIELOMA MÚLTIPLO: CAUSAS, DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1125 <p><strong>Introdução: </strong><span style="font-weight: 400;">O mieloma múltiplo (MM) é uma neoplasia hematológica que não tem cura e afeta principalmente adultos com idade média de 69 anos. A doença é caracterizada pelo crescimento descontrolado de células plasmáticas na medula óssea que evolui a partir de condições assintomáticas e pode resultar em hipercalemia, anemia, insuficiência renal e lesões ósseas. O tratamento é realizado com transplante de células tronco e medicamentos imunomoduladores.</span><span style="font-weight: 400;">1,2 </span><strong>Objetivo:</strong><span style="font-weight: 400;"> O objetivo deste trabalho é avaliar as causas, o diagnóstico e o tratamento do mieloma múltiplo. </span><strong>Método: </strong><span style="font-weight: 400;">Trata-se de um estudo descritivo do tipo revisão de literatura. Para a pesquisa foram utilizados os bancos de dados </span><em><span style="font-weight: 400;">Scientific Electronic Library Online </span></em><span style="font-weight: 400;">(SCIELO), Literatura Internacional em Ciências da Saúde (MEDLINE) e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), utilizando as palavras-chave: mieloma múltiplo; fisiopatologia; diagnóstico; tratamento. Foram &nbsp; selecionados&nbsp; cinco&nbsp; trabalhos do período de 2020 a 2025, selecionados a partir da leitura do título, resumo e acesso público que abordassem o tema proposto. </span><strong>Resultados&nbsp; e&nbsp; Discussão: </strong><span style="font-weight: 400;">O mieloma múltiplo é causado pela proliferação clonal de plasmócitos, que acarreta no aumento dos níveis de potássio no sangue, redução das células do sangue e doenças renais.</span> <span style="font-weight: 400;">Um relato de caso com hipótese em metástase e MM apresentou o resultado de uma biópsia que revelou presença de tecido ósseo cortical e algumas trabéculas ósseas fragmentadas com focos fibróticos e áreas de hemorragia, entretanto o estudo imunofenotípico apresentou 12% de plasmócitos aberrantes e monoclonais, desta forma foi descartada a hipótese de metástase e confirmada a hipótese de MM.</span><span style="font-weight: 400;">4</span> <span style="font-weight: 400;">É importante realizar o diagnóstico diferencial para distinguir o MM de outras doenças que possuem os sintomas parecidos. Algumas características devem ser consideradas no diagnóstico diferencial, como a gamopatia monoclonal de significado indeterminado, mieloma múltiplo latente, macroglobulinemia de Waldenstrom, plasmocitoma solitário, amiloidose primária, síndrome POEMS e carcinoma metastático. O tratamento padrão ouro para o MM é a quimioterapia de alta dose seguida pelo transplante de medula óssea.</span><span style="font-weight: 400;">4</span><span style="font-weight: 400;"> Nos últimos 25 anos,&nbsp; houve melhora no tratamento com a introdução de inibidores de proteassoma (PIs), medicamentos imunomoduladores e anticorpos monoclonais.</span><span style="font-weight: 400;">3</span><span style="font-weight: 400;"> O tratamento quimioterápico, transplante de medula óssea, o tratamento com medicamento imunomodulador e inibidor de proteassoma, necessitam de recursos altos, e na indisponibilidade do recurso outras medicações podem ser associadas, como prednisona e melfalano, talidomida ou ciclofosfamida para pacientes com indicação de transplante, e bortezomibe quando não se tem essa indicação.</span><span style="font-weight: 400;">4 </span><strong>Conclusão: </strong><span style="font-weight: 400;">O MM não tem cura e afeta principalmente idosos, exigindo diagnóstico preciso e diferencial para distinguir de outras doenças com sintomas semelhantes. O diagnóstico é realizado a partir de lesões ósseas, excesso de plasmócitos na medula óssea e presença sérica ou urinária de proteína M (imunoglobulina monoclonal). O tratamento é efetuado através de quimioterápicos, transplante de medula, medicamento imunomodulador e inibidores de proteassoma.&nbsp;</span></p> Fernanda Bertollo Roberta Rampelotto Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 BIOMARCADORES PARA DIAGNÓSTICO PRECOCE DE DOENÇAS CARDIOVASCULARES http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1151 <p><strong>Introdução:</strong><span style="font-weight: 400;"> As Doenças Cardiovasculares (DCV) são responsáveis por uma alta taxa de mortalidade, sendo o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), uma condição crítica associada à obstrução das artérias coronárias. A detecção prévia e acompanhamento dos pacientes com risco elevado são fundamentais para a implementação de estratégias eficazes. Os biomarcadores cardíacos exercem um papel essencial para o diagnóstico e avaliação de risco cardiovascular, facilitando a identificação de alterações precoces, antes de manifestações evidentes</span><span style="font-weight: 400;"> (1,2)</span><span style="font-weight: 400;">. </span><strong>Objetivo: </strong><span style="font-weight: 400;">Esse estudo tem por objetivo revisar e destacar os biomarcadores relevantes para diagnóstico prévio e controle das doenças cardiovasculares, com realce para o IAM. Também pretende-se estudar os avanços na pesquisa dos biomarcadores como microRNAs, galectina-3 e Lipoproteína(a) [Lp(a)], que garantem a melhoria na precisão diagnóstica e prognóstico do paciente </span><span style="font-weight: 400;">(3,4,6)</span><span style="font-weight: 400;">. </span><strong>Método:</strong><span style="font-weight: 400;"> Essa pesquisa é uma revisão da literatura, com análise feita em estudos publicados de janeiro de 2021 a fevereiro de 2025. A busca foi realizada em bases de dados como Scielo, PubMed e Scopus. Foram utilizados os seguintes descritores “Biomarcadores”, “Doenças Cardiovasculares”, “Diagnóstico” e “Diagnóstico precoce”. Como critérios de aceitação, foram adotados artigos disponíveis na íntegra, publicados em português ou língua estrangeira e estudos sobre biomarcadores para diagnóstico de doenças cardiovasculares. Para rejeição, foram utilizados fatores como artigos duplicados ou que não abordaram diretamente o tema proposto. </span><strong>Resultados e Discussão: </strong><span style="font-weight: 400;">Entre os biomarcadores cardíacos mais estudados estão a troponina, peptídeo natriurético tipo B (BNP), proteína C reativa e mioglobina, todos com alta especificidade e sensibilidade para o diagnóstico do IAM e insuficiência cardíaca </span><span style="font-weight: 400;">(2,5)</span><span style="font-weight: 400;">. Ademais, biomarcadores emergentes, como microRNAs e galectina-3, têm se mostrado com grande potencial para detecção precoce de aterosclerose e outros incidentes que podem danificar o músculo cardíaco </span><span style="font-weight: 400;">(1,4)</span><span style="font-weight: 400;">. Esses avanços na tecnologia dos biomarcadores estão permitindo uma maior precisão na identificação dos pacientes em risco, destacando os biomarcadores que têm ajudado a refinar a estratificação de risco em pacientes com doenças coronarianas </span><span style="font-weight: 400;">(3,5)</span><span style="font-weight: 400;">. Ainda que os biomarcadores tradicionais sejam essenciais, a incorporação dos biomarcadores emergentes pode proporcionar uma abordagem personalizada para o diagnóstico das doenças cardiovasculares. A Lipoproteína(a) [Lp(a)] é o biomarcador associado ao risco elevado de doença aterosclerótica. Os estudos demonstram que os níveis elevados de Lp(a) aumentam o risco de insuficiência cardíaca, eventualmente mediado por doença arterial coronariana e estenose da valva aórtica. Ainda que não seja utilizado amplamente como marcador tradicional, seu uso clínico tem sido cada vez mais estudado para diagnóstico do risco cardiovascular </span><span style="font-weight: 400;">(1,4,6)</span><span style="font-weight: 400;">. </span><strong>Conclusão: </strong><span style="font-weight: 400;">Os biomarcadores cardíacos são uma ferramenta essencial para a detecção, diagnóstico e prognóstico das doenças cardiovasculares. Sua implementação clínica tem potencial de melhorar a precisão da estratificação de risco, aperfeiçoando o manejo terapêutico e melhorando, assim, os desfechos para os pacientes. A pesquisa, avanço e desenvolvimento contínuo dos biomarcadores pode transformar a abordagem clínica das doenças cardiovasculares, permitindo um diagnóstico preciso e personalizado.&nbsp;&nbsp;</span></p> Talia Pazuch Daniel Sant´anna Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 FATORES DE RISCO PARA ANSIEDADE E DEPRESSÃO NA ADOLESCÊNCIA: UMA REVISÃO DE LITERATURA http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1218 <p>Grande área de conhecimento: Ciências da Saúde<br><br>Introdução: A adolescência é um período de intensas mudanças biológicas, psicológicas e sociais, que pode aumentar a vulnerabilidade a transtornos mentais, especialmente ansiedade e depressão. Estima-se que 10% a 20% dos adolescentes no mundo apresentam algum transtorno mental, sendo a ansiedade e a depressão os mais comuns.¹ No Brasil, observa-se aumento expressivo da incidência dessas condições, associado a fatores ambientais, sociais e culturais.² Objetivo: Analisar os fatores de risco para ansiedade e depressão em adolescentes, com base em evidências científicas recentes. Métodos: Foi realizada revisão de literatura nas bases de dados PubMed, SciELO e Web of Science, com os descritores “adolescentes”, “ansiedade”, “depressão”.. Foram incluídos 6 artigos publicados entre 2015 a 2025, em inglês ou português, que apresentassem dados de prevalência e fatores associados. Resultados e discussão: Estudos brasileiros apontam que a prevalência de sintomas depressivos na adolescência varia entre 15% e 30%, enquanto os transtornos de ansiedade atingem de 20% a 36%. ³ Entre os principais fatores de risco está o gênero, sendo o feminino frequentemente associado a maiores níveis de sofrimento psicológico. Além disso, variáveis ambientais, como conflitos familiares, baixa rede de apoio social, dificuldades escolares e experiências de violência, são determinantes importantes para a manifestação dos sintomas. A má qualidade do sono e o uso excessivo de redes sociais também se consolidaram como fatores de risco, contribuindo para o aumento da insegurança emocional e para a piora da autoestima dos adolescentes.⁴ O impacto das mídias digitais, sobretudo no que diz respeito ao cyberbullying, merece destaque. A exposição prolongada a interações virtuais negativas está associada ao aumento de sintomas depressivos, da ansiedade e até mesmo do risco de ideação suicida, tornando-se um fenômeno de grande preocupação.⁵ Além disso, adolescentes com doenças crônicas, como asma, apresentam maior propensão a desenvolver transtornos emocionais, evidenciando que condições clínicas podem intensificar a vulnerabilidade psicológica.⁶ Conclusão: A ansiedade e a depressão na adolescência configuram um importante problema de saúde pública com alta prevalência, influenciados por fatores individuais, familiares e sociais, conflitos familiares, baixa qualidade do sono, uso excessivo de redes sociais e doenças crônicas. Esses transtornos podem comprometer o desenvolvimento emocional, social e acadêmico, aumentando o risco de ideação suicida. A identificação precoce e a implementação de intervenções multidisciplinares, envolvendo família, escola e serviços de saúde são essenciais para prevenir complicações, promover a resiliência e reduzir o impacto desses transtornos na vida dos&nbsp;adolescentes.</p> Rafaela Oliboni Roberta Rampelotto Emiliana Giusti de Vargas Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 PREENCHIMENTO LABIAL: RESULTADOS E BENEFÍCIOS DO PROCEDIMENTO http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1113 <p><strong>Introdução: </strong> A harmonização orofacial, especialmente o preenchimento labial, destaca-se na estética facial devido ao papel central dos lábios na aparência. Este procedimento minimamente invasivo, realizado em consultório, utiliza preenchedores dérmicos, como o ácido hialurônico, para corrigir assimetrias, aumentar volume e promover jovialidade, com baixo risco de complicações e rápida recuperação. Fatores como exposição solar, tabagismo e hereditariedade causam perda de volume, rugas periorais e sulcos nasolabiais, enquanto lábios naturalmente finos ou assimétricos também exigem correção <sup>1.</sup> O aumento dos lábios com preenchedores dérmicos de ácido hialurónico (AH) é um procedimento minimamente invasivo que se tornou muito popular nos últimos anos <sup>2</sup>. <strong>Objetivo: </strong>Destacar os benefícios e a relevância do preenchimento labial na busca por simetria e harmonia facial, através de uma revisão bibliográfica. <strong>Método:</strong> O estudo foi realizado através de uma revisão bibliográfica, entre o período 2008 e 2021. Para a seleção dos artigos foram utilizados os buscadores (google acadêmico e Scielo), no total foram selecionados seis artigos. <strong>Resultados e Discussão: </strong> O preenchimento visa fornecer curvas naturais aos lábios, que se tornam mais finos com a idade devido à diminuição do colagénio e da elastina. Porém, o método realiza-se usualmente em pacientes mais jovens com vista a melhorar a aparência através do aumento do volume labial <sup>3</sup>.No planejamento do tratamento estético, é essencial compreender as queixas do paciente e definir expectativas realistas. Um lábio perfeitamente simétrico é uma raridade nos humanos, algum grau de assimetria facial está comumente presente em todos os indivíduos, e na maioria dos casos, esta assimetria é pouco perceptível e não requer tratamento. Ainda assim, mesmo pequenas assimetrias podem ter um impacto psicossocial notável, tornando-se valiosa a sua correção<sup>4</sup>. O lábio ideal é preenchido, com o contorno do vermelhão bem definido, característico de uma aparência jovem e atraente<sup>5</sup>. O aumento do volume dos tecidos através de procedimentos não invasivos com preenchedores pode restaurar a aparência juvenil de um lábio fino, sem desenho ou envelhecido, <sup>6,7</sup>.O preenchedor dérmico ideal deve ser seguro e eficaz, biocompatível, não imunogênico, fácil de distribuir e não deve exigir teste de alergia; deve ainda ter custo razoável, ter uma duração favorável e ser reversível, caso seja necessário <sup>6</sup>. O preenchimento, usualmente é realizado utilizando agulhas ou cânulas, cujo calibre deverá ser apropriado ao fluxo do material, nível e profundidade de deposição. Normalmente, o material é injetado abaixo da derme ou superficialmente sobre a ruga no lábio superior <sup>8</sup>. A administração adequada e a profundidade da injeção desempenham um papel crucial no resultado estético e funcional e a escolha da técnica ou da combinação de técnicas pode ser influenciada pelos objetivos estéticos e particularidades do paciente<sup> 1</sup>. <strong>Conclusão:</strong> O preenchimento labial com ácido hialurônico é um procedimento minimamente invasivo, seguro e eficaz, promovendo simetria, volume e rejuvenescimento facial. Adaptado às necessidades individuais, proporciona resultados positivos na autoestima e na estética, sendo uma ferramenta valiosa na harmonização orofacial.</p> Cátia Vassoler Liziara Fraporti Nathalia Picoli Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 FATORES DE RISCO PARA A SÍNDROME DE DOWN http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1134 <p><strong>Introdução:</strong> A síndrome de Down (SD), também denominada trissomia do cromossomo 21, consiste em uma condição genética decorrente de uma divisão celular atípica. Esse processo incomum resulta na presença de material genético extra no cromossomo 21.<sup>1</sup> A prevalência da SD em âmbito global apresenta uma variação de aproximadamente 1 a cada 700 nascidos vivos, a incidência dessa condição está ligada a diversos fatores de risco, entre eles a idade materna avançada e aspectos ambientais.<sup>2 </sup><strong>Objetivo: </strong>Compreender os fatores de risco associados ao desenvolvimento da Síndrome de Down. <strong>Método:</strong> Foi realizada uma revisão de literatura na base de dados Google Acadêmico, <em>Scientific Eletronic Library Online </em>(Scielo) e <em>National Library of Medicine</em> (PubMed), utilizando as palavras-chave "síndrome de down" e "trissomia 21". Foram incluídos artigos publicados entre os anos de 2000 a 2023, em português, inglês e espanhol, que apresentavam acesso público e abordavam diretamente a temática proposta. Foram excluídos os estudos publicados antes de 2000, sem acesso gratuito ou que não apresentavam relevância direta para o tema. <strong>Resultados e Discussão:</strong> A SD é uma condição genética descrita pela primeira vez em 1866 por John Langdon Down.<sup>3</sup> Portadores da trissomia 21 geralmente apresentam múltiplas características, como estatura abaixo da média, dedos curtos, boca e orelhas pequenas, língua e lábios grandes, olhos puxados para cima com cantos internos mais afastados, pouco cabelo e pele levemente amarelada e com menor elasticidade.<sup>4,5</sup> Um dos principais fatores de risco para a SD é a idade materna avançada. Isso ocorre porque, com o aumento da idade da mãe, há uma maior probabilidade de erros na separação dos cromossomos durante a formação do óvulo. Essa falha na divisão celular resulta em um óvulo com uma cópia extra do cromossomo 21, elevando o risco de o bebê desenvolver a síndrome. Estima-se que, para mães com 40 anos ou mais, o risco seja cerca de 16 vezes maior em comparação com mães de 25 anos. Um estudo que analisou 127 crianças com SD revelou uma maior frequência de casos em filhos de pais com idades entre 30 e 39 anos, tanto para mães (44,9%) quanto para pais (44,9%), em comparação com grupos de pais mais jovens ou mais velhos.<sup>2,4</sup> Fatores ambientais, como o uso de tabaco, álcool, drogas e outras toxinas também podem influenciar o risco de erros na separação dos cromossomos, dependendo do nível e da duração da exposição.<sup>2</sup> <strong>Conclusão:</strong> A SD é uma condição genética resultante, em grande parte, da presença de uma cópia adicional do cromossomo 21. Fatores como a idade materna avançada e exposição a agentes ambientais podem influenciar esse risco. Compreender os fatores de risco SD é crucial para a prevenção e para assegurar um acompanhamento gestacional atencioso e informativo, visando a saúde e o bem-estar de mães e bebês.</p> Luiza Kerber Nandiny Paula Cavalli Fabiana Raquel Muhl Taiane Schneider Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 INFECÇÕES HOSPITALARES POR ENTEROBACTÉRIAS: UMA ANÁLISE CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICA http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1162 <p><strong>Introdução:</strong> As infecções hospitalares (IHs) são aquelas adquiridas após a admissão do paciente e que podem surgir durante a internação ou após a alta, desde que relacionadas a procedimentos realizados no ambiente hospitalar¹ Segundo a Portaria nº 2.616/98 do Ministério da Saúde², fatores como internação prolongada, procedimentos invasivos e número insuficiente de profissionais contribuem para sua ocorrência. De acordo com Lima <em>et al</em>², dentre os principais agentes causadores de IHs estão as enterobactérias. Bacilos Gram-negativos encontrados comumente no trato gastrointestinal; possuem a capacidade de provocar infecções urinárias, intestinais, septicemias, complicações em feridas cirúrgicas, colonizar cateteres, etc. Espécies como <em>Escherichia coli</em> e <em>Klebsiella pneumoniae</em> se destacam pela sua alta capacidade de resistência antimicrobiana³. Essas bactérias representam um desafio clínico e reforça a importância da prevenção e controle dessas infecções nos ambientes hospitalares. <strong>Objetivo: </strong>Investigar a ocorrência e impacto clínico das enterobactérias em infecções hospitalares, destacando a espécie <em>Escherichia coli,</em> suas formas de transmissão, resistência antimicrobiana e implicações para o controle hospitalar. <strong>Método:</strong> A pesquisa consistiu em uma revisão bibliográfica com base em quatro artigos científicos selecionados em plataformas como ResearchGate, RBCBM (Revista Brasileira De Ciências Biomédicas), Enciclopédia Biosfera - Plataforma Conhecer e Periódicos Capes. <strong>Resultados e Discussão: </strong>No estudo conduzido por Guilherme Tude Coelho Neto <em>et al</em>. (2014) em uma unidade mista de saúde de São Luís (MA), 198 superfícies hospitalares foram analisadas e 45,5% das amostras apresentaram enterobactérias. Dentre estas, <em>Serratia </em>spp. (53,3%), <em>Citrobacter </em>spp. (30%) e <em>Escherichia coli</em> (10%) foram as mais prevalentes, A contaminação foi maior em colchões hospitalares, indicando risco de transmissão cruzada. Conforme relatado por Lima <em>et al.</em> (2015), no estudo que avalia a incidência bacteriana de microrganismos isolados em hemoculturas de pacientes da UTI da Santa Casa da Misericórdia de Anápolis, das 846 hemoculturas analisadas, 12,24% positivaram para presença de microrganismos, sendo os mais predominantes <em>Staphylococcus epidermidis</em> (32.69%), <em>Staphylococcus aureus</em> (23.07%), <em>Klebsiella pneumoniae</em> (7.69%) e <em>Escherichia coli</em> (5.77%). Esses dados confirmam o risco real representado por enterobactérias no ambiente hospitalar e reforçam a necessidade de protocolos rigorosos de controle de infecção, desinfecção ambiental e monitoramento do uso de antimicrobianos 4. <strong>Conclusão: </strong>As infecções hospitalares causadas por enterobactérias representam um desafio crescente para a saúde pública, exigindo maior atenção à vigilância epidemiológica, rotinas de desinfecção e uso racional de antibióticos. A prevalência de espécies resistentes, como <em>E. coli e K. pneumoniae,</em> em ambientes e dispositivos hospitalares indica que medidas de biossegurança devem ser intensificadas para evitar surtos e reduzir a morbimortalidade associada.</p> Laísa Corrêa Rosária Gallo Fabiana Raquel Muhl Taiane Schneider Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 LINFEDEMA, CAUSAS, DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/978 <p><strong>Introdução: </strong>O linfedema é uma disfunção associado pela retenção do fluido intersticial dos tecidos, decorrente de uma alteração no sistema linfático. A progressão do linfedema pode ocasionar edema gradual nos membros, geralmente nos braços e pernas, dor e desconforto. As causas da patologia sucedem a variações sistêmicas, acompanhadas de sinais clínicos<sup>1</sup>. <strong>Objetivos</strong>: Desenvolver uma revisão bibliográfica sobre o linfedema, suas causas, diagnósticos e possíveis tratamentos. <strong>Metodologia</strong>: O presente trabalho foi desenvolvido através de um estudo descritivo não experimental do tipo revisão de literatura. Para a pesquisa foram utilizados os principais bancos periódicos disponíveis online, Google acadêmico, Pubmed e Scielo. Foram selecionados três trabalhos da língua portuguesa do período de 2004 a 2019. Como estratégia de busca, foram utilizadas as seguintes palavras-chave: linfedema; causas; diagnósticos; tratamento; sistema linfático. <strong>Resultados e discussão:</strong> O sistema linfático tem como uma das suas principais funções, além da resposta imunológica, a drenagem de fluidos que ficam acumulados, a qual impede a formação do edema <sup>1</sup>. O linfedema é um sinal de insuficiência linfática, o qual contribui para a redução do transporte do liquido intersticial, aumentando o risco de inflamações crônicas <sup>2</sup>. A patologia do linfedema é progressiva, podendo surgir em qualquer idade, resultando em inflamações nos membros, o qual manifestará endurecimento da pele ou tecidos moles <sup>1</sup>. O linfedema pode ser classificado em primário ou secundário, sendo que no primário a disfunção é congênita e se instala sem aviso prévio e, no secundário há uma interferência no sistema linfático por uma causa externa<sup>1</sup>. As possíveis causas são alterações sistêmicas <sup>2</sup>. Entretanto, há alterações não patológicas como idade, obesidade e inércia podem ser causadores da formação do linfedema. Todavia, anormalidades patológicas podem originar o linfedema secundário, aumentando a pressão osmótica e formando o edema <sup>1</sup>. Além disso, traumas acidentais ou por cirurgias, filariose ou elefantíase, trombose venosa profunda pode resultar a esta enfermidade <sup>1</sup>. O diagnóstico é feito através do exame físico, por meio da palpação dos membros ou a visualização de lesões verrucosas ou de fístulas <sup>2</sup>. Ainda, exames laboratoriais como hemograma, VHS, PCR tem a capacidade de detectar o estágio da inflamação <sup>3</sup>. O tratamento tem possibilidade de ser clínico ou cirúrgico, porém o linfedema não tem cura. O tratamento clinico baseia-se no uso de antibióticos, repouso dos membros afetados, drenagem linfática, utilização de roupas adequadas, cuidados com a pele, medicamentos diuréticos, como também dietas com restrição a triglicérides. A intervenção cirúrgica é feita após o tratamento clinico para ressecção ou correção do excesso de pele <sup>3</sup>. <strong>Conclusão</strong>: Em suma, o edema linfático compromete a homeostasia do sistema linfático e do organismo, uma vez que o linfedema é uma disfunção que pode ser severa, e requer um diagnóstico precoce. Entretanto, por não apresentar cura, esta anormalidade pode ser tratada para reduzir os sintomas e o inchaço contínuo. As abordagens visam compreender a importância da atenção aos sinais clínicos e posteriormente a procura de uma intervenção antecipada a esta patologia, já que a mesma interfere significativamente a vida dos indivíduos afetados</p> Fernanda Pilatti Maria Eduarda Bertussi Sarah Diana Lazzarotto Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 AUTOMEDICAÇÃO E OS RISCOS PARA A SAÚDE PÚBLICA http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1122 <p><strong>Introdução:</strong><span style="font-weight: 400;"> O Brasil tem se tornado um dos maiores mercados farmacêuticos do mundo, e essa acessibilidade aumenta a probabilidade do uso inadequado de medicamentos.¹ Compreende-se por </span><span style="font-weight: 400;">automedicação o uso de medicamentos não prescritos, geralmente de venda livre, para tratamento de sintomas leves, sem consulta ao médico, por iniciativa do usuário ou de seu responsável. Apesar de a maioria dos medicamentos consumidos sejam isentos de prescrição, é importante não subestimar os riscos de intoxicações e efeitos adversos que podem afetar seus usuários.³ </span><strong>Objetivo:</strong><span style="font-weight: 400;"> Consiste em analisar quais os principais riscos para a saúde pública decorrentes da automedicação. </span><strong>Método:</strong><span style="font-weight: 400;"> Foi realizado uma revisão integrativa da literatura sobre o tema, nas plataformas </span><em><span style="font-weight: 400;">Scientific Electronic Library Online </span></em><span style="font-weight: 400;">(SciELO) e Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), utilizando as palavras-chave “automedicação” e “consequências na saúde pública”. Os estudos foram selecionados com base na relevância do título e foco nas principais consequências da automedicação para a saúde pública. Foram incluídos estudos de acesso público na língua portuguesa, entre os anos de 2010 e 2024, totalizando 11 trabalhos. </span><strong>Resultados e discussão:</strong><span style="font-weight: 400;"> Segundo Arrais </span><em><span style="font-weight: 400;">et al</span></em><span style="font-weight: 400;"> (2016)</span><span style="font-weight: 400;">4</span><span style="font-weight: 400;">, cerca de 65 % dos medicamentos utilizados são isentos de prescrição, sendo que os analgésicos e relaxantes musculares os mais utilizados. Dentre os principais fatores encontrados que levam à automedicação, destacam-se o uso de antigas prescrições e estoques, experiências anteriores com o medicamento, recomendações de familiares, amigos e vizinhos e autocuidado sem orientação técnica.</span><span style="font-weight: 400;">5</span><span style="font-weight: 400;"> Além disso, o alívio imediato buscado pelos indivíduos, potencializado pela dificuldade de acesso a serviços de saúde em algumas localidades, pode ser associado ao modelo de saúde que tem como principal forma de intervenção os medicamentos, ignorando muitas vezes a mudança de hábitos e outros tratamentos alternativos. </span><span style="font-weight: 400;">6,7</span><span style="font-weight: 400;"> Esse uso inadequado pode provocar sérios riscos à saúde individual e coletiva, variando em reações adversas, intoxicações, dependência, interações medicamentosas ou resistência antimicrobiana, quando se trata de antibacterianos.</span><span style="font-weight: 400;">8</span><span style="font-weight: 400;"> Em relação aos analgésicos e anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), seu uso prolongado ou excessivo está associado a danos renais, complicações gastrointestinais e aumento de risco de eventos cardiovasculares, além das possíveis reações quando há interação com anticoagulantes.</span><span style="font-weight: 400;">9</span><span style="font-weight: 400;"> O uso indiscriminado de antimicrobianos, de tratamentos anteriores ou obtidos ilicitamente em farmácias sem a prescrição médica pode promover a resistência bacteriana, o que resulta no surgimento de bactérias multirresistentes, na perda de sensibilidade dos medicamentos, impactando diretamente na saúde pública, podendo comprometer com maior facilidade, inclusive pessoas com sistema imune debilitado. </span><span style="font-weight: 400;">10,11</span> <strong>Conclusão:</strong><span style="font-weight: 400;"> Apesar do alívio imediato de sintomas leves, a automedicação representa uma preocupação para a saúde individual e coletiva, gerando impactos na saúde pública. Além disso,torna-se, é essencial o fortalecimento de políticas públicas para promover o uso racional de medicamentos, fiscalização mais rigorosa da comercialização, além de maior orientação para a realização dos tratamentos. Ainda, evidencia-se o importante papel dos profissionais de saúde para a mudança de cultura, na busca de outras alternativas de terapêuticas</span></p> Emanuelle Costaneski Emiliana Giusti de Vargas Lucas Schaker Roberta Rampelotto Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 BIOESTIMULADORES DE COLÁGENO NA ESTÉTICA FACIAL http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1147 <p>A pele é o maior órgão do corpo humano, responsável pela proteção e regulação do ambiente interno. Composta por epiderme, derme e hipoderme, desempenha funções essenciais como barreira física, sustentação e reserva energética. O envelhecimento da pele pode ser intrínseco, ligado ao tempo e fatores genéticos, ou extrínseco, causado por agentes externos como radiação UV e poluição. A redução do colágeno com o passar dos anos compromete a elasticidade e firmeza da pele. Bioestimuladores de colágeno, como PLLA, CAHA e PCL, promovem a produção natural de colágeno. Eles atuam na derme estimulando fibroblastos, melhorando a espessura, firmeza e aparência cutânea. Esses compostos representam uma alternativa eficaz e segura no rejuvenescimento facial.</p> Sabrina Hansen Nandiny Paula Cavalli Fabiana Raquel Muhl Taiane Schneider Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 ANÁLISES CLÍNICAS FORENSES: O PAPEL DO LABORATÓRIO NA INVESTIGAÇÃO CRIMINAL http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1199 <p>As análises clínicas, tradicionalmente associadas ao diagnóstico e monitoramento da saúde, também possuem relevante aplicação no campo forense. Este estudo, desenvolvido por meio de revisão narrativa da literatura, buscou destacar a importância dos exames laboratoriais na investigação criminal, evidenciando as contribuições do profissional biomédico. Foram consultadas as bases SciELO, PubMed, BVS e Google Acadêmico, selecionando-se sete artigos publicados entre 2010 e 2025. Os resultados apontam que exames toxicológicos, sorológicos, genéticos e bioquímicos constituem ferramentas essenciais para a elucidação de crimes, permitindo identificar substâncias tóxicas, doenças infectocontagiosas e material genético de agressores. O biomédico, ao atuar na coleta, processamento e análise das amostras, assegura a integridade da cadeia de custódia e a credibilidade da prova pericial. Conclui-se que a inserção da biomedicina forense fortalece a justiça e amplia o reconhecimento da atuação biomédica no campo da saúde e da segurança pública.</p> Diana Querobin Machado Fernanda Pilatti Liziara Fraporti Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 ANÁLISE DO POTENCIAL TERAPÊUTICO DO CBD- CANABIDIOL, NO TRATAMENTO DA DOENÇA DE PARKINSON (DP) http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1108 <p>O canabidiol (CBD), composto não psicoativo da <em data-start="191" data-end="208">Cannabis sativa</em>, tem demonstrado potencial terapêutico na Doença de Parkinson, atuando na modulação do sistema endocanabinoide. Evidências sugerem que o CBD exerce efeitos neuroprotetores por meio da ativação de receptores CB1, CB2, 5-HT1A, TRPV1 e PPARγ, além da inibição da degradação da anandamida, contribuindo para a redução da neuroinflamação, do estresse oxidativo e da degeneração dopaminérgica. Estudos preliminares indicam benefícios na atenuação de sintomas motores e não motores, embora sejam necessários ensaios clínicos mais robustos para confirmar sua eficácia, segurança e aplicabilidade terapêutica.</p> Mateus Machado Fernanda Pilatti Liziara Fraporti Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 IMPORTÂNCIA DA VITAMINA B12 NA FORMAÇÃO DAS HEMÁCIAS E NA MANUTENÇÃO DA SAÚDE NEUROLÓGICA http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1131 <p>A vitamina B12 é um micronutriente essencial ao organismo humano, envolvido na maturação dos glóbulos vermelhos e em diversas vias metabólicas fundamentais, especialmente no funcionamento do sistema nervoso central e periférico. Sua obtenção ocorre, predominantemente, por meio da ingestão de alimentos de origem animal. Sua deficiência pode ocasionar diversos problemas crônicos, diante disso é importante o diagnóstico correto e rápido, juntamente com uma adequada interversão nutricional ou terapêutica, a fim de prevenir danos irreversíveis.</p> Amanda Olbermann Liziara Fraporti Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 RESISTÊNCIA ANTIMICROBIANA: UM PROBLEMA GLOBAL http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1158 <p><strong>Introdução: </strong><span style="font-weight: 400;">Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), até 2050, 10 milhões de pessoas podem morrer por ano por conta de doenças resistentes a medicamentos antimicrobianos.¹ A Resistência Antimicrobiana (RAM) já é considerada uma crise global, que necessita urgente atenção.² A&nbsp; resistência ocorre quando microrganismos como fungos, bactérias, vírus ou parasitas tornam-se resistentes aos fármacos, que antes eram sensíveis.² Isso é causado pelo uso inadequado,</span><span style="font-weight: 400;">3</span><span style="font-weight: 400;"> pela automedicação ou uso excessivo de um único fármaco,</span><span style="font-weight: 400;">4</span><span style="font-weight: 400;"> e pelas modificações e evoluções dos microrganismos.</span><span style="font-weight: 400;">5</span> <strong>Objetivos: </strong><span style="font-weight: 400;">O presente estudo tem por objetivo trazer uma revisão bibliográfica objetiva e simplificada, apresentando os motivos pelo qual os medicamentos tornam-se ineficazes para diversos microrganismos. </span><strong>Métodos:</strong><span style="font-weight: 400;"> A pesquisa baseou-se em uma revisão bibliográfica na base de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), National Library of Medicine (PubMed) e Google Acadêmico e dados de agências de saúde global, utilizando os seguintes descritores: resistência medicamentosa, resistência antimicrobiana. </span><strong>Resultados:</strong><span style="font-weight: 400;"> A resistência antimicrobiana está classificada como uma das 10 maiores ameaças à saúde pública global.</span><span style="font-weight: 400;">6</span><span style="font-weight: 400;"> As causas incluem uso excessivo de medicamentos, automedicação, prescrição errônea e diagnóstico impreciso.</span><span style="font-weight: 400;">7</span><span style="font-weight: 400;"> Conforme dados, muitos dos pacientes com infecções por microrganismos multirresistentes pertencem à classe baixa, com menor poder aquisitivo, consequentemente frequentam postos de saúde pública, na qual a alta demanda de consultas impossibilita uma exatidão na abordagem clínica com o paciente, e até mesmo limita quais exames serão realizados, pelo&nbsp; sistema de saúde.</span><span style="font-weight: 400;">2,7</span><span style="font-weight: 400;">. Outra questão importante a ser analisada, é a relação do meio ambiente e dos animais com a RAM; temperaturas elevadas, inundações, tempestades, saneamento básico precário e uso descontrolado de antimicrobianos em animais auxiliam na propagação de doenças e o surgimento de microrganismos multirresistentes os quais podem infectar humanos.² Os mecanismos de resistência aos antimicrobianos são diversos, como alterações enzimáticas, alterações na permeabilidade da membrana, sistemas de efluxo e modificações genéticas.</span><span style="font-weight: 400;">8</span><span style="font-weight: 400;"> Como resultado dessa resistência microbiana, infecções comuns podem voltar a ser fatais, tratamentos podem se tornar ineficazes e infecções podem ser incuráveis, aumentando os índices de mortalidade.</span><span style="font-weight: 400;">7</span> <strong>Conclusão:</strong><span style="font-weight: 400;"> Na medicina moderna, o uso de antimicrobianos é indispensável e já salvou muitas vidas, mas é necessário usá-los com mais cautela.² Alguns estudos demonstraram resultados positivos com métodos para diminuir casos de resistência, como intervenções educacionais, adesão de protocolos mais rígidos para os profissionais da saúde e realização de mais exames </span><span style="font-weight: 400;">9</span><span style="font-weight: 400;"> (como o antibiograma, quando possível, em casos de infecções bacterianas, para obter mais precisão no diagnóstico e tratamento)</span><span style="font-weight: 400;">10</span><span style="font-weight: 400;">. Tendo isso em vista, é necessário ocorrer, de forma conjunta, o uso racional desses fármacos tanto por médicos, quanto veterinários e um esclarecimento para a população sobre o perigo da automedicação.</span><span style="font-weight: 400;">11</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Palavras-chave: Resistência, medicamentos, antimicrobianos.</span></p> Ellen Fernanda Veit Grosz Daniel Sant´anna Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 ANEMIA MEGALOBLÁSTICA POR CARÊNCIA DE VITAMINA B12 E ÁCIDO FÓLICO http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1247 <p><strong>Introdução: </strong>A anemia megaloblástica é caracterizada por uma redução na capacidade celular de sintetizar o ácido desoxirribonucleico (DNA), resultando em anormalidades hematológicas, como a diminuição do número de eritrócitos e a macrocitose. A principal causa dessa condição é a deficiência de vitamina B12 e/ou ácido fólico, podendo ser decorrente de uma alimentação inadequada ou da má absorção desses micronutrientes pelo organismo.<sup>1,2</sup> A vitamina B12 e o ácido fólico são essenciais à saúde humana, e sua carência pode estar relacionada ao desenvolvimento de demência, neuropatia periférica, doenças cardiovasculares e perda de massa óssea, devido ao aumento nos níveis de homocisteína.<sup>5</sup> <strong>Objetivo</strong>: Analisar a literatura científica acerca da anemia megaloblástica decorrente da deficiência de vitamina B12 e ácido fólico, bem como as possíveis patologias associadas a essa deficiência. <strong>Método</strong>: Foi desenvolvida uma pesquisa descritiva bibliográfica, tendo como base uma revisão da literatura, baseada em artigos científicos publicados entre 2005 a 2025 nas bases de dados: <em>Scientific Electronic Library Online</em> (Scielo) e Google Acadêmico utilizando as palavras chave: “anemia megaloblástica”, “deficiência de ácido fólico e vitamina B12”. Foram selecionados 6 artigos de acordo com a relevância. <strong>Resultados e Discussão</strong>: A vitamina B12, ou cianocobalamina, faz parte de uma família de compostos denominados de cobalaminas, sendo encontrada em praticamente todos os tecidos animais e estocada primariamente no fígado na forma de adenosilcobalamina. A fonte natural de vitamina B12 na dieta humana restringe-se a alimentos de origem animal como leite, carne e ovos.<sup>3 </sup>Os valores de referência da vitamina B12 se encontram dentro do esperado quando estão entre 200 e 900 pg/mL a depender do laboratório. A deficiência de vitamina B12 compromete a atividade das enzimas metionina sintase e L-metilmalonil-CoA mutase, resultando no acúmulo de homocisteína e prejudicando reações de metilação essenciais. Esse desequilíbrio pode desencadear diversas patologias, especialmente no sistema nervoso central e cardiovascular, com quadros que variam em gravidade e, em alguns casos, podem se tornar irreversíveis. Mesmo em níveis subclínicos, a carência de vitamina B12 pode contribuir silenciosamente para disfunções cardíacas e neurológicas, abrangendo desde alterações sensoriais até distúrbios psiquiátricos e dificuldades de aprendizagem. Em certos casos, manifestações neurológicas isoladas podem ser o único sinal clínico da deficiência crônica dessa vitamina, mesmo na ausência de anemia. O ácido fólico atua como transportador intermediário de unidades mono carbônicas, como grupos metila e formil, sendo essencial nas reações de síntese dos ácidos nucleicos, ácido desoxirribonucleico (DNA) e ácido ribonucleico (RNA). Além disso, participa de diversas reações metabólicas envolvendo aminoácidos como glicina, serina, metionina e homocisteína. Dessa forma, esse micronutriente exerce a função de coenzima em processos metabólicos fundamentais para o funcionamento celular. Os valores essenciais do ácido fólico devem estar acima de 3 ng/mL.<sup>4,6</sup> A anemia megaloblástica é um tipo de anemia macrocítica caracterizada pela presença de eritrócitos aumentados e imaturos, com núcleo grande e citoplasma relativamente maduro, chamados megaloblastos. Essa condição é causada principalmente pela deficiência de vitamina B12 ou ácido fólico. Os sintomas clínicos incluem fadiga intensa, palidez, fraqueza muscular, taquicardia e, em alguns casos, icterícia leve. No exame de sangue, observam-se hemácias macrocíticas, anisocitose e presença de neutrófilos hipersegmentados.<sup>6 </sup>O ácido fólico e a cobalamina desempenham importante papel na manutenção e reparação do tecido ósseo, uma vez que estão envolvidos na doação de grupamento metil para a síntese de DNA. O ácido fólico também estimula a atividade dos osteoblastos: células que sintetizam e secretam a matriz orgânica do osso.<sup>4 </sup><strong>Conclusão</strong>: É de extrema relevância a realização de exames recorrentes para o acompanhamento dos níveis de ácido fólico e vitamina B12 presentes no organismo, a fim de evitar que ocorra manifestações neurológicas irreversíveis, doenças cardiovasculares, perda óssea e ainda, quadros de anemia seguidos de má formação fetal e pancitopenia.</p> Giovana Hartmann Taiane Schneider Fabiana Raquel Muhl Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 SÍFILIS: PREVENÇÃO, DIAGNÓSTICO, CONTROLE E TRATAMENTO - UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1120 <p><strong>Introdução: </strong><span style="font-weight: 400;">A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), curável, causada pela bactéria </span><em><span style="font-weight: 400;">Treponema pallidum</span></em><span style="font-weight: 400;">. Mesmo sem apresentarem sintomas, as pessoas infectadas podem transmitir a infecção. A sífilis apresenta quatro estágios (primário, secundário, terciário e latente) e seu diagnóstico é feito por meio de manifestações clínicas e testes rápidos de sangue, disponíveis gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). O tratamento é realizado com penicilina, e deve incluir os parceiros sexuais dos últimos três meses. A infecção se espalha facilmente, sendo fundamental o diagnóstico precoce para evitar complicações.</span><span style="font-weight: 400;">1,2.3 </span><strong>Objetivo: </strong><span style="font-weight: 400;">Analisar por meio de revisão bibliográfica, a prevenção, o diagnóstico, o controle e o tratamento da sífilis. </span><strong>Método:</strong><span style="font-weight: 400;">&nbsp; Este trabalho foi conduzido por meio de uma análise descritiva não experimental, utilizando uma abordagem de revisão de literatura. Para a pesquisa, foram consultadas as bases de dados&nbsp; </span><em><span style="font-weight: 400;">Scientific Electronic Library Online </span></em><span style="font-weight: 400;">(SciElo), PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). As palavras-chave utilizadas foram sífilis, doenças transmissíveis e </span><em><span style="font-weight: 400;">Treponema pallidum</span></em><span style="font-weight: 400;">. Foram considerados 4 artigos dos últimos 10 anos, e um artigo de 2006. </span><strong>Resultados e Discussão: </strong><span style="font-weight: 400;">A sífilis não tratada de forma ágil e correta pode se agravar e evoluir. Dessa forma, é imprescindível identificar o estágio em que o paciente se encontra. Nos estágios primário e secundário, a chance de transmissão é maior, justamente pelo fato de a&nbsp; pessoa não saber que está infectada. Os casos mais graves da sífilis adquirida são observados na fase terciária, pois se não houver um tratamento adequado, podem surgir complicações graves, como lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas, podendo levar até a morte. Em todos os estágios, a sífilis pode ser transmitida para a criança durante a gestação ou parto.</span><span style="font-weight: 400;">4 </span><span style="font-weight: 400;">A sífilis é transmitida principalmente por contato sexual (vaginal, oral e anal) e também pode ser transmitida verticalmente, da mãe para o feto durante a gestação. É essencial que gestantes façam o teste de sífilis no pré-natal, preferencialmente no primeiro trimestre, e repitam no terceiro trimestre. Se o teste for positivo, o tratamento deve ser imediato, e o parceiro também deve ser tratado para evitar reinfecção. A única forma de prevenção é o uso de preservativo nas relações sexuais. Vale destacar que a sífilis não confere imunidade permanente, e uma pessoa pode contrair a doença novamente após tratamento adequado, caso tenha novo contato com a bactéria novamente. O tratamento é realizado com penicilina benzatina, disponível gratuitamente nas UBS. A dose varia conforme o estágio clínico da infecção. O objetivo do tratamento é interromper a transmissão da doença e prevenir novos casos.</span><span style="font-weight: 400;">5&nbsp; </span><strong>Conclusão: </strong><span style="font-weight: 400;">Para evitar a propagação da sífilis, é crucial que a infecção seja identificada de maneira correta e tratada de forma imediata. Para que isso ocorra, é fundamental que haja profissionais capacitados, principalmente para diagnosticar corretamente a fase da infecção e orientar o tratamento, contribuindo para a cura, tanto na sífilis adquirida quanto na congênita.</span></p> Rafaela Schmitz Lucas Schaker Roberta Rampelotto Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 PRINCIPAIS ALTERAÇÕES HEMATOLÓGICAS OBSERVADAS NA DOENÇA FALCIFORME http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1144 <p><strong>INTRODUÇÃO: </strong><span style="font-weight: 400;">A Doença Falciforme (DF) é uma doença hematológica hereditária¹. É caracterizada pela presença de hemoglobina S, que resulta de uma mutação pontual no gene da beta globina. Essa mutação, em estados de desoxigenação, provoca alterações morfológicas na estrutura dos eritrócitos, que culminam na deformação das células. É a doença hematológica hereditária mais comum, altamente disseminada por conta da miscigenação racial, ocorrendo principalmente entre afrodescendentes</span><span style="font-weight: 400;">2</span><span style="font-weight: 400;">. Estima-se que no Brasil, uma em cada cem pessoas apresente as alterações genéticas decorrentes da doença</span><span style="font-weight: 400;">3</span><span style="font-weight: 400;">. </span><strong>OBJETIVO:</strong><span style="font-weight: 400;"> O presente estudo tem como objetivo relatar as principais alterações hematológicas observadas na DF e suas manifestações clínicas. </span><strong>MÉTODOS:</strong><span style="font-weight: 400;"> Este trabalho foi desenvolvido por meio de uma revisão bibliográfica de artigos publicados na base de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), sites do Ministério da Saúde (MS), do Governo Federal e dos Governos Estaduais do Mato Grosso do Sul e do Rio Grande do Sul. Na busca pelos artigos, realizada entre os meses&nbsp; de fevereiro a abril de 2025, utilizou-se como critério de inclusão as palavras-chave: Eritrócito, Alterações Hematológicas e Doença Falciforme. </span><strong>RESULTADOS:</strong><span style="font-weight: 400;"> Foi possível observar que as principais alterações hematológicas presentes na DF incluem modificações físico-químicas das hemácias e alterações no citoesqueleto, que se adaptam para a forma característica de foice em situações como hipóxia, desidratação e acidose. Além disso, ocorre a redução dos valores da hemoglobina e do hematócrito. Esse processo está associado ao aumento do número de reticulócitos e à diminuição da vida média dos eritrócitos. Como resultado, desenvolve-se um quadro de anemia normocítica e normocrômica persistente.&nbsp; Segundo dados do Ministério da Saúde, é estimado que o número de casos de portadores da DF alcance cerca de 25.000 a 30.000 indivíduos, e que o número de novos casos por ano seja cerca de 3.500, entretanto, devido à falta de dados mais robustos estes números podem ser subestimados</span><span style="font-weight: 400;">2</span><span style="font-weight: 400;">. O teste do pezinho realizado entre o 3º e 5º dia de vida do recém-nascido é a forma precoce da descoberta da doença</span><span style="font-weight: 400;">4</span><span style="font-weight: 400;">, caso não seja investigado logo após o nascimento, a doença pode ser identificada por meio do exame eletroforese de hemoglobina em outras faixas etárias</span><span style="font-weight: 400;">5</span><span style="font-weight: 400;">. As manifestações clínicas podem variar desde a ausência de sintomas, até o paciente apresentar litíase biliar, sequestro esplênico, síndrome torácica aguda, acidente vascular cerebral e úlceras nas pernas. Os principais determinantes das manifestações clínicas da DF são os fenômenos vaso-oclusivos e a hemólise acentuada</span><span style="font-weight: 400;">6</span><span style="font-weight: 400;">. </span><strong>CONCLUSÃO:</strong><span style="font-weight: 400;"> Como principais alterações hematológicas observadas na DF, podemos destacar os eritrócitos em formato de foice, valores de hemoglobina e hematócrito reduzidos e aumento de reticulócitos. Vale salientar que a DF é uma doença genética que está presente em todo o mundo, e possui grande destaque no cenário epidemiológico brasileiro, sendo considerada um problema de saúde pública no país, que deve receber atenção especial de especialistas, pesquisadores e do governo, que deverão ter como foco o diagnóstico precoce, já que o mesmo é fundamental para ter uma melhoria significativa da qualidade de vida dos indivíduos portadores da DF.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;"><strong>Palavras-chave:</strong> Eritrócito, Alterações Hematológicas, Doença Falciforme.</span></p> Camila Luiza Hentges Daniel dos Reis Sant'Ana Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 EFEITOS E SEGURANÇA DO USO DE BIOESTIMULADORES PARA O ENVELHECIMENTO CUTÂNEO CORPORAL http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1106 <p><strong>Introdução: </strong><span style="font-weight: 400;">Hodiernamente, o processo de envelhecimento e flacidez cutânea têm sido um agravante na baixa autoestima de mulheres de meia-idade. Diante desse cenário, é possível observar uma crescente demanda em tratamentos que visam a melhora do aspecto da pele. O Bioestimulador de colágeno vem sendo um grande aliado no rejuvenescimento facial e corporal, através do estímulo da produção natural de colágeno pelas células corporais</span><span style="font-weight: 400;">1 </span><span style="font-weight: 400;">. Nesse contexto, destaca-se a importância de estudos da técnica como produtos e sua aplicação a fim de assegurar maior eficácia e segurança ao procedimento realizado</span><span style="font-weight: 400;">1 .</span> <strong>Objetivo: </strong><span style="font-weight: 400;">Identificar os efeitos e a segurança do uso dos bioestimuladores de colágeno, bem como os possíveis efeitos adversos, através de uma revisão bibliográfica</span><strong>. Método:</strong><span style="font-weight: 400;"> O estudo foi realizado mediante uma revisão bibliográfica de caráter exploratório mediante artigos publicados entre os períodos de 2020 a 2024. Foram selecionados 5 artigos da plataforma de busca Google Acadêmico. Para a busca de tais publicações foram utilizadas palavras-chaves como: Bioestimulador de colágeno, envelhecimento, colágeno e rejuvenescimento. </span><strong>Resultados e Discussão: </strong><span style="font-weight: 400;">Envelhecer é um processo natural e inevitável, mas com o passar dos anos há uma redução significativa no colágeno, elastina e fibras reticulares, resultando na elasticidade, afinamento e flacidez da pele. O envelhecimento pode ser classificado em intrínseco: aquele que surge por fatores genéticos ou pela idade, ou extrínseco, que surge mediante influências externas, ou pelo estilo de vida, por exemplo</span><span style="font-weight: 400;">5</span><span style="font-weight: 400;">. Nesse contexto, diversos procedimentos para reduzir esses efeitos têm ganhado notoriedade, entre eles o bioestimulador de colágeno. Os bioestimuladores são substâncias injetáveis, caracterizados por ser bioabsorvíveis e biocompatíveis, sendo os mais conhecidos e utilizados a hidroxiapatita de cálcio (CAHA), o ácido poli-l-lático (PLLA) e a policaprolactona (PCL), o que irá diferenciar um do outro é a indicação e a região que será submetida ao tratamento</span><span style="font-weight: 400;">2-3</span><span style="font-weight: 400;">. A principal finalidade destes componentes é melhorar a aparência da pele. Tanto o </span><span style="font-weight: 400;">(CAHA) quanto o (PLLA)&nbsp; são capazes de reestruturar tecidos e melhorar o contorno corporal. No entanto, uma diferença relevante entre os dois é que o CAHA pode ser aplicado sem diluição, como preenchedor, diretamente sobre o periósteo, assim oferecendo sustentação, efeito volumizador e de bioestimulação. Tais compostos trazem firmeza e devolvem a qualidade da pele que foi retirada diante ao processo de envelhecimento cutâneo</span><span style="font-weight: 400;">3</span><span style="font-weight: 400;">. Já a categoria PCL é a que mais estimula a produção de colágeno do tipo III, um componente essencial de fibras reticulares encontradas na derme. Além da ação bioestimuladora, esse produto também possui efeito preenchedor. Quando comparado com outros componentes da sua categoria, o PCL apresenta uma melhor durabilidade. Ambas as substâncias provocam</span><span style="font-weight: 400;"> uma reação inflamatória na derme, ativando os fibroblastos e assim produzindo o colágeno</span><span style="font-weight: 400;">3 </span><span style="font-weight: 400;">. Dentre as possíveis intercorrências podemos citar&nbsp; as mais leves como hematomas, equimoses e dor temporária, que desaparecem após alguns dias, e as complicações tardias como surgimento de pápulas ou nódulos, estas se surgir, requerem tratamento imediato. Em casos mais graves, pode haver oclusão vascular, levando a necrose, embolias e até cegueira. Geralmente ocorre quando o material é injetado no vaso sanguíneo ou de forma a comprimir um vaso, resultando em isquemia e necrose do tecido ao redor. Tais intercorrências costumam ser associadas com o mau uso do produto ou por ser aplicada em uma região não recomendada.</span><span style="font-weight: 400;">4</span> <strong>Conclusão:</strong><span style="font-weight: 400;"> Com base na pesquisa discutida acima, observa-se que o uso dos bioestimuladores de colágeno, se mostrou eficiente para retardar os efeitos da idade, isso se realizado de maneira correta e seguindo as normas de biossegurança. Portanto é de suma importância que os profissionais possuam capacitação sobre o procedimento e substância antes de sua aplicação, de modo a prevenir possíveis efeitos adversos, além de ser fundamental realizar consultas de retorno, para assim monitorar o estado do paciente e evitar possíveis intercorrências.</span></p> Gabriela Gotz Albrecht Liziara Fraporti Nathalia Picoli Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 RINOMODELAÇÃO COM ÁCIDO HIALURÔNICO, EFEITOS ADVERSOS E MEDIDAS DE PREVENÇÃO DE INTERCORRÊNCIAS http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1129 <p><span style="font-weight: 400;">O ácido hialurônico(AH) é uma glicosaminoglicano composto de unidades alternadas e repetitivas de ácido D-glicurônico e N-acetil-D-glicosamina com propriedades hidrofílicas, as quais provocam aumento do volume tecidual, tem consistência gelatinosa, possuindo alta viscoelasticidade devido a sua característica molecular¹. A rinomodelação é uma técnica que utiliza o AH de forma rápida e fácil, sem necessidades de afastamentos das atividades para recuperação e ao mesmo tempo consegue fornecer um resultado comparável com o da rinoplastia cirúrgica. As principais indicações para a rinomodelação são pacientes que não querem ou podem se submeter a uma cirurgia no momento, pacientes que querem testar um efeito menos invasivo ou pacientes que já passaram por cirurgia e estão aguardando o tempo para uma rinoplastia secundária².</span>&nbsp;</p> Bruna Carolina Rubas Gabriely Giordani Liziara Fraporti Fernanda Pilatti Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 SÍNDROME DE CHEDIAK-HIGASHI http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1156 <p>A síndrome de Chediak-Higashi (SCH) é uma condição genética autossômica recessiva, que se manifesta devido a uma mutação no gene regulador da proteína do transporte lisossomal (LYST), comprometendo a função dos linfócitos citotóxicos, incluindo as células natural killers (NK). Os aspectos clínicos da doença compreendem diferentes graus de albinismo oculocutâneo, fotofobia, acuidade visual diminuída, nistagmo, estrabismo, infecções recorrentes, deterioração neurológica progressiva e tendência a hemorragias. Aproximadamente 50-85% dos pacientes apresentam evolução para a fase acelerada da doença, podendo ser letal se não tratada.</p> Nicole Panosso Daniel dos Reis Sant'Ana Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 CRISPR-Cas9 NO TRATAMENTO DO CÂNCER: UMA REVISÃO DE LITERATURA http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1225 <p><strong>Introdução:</strong> O câncer é uma doença caracterizada pela divisão e crescimento desordenado de células, decorrente de mutações genéticas em genes específicos¹, e figura entre as principais causas de morte relacionadas a doenças². Diversas modalidades terapêuticas vêm sendo estudadas, entre elas a técnica CRISPR-Cas9. Essa ferramenta de edição genômica possibilita corrigir funções e expressões de genes-alvo, além de ser um mecanismo natural do sistema imune adaptativo de bactérias, que previne infecções específicas<sup>3,4,5</sup>. <strong>Objetivo: </strong>Discutir a aplicação da técnica da CRISPR como alternativa para o tratamento do câncer. <strong>Método:</strong> Trata-se de revisão bibliográfica qualitativa, desenvolvida a partir de artigos das bases SciELO, Brazilian Journal of Development (BJD), Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação (REASE) e Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences (BJIHS). Foram incluídas publicações de 2019 a 2025, eliminando artigos repetidos, incompletos ou que não abordassem diretamente o tema. Foram selecionados 30 artigos, e após uma análise detalhada, foram considerados 11 artigos para a revisão final. As buscas foram realizadas utilizando os seguintes descritores: “CRISPR”, “CRISPR-Cas9 e câncer”, “tratamentos oncológicos”. <strong>Resultados e Discussão: </strong>A edição genética permite modificar, com precisão, uma sequência genômica, induzindo deleções, substituições ou inserções de bases no DNA. A técnica CRISPR-Cas9, apresenta elevada eficácia, tendo sido amplamente utilizada pela comunidade científica<sup>6</sup>. Devido à sua alta capacidade no tratamento do câncer<sup>7</sup>, a indução de mutações genômicas favorece uma resposta imunológica adaptativa mais eficiente, auxiliando no combate aos mecanismos da doença<sup>8</sup>. Esse sistema utiliza a proteína Cas9 como enzima responsável pela clivagem e reconhecimento da região a ser modificada na sequência genômica<sup>9</sup>. Além disso, a técnica pode ser aplicada na modificação de linfócitos T, buscando reconhecer e eliminar células tumorais de forma mais eficiente<sup>10</sup>. Apesar do seu grande potencial terapêutico, a CRISPR-Cas9 ainda enfrenta desafios importantes, como a possibilidade de alterações genéticas indesejadas e implicações éticas voltadas à edição do genoma humano<sup>11</sup>. <strong>Conclusão:</strong> Diante dos recentes avanços na área da biotecnologia, torna-se evidente o papel inovador da CRISPR-Cas9 no tratamento do câncer. A tecnologia CRISPR-Cas9 apresenta perspectivas promissoras no tratamento do câncer, com potencial para terapias personalizadas e maior sobrevida dos pacientes. Contudo, limitações técnicas e dilemas éticos ainda precisam ser superados para viabilizar sua ampla aplicação clínica.</p> Eduarda Bizello Daniel dos Reis Sant'Ana Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 IMPACTOS PSICOLÓGICOS DA PANDEMIA DE COVID-19 http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1117 <p>A pandemia da COVID-19 teve um impacto significativo na saúde mental da população, particularmente durante o período de quarentena. Observou-se um aumento significativo de ansiedade, depressão e outros transtornos mentais, influenciados por fatores como isolamento social, sobrecarga de trabalho e insegurança socioeconômica. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a prevalência global de ansiedade e depressão aumentou 25% durante o primeiro ano da pandemia. Grupos como profissionais de saúde, mulheres, estudantes, idosos e pessoas com problemas de saúde subjacentes foram considerados particularmente vulneráveis aos efeitos na saúde mental. Portanto, é importante que as políticas públicas em situações de crise abordem não apenas os aspectos físicos, mas também os emocionais da população, para prevenir consequências a longo prazo para a saúde mental.</p> Indaiana Verdi Taiane Schneider Delsi Altenhofen Fabiana Raquel Mühl Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 ENTENDENDO A TALASSEMIA: CARACTERÍSTICAS, DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DE UMA ANEMIA HEREDITÁRIA http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1142 <p><strong>Introdução: </strong>A talassemia pertence ao grupo das hemoglobinopatias, as quais estão entre os&nbsp;&nbsp; distúrbios sanguíneos hereditários mais frequentes globalmente. Trata-se de uma doença não contagiosa, causada por defeitos na síntese da hemoglobina, essencial pelo transporte de oxigênio no sangue. Portadores de talassemia apresentam mutações em um ou dois cromossomos específicos, o 11 e o 16, afetando a resposta da medula óssea na produção de cadeias de globina.¹ˈ⁵ Ela pode ser classificada em dois tipos: talassemia alfa (α) e beta (ꞵ), caracterizada pela síntese reduzida ou ausência de cadeias de globina alfa e beta, respectivamente.² A talassemia é mais prevalente em regiões mediterrâneas, além de áreas do Oriente Médio, Sul e Sudeste Asiático, e do Norte da África.⁷ <strong>Objetivos: </strong>Elucidar a talassemia, destacando suas causas genéticas, tipos, métodos de diagnóstico, manifestações clínicas e formas de tratamento. <strong>Métodos: </strong>o presente estudo foi realizado por meio de uma pesquisa bibliográfica, com foco na talassemia, abordando suas características, diagnóstico e opções de tratamento. A busca dos artigos científicos foi realizada nas bases de dados SciELO e outras plataformas relevantes da área da saúde. Foi utilizada como palavras chave os termos: “talassemia”, “anemia hereditária”, “hemoglobinopatias”, combinados de forma isolada ou associada. Adotaram-se como critérios de inclusão artigos publicados entre 2019 a 2025, disponíveis nos idiomas português e inglês. Foram excluídas publicações que não abordaram diretamente o tema talassemia, textos indisponíveis na íntegra e artigos repetidos nas bases de dados.&nbsp; <strong>Resultados e discussão:</strong> Para o diagnóstico inicial, realizam-se exames laboratoriais como o hemograma, que geralmente revela anemia microcítica e hipocrômica, além da presença de anisocitose e poiquilocitose. Destaca-se também a eletroforese de hemoglobina, exame que identifica os tipos de hemoglobina presente no sangue do paciente.³ Por volta da quinta semana de gestação, inicia-se a síntese de hemoglobina fetal (Hb F), inicialmente no fígado, permanecendo por algumas semanas após o nascimento. A hemoglobina A (Hb A1) passa a predominar após o nascimento, alcançando cerca de 95% da concentração total em adultos. Já a hemoglobina A2 (Hb A2) normalmente apresenta entre 1,5% a 3,5% da hemoglobina total em adultos. Entretanto, valores elevados de Hb A2 podem indicar a presença de talassemia alfa ou beta, sendo um importante marcador diagnóstico.¹ A talassemia pode se manifestar de forma leve, chamada talassemia menor (minor), ou de forma mais grave, conhecida como talassemia maior (major). Na talassemia maior, ou anemia de Cooley, os indivíduos afetados necessitam frequentemente de transfusões sanguíneas regulares para controlar a anemia grave. Além disso, é necessário o uso de terapia de quelante de ferro para prevenir o acúmulo excessivo de ferro no organismo. Sem o suporte de transfusões sanguíneas e terapias para o controle do excesso de ferro do organismo, muitos portadores de talassemia maior não sobrevivem até a vida adulta.⁵ Os sintomas presentes na talassemia maior incluem: palidez, fadiga, fraqueza, alterações ósseas e icterícia, decorrentes da hemólise acelerada das hemácias anormais, que leva ao aumento da concentração de bilirrubina no sangue.⁴ˈ⁷ A talassemia é uma condição genética de herança autossômica recessiva, o que significa que o bebê precisa receber um gene alterado de cada um dos pais para manifestar a condição. Quando ambos os pais são portadores, existe uma alta probabilidade de que o filho desenvolva a forma mais grave da talassemia. Contudo, a única possibilidade de cura disponível é atualmente o transplante de medula óssea.⁶ <strong>Conclusão: </strong>É importante destacar que portadores de beta-talassemia menor ou intermediária levam uma vida normal, sem risco à saúde e sem grandes impactos. Em contrapartida, portadores de beta-talassemia maior apresentam riscos mais sérios, geralmente, necessitando de transfusões sanguíneas regulares para sobreviver.⁵</p> <p>&nbsp;</p> Nathalia Manfio Dall Asta Daniel dos Reis Sant´anna Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 INTOLERÂNCIA A LACTOSE: CAUSAS, DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1101 <p><strong>Introdução: </strong>A intolerância à lactose (IL) é o efeito clinico da diminuição dos níveis da enzima lactase (ꞵ-D-Galactosidase) na mucosa intestinal causando a incapacidade de digerir a lactose, o açúcar do leite, provocando sintomas como, dor abdominal, diarreia, flatulência, borborigmos e irritação da mucosa, esses podem variar de acordo com a quantidade ingerida e o quadro da tolerância²­<sup>-</sup>³. A IL é classificada em três tipos, primária, secundária e congênita e pode ser a deficiência total ou parcial da lactase¹. <strong>Objetivo:</strong> Este resumo expandido tem como objetivo apresentar uma análise sobre a intolerância à lactose, abordando suas causas, sintomas, diagnóstico e formas de tratamento. Além disso, aborda as adequações alimentares essenciais para indivíduos com intolerância à lactose. <strong>Método: </strong>O presente trabalho foi feito a partir de um estudo descritivo não experimental do tipo revisão de literatura. Para a pesquisa foram utilizados materiais dos periódicos online Google Acadêmico e PubMed, foram selecionados 5 artigos no período de 2018 a 2022, as palavras chave utilizadas para a busca foram: intolerância a lactose, lactase. <strong>Resultados e Discussão: </strong>A lactose é um dissacarídeo proveniente do leite da vaca e de seus derivados. É composta por dois monossacarídeos: glicose e galactose. A intolerância representa má absorção ou má digestão dos alimentos que contêm esse dissacarídeo¹. A IL pode ocorrer de forma adquirida, podendo ser primária ou secundária, ou de origem congênita¹. A hipolactasia primária é a forma mais comum na população e ocorre predominantemente em adultos, as concentrações da lactase no corpo são normais no nascimento e declinam com o decorrer dos anos, tendo a diminuição da expressão enzimática¹<sup>-3</sup>. A deficiência secundária é causada por uma situação fisiopatológica. Nesse caso, há perda das células epiteliais do intestino, essas são responsáveis por produzir a enzima lactase, e são substituídas por células imaturas, que, por sua vez, apresentam deficiência na produção da enzima. Fatores como, quimioterapia, radioterapia, gastroenterites e ressecção intestinal são exemplos de condições que podem ocasionar lesões gastrointestinais. No entanto, a hipolactasia secundária é reversível<sup>1-5</sup>. E a intolerância congênita ocorre quando a condição é hereditária, afetando recém-nascidos manifestando-se nas primeiras amamentações, caracterizada como autossômica recessiva, essa patologia é rara, porém grave e, se não identificada no início, pode levar a óbito<sup>5</sup>. O teste mais usado para a investigação desta patologia é o teste da tolerância à lactose (curva glicêmica), que é realizado pela ingestão em jejum de uma dose concentrada de lactose e feitos exames de sangue em 30,60 e 90 minutos, para medir a glicose<sup>1.</sup> Após a ingestão de lactose, um aumento na glicemia inferior a 20 mg/dL em uma das medições após a dosagem inicial pode ser considerado um indicativo de intolerância à lactose. Por outro lado, indivíduos não intolerantes costumam apresentar elevações superiores a 34 mg/dL após o teste, evidenciando um aumento glicêmico significativamente maior².<strong>C</strong><strong>onclusão:</strong> A intolerância a lactose é uma condição em que há deficiência da enzima lactase, responsável pela digestão da lactose, resultando em diversos sintomas. O diagnóstico é feito principalmente pelo teste de tolerância a lactose e o tratamento envolve suplementação da lactose exógena, uso de probióticos adaptação da dieta, redução ou eliminação dos alimentos com lactose e introdução de alimentos<em> lacfree </em><sup>3-4</sup>.</p> <p><strong>Palavras-chave: </strong>Intolerância à lactose, diagnóstico, classificação, tratamento.</p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> Regina Matiello Albara Liziara Fraporti Fernanda Pilatti Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 USO DAS TERAPIAS GÊNICAS NO TRATAMENTO DA LEUCEMIA LINFOIDE AGUDA EM CRIANÇAS http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1127 <p>A leucemia linfoide aguda (LLA) é a neoplasia mais comum na pediatria, representando 25% das neoplasias infantis. Ela é caracterizada pela superprodução de células linfoides imaturas podendo ser B ou T. O tratamento inicial é com quimioterapia mas podendo necessitar de opções complementares como radioterapia, imunoterapia, transplante de células tronco ou também a terapia gênica inovadora com células Car-T que modifica geneticamente as células T. Apesar dos avanços ainda há alguns obstáculos como os efeitos adversos, dificuldades em encontrar um doador compatível de células tronco e o alto custo das terapias gênicas com células Car-T .</p> Raiane Barcelos Martins Taiane Schneider Fabiana Raquel Mühl Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 ANEMIA FERROPRIVA NA GRAVIDEZ: RISCOS, DIAGNÓSTICO LABORATORIAL E INTERVENÇÕES BIOMÉDICAS http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1153 <p><strong>Introdução:</strong> A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum durante a gravidez, afetando significativamente a saúde materna e fetal. Durante a gestação, a demanda por ferro aumenta devido à expansão do volume sanguíneo materno e às necessidades do feto em desenvolvimento. A deficiência de ferro pode resultar em complicações como parto prematuro, baixo peso ao nascer e aumento da morbidade materna (Daru <em>et al.,</em> 2021). Apesar da sua prevalência, a anemia ferropriva muitas vezes permanece subdiagnosticada e subtratada, especialmente em contextos com recursos limitados. A identificação precoce e intervenções eficazes são importantes para mitigar os riscos associados (Peña-Rosas <em>et al.,</em> 2020). <strong>Objetivo: </strong>Analisar os riscos associados à anemia ferropriva na gravidez, os métodos de diagnóstico laboratorial disponíveis e as intervenções biomédicas eficazes para o tratamento e prevenção dessa condição.​ <strong>Método:</strong> Foi realizada uma revisão sistemática da literatura utilizando a base de dados PubMed, selecionando estudos publicados entre 2020 e 2025 que abordam a anemia ferropriva na gravidez, com foco em riscos, diagnóstico laboratorial e intervenções biomédicas. Foram incluídos artigos que fornecem dados relevantes sobre a prevalência, métodos diagnósticos e estratégias de tratamento.​ <strong>Resultados e Discussão: </strong>A anemia ferropriva na gravidez está associada a diversos riscos, incluindo parto prematuro, baixo peso ao nascer e aumento da mortalidade materna e neonatal (Young <em>et al.,</em> 2020). O diagnóstico laboratorial é importante e geralmente envolve a avaliação dos níveis de hemoglobina, ferro, transferrina e ferritina sérica, sendo que níveis de ferritina abaixo de 30 ng/mL indicam deficiência de ferro (Daru <em>et al.,</em> 2021). A suplementação oral de ferro é a primeira linha de tratamento, sendo eficaz na maioria dos casos. Em situações de intolerância ou resposta inadequada à terapia oral, a administração intravenosa de ferro pode ser considerada. A adesão ao tratamento é um fator crítico para o sucesso terapêutico (Peña-Rosas <em>et al.,</em> 2020). <strong>Conclusão:</strong> A anemia ferropriva durante a gravidez representa um desafio significativo para a saúde pública, com implicações sérias para mãe e filho. A implementação de estratégias eficazes de triagem, diagnóstico precoce e intervenções terapêuticas adequadas é fundamental para reduzir os riscos associados.</p> Erika Bottene Daniel Sant´anna Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 DOENÇA DE CHAGAS NO BRASIL - UMA REVISÃO DE LITERATURA http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1221 <p><strong>Introdução:</strong><span style="font-weight: 400;"> A doença de Chagas é uma infecção causada pelo protozoário </span><em><span style="font-weight: 400;">Trypanosoma cruzi</span></em><span style="font-weight: 400;">, que pode apresentar desde quadros assintomáticos até complicações graves no sistema cardíaco e digestivo. Seu impacto está relacionado a fatores biológicos e sociais, como pobreza e acesso limitado aos serviços de saúde. Classificada como uma doença tropical negligenciada, afeta milhões de pessoas, principalmente na América Latina, embora tenha se espalhado globalmente por meio da migração. O enfrentamento da doença requer uma abordagem multidimensional que considere aspectos clínicos, epidemiológicos, sociais e políticos.¹ </span><strong>Objetivo:</strong><span style="font-weight: 400;">O objetivo deste trabalho foi analisar, com base em revisão bibliográfica, a relevância da doença de Chagas no cenário brasileiro. </span><strong>Método:</strong><span style="font-weight: 400;"> Trata-se de uma revisão de literatura, com abordagem descritiva e não experimental. Foram consultadas as bases de dados </span><em><span style="font-weight: 400;">Scientific Electronic Library Online </span></em><span style="font-weight: 400;">(SciELO), PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando as palavras-chave: Doença de Chagas, </span><em><span style="font-weight: 400;">Trypanosoma cruzi</span></em><span style="font-weight: 400;">, Brasil e transmissão. Foram selecionados cinco artigos publicados entre 2015 a 2025. </span><strong>Resultados e Discussão:</strong><span style="font-weight: 400;"> O </span><em><span style="font-weight: 400;">Trypanosoma cruzi</span></em><span style="font-weight: 400;"> é transmitido pelo percevejo vetor, que elimina formas infectantes nas fezes durante a picada, permitindo a entrada do parasita por feridas ou mucosas. No organismo, o parasita invade células, se multiplicam e mantém um ciclo contínuo de infecção. A doença apresenta fase aguda, com intensa replicação parasitária e resposta imune, e uma fase crônica geralmente assintomática, que pode evoluir para complicações cardíacas e gastrointestinais. A cardiomiopatia é a sequela mais frequente, atingindo cerca de 30% dos infectados. A imunossupressão pode reativar a doença, levando a quadros clínicos mais graves.² Além da transmissão vetorial, há outras vias: a vertical, da mãe para o feto, com risco maior quando a carga parasitária é elevada; a transmissão por transplantes de órgãos sólidos, principalmente coração, fígado e rins; por acidentes laboratoriais, ainda que raros; e a via oral, por ingestão de alimentos ou água contaminados. Essa última forma tem causado surtos agudos em regiões endêmicas.³ No Brasil, a doença de Chagas já atingiu cerca de 40% do território, com maior incidência em Minas Gerais, Goiás, Bahia, São Paulo, Acre, Amazonas e Amapá. A principal forma de transmissão segue sendo a vetorial, favorecida por moradias rurais precárias. Entre 2005 e 2013, foram registrados 112 surtos associados ao consumo de alimentos contaminados, como açaí, bacaba e caldo de cana. O estado do Pará concentrou a maioria dos casos, seguido por Amapá, Amazonas, Tocantins e Bahia.⁴ O tratamento é realizado com benzonidazol e nifurtimox, sendo o primeiro o mais utilizado no Brasil. A terapia é mais eficaz em crianças e adultos jovens na fase crônica inicial, reduzindo complicações e prevenindo a transmissão vertical. No entanto, reações adversas, como dermatite e neuropatia, são comuns, exigindo acompanhamento clínico contínuo para garantir a segurança do paciente.⁵ </span><strong>Conclusão:</strong><span style="font-weight: 400;"> A ampliação do diagnóstico, do tratamento e da informação à população é essencial. Enfrentar a doença exige atenção integral e ações coordenadas em saúde.</span></p> Rafaela Schmitz Roberta Rampelotto Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 O USO DA HIALURONIDASE NAS INTERCORRÊNCIAS COM TRATAMENTOS ESTÉTICOS http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1114 <p><strong>Introdução: </strong>O ácido hialurônico (AH) é um polissacarídeo natural presente no organismo humano, sendo responsável pela hidratação, elasticidade e volume da pele¹. Com o envelhecimento, ocorre uma redução significativa nos níveis de AH, resultando no aparecimento de rugas e flacidez. O uso do AH industrializado em procedimentos estéticos tem crescido, sendo o Brasil um dos países que mais realizam preenchimentos com essa substância². Apesar dos benefícios estéticos, intercorrências podem ocorrer, incluindo nódulos, infecções e eventos intravasculares. <strong>Objetivo: </strong>O presente estudo busca avaliar os efeitos positivos e negativos do uso da hialuronidase na reversão de intercorrências associadas ao preenchimento com AH., através de uma revisão bibliográfica. <strong>Método: </strong>Para a realização deste estudo, foi conduzida uma revisão bibliográfica com base em artigos científicos indexados em bases de dados como PubMed, Scielo e Google Acadêmico. Foram selecionados 06 artigos publicados entre 2019 a 2025, abordando o uso da hialuronidase para tratamento de intercorrências associadas ao preenchimento com AH. Critérios de inclusão envolveram estudos clínicos, revisões sistemáticas e diretrizes de segurança para aplicação da substância. <strong>Resultados e Discussão: </strong>A hialuronidase é uma enzima solúvel capaz de degradar o ácido hialurônico (AH) por meio da despolimerização, um processo que transforma polímeros em monômeros, promovendo assim o aumento da permeabilidade tecidual e a redução da viscosidade entre as células. Essa propriedade tem sido amplamente explorada na reversão de efeitos adversos associados ao uso do AH em procedimentos estéticos. Segundo Lee³, o tempo de degradação e a tolerância do AH pela hialuronidase em experimentos <em>in vitro </em>não são necessariamente equivalentes aos resultados obtidos em experimentos <em>in vivo</em>. Já Lehninger<sup>4</sup> afirma que o tempo de ação da hialuronidase varia entre 24 e 48 horas. Estudos revisados demonstram que essa enzima desempenha um papel essencial na reversão de intercorrências do AH, reduzindo a formação de nódulos e prevenindo complicações vasculares. Ferreira<sup>5</sup> e colaboradores destacam que a hialuronidase é altamente eficaz na dissolução do AH, contribuindo para a restauração da harmonia facial. No entanto, relatos de estudos de Santos, indicam a possibilidade de efeitos colaterais, como reações alérgicas e degradação não intencional do AH naturalmente presente na pele<sup>6</sup>. Além disso, a hialuronidase é amplamente utilizada no tratamento de oclusões vasculares, um dos eventos adversos mais graves do preenchimento facial. Estudos conduzidos por Martins<sup>7</sup> apontam que a aplicação rápida dessa enzima pode evitar necrose tecidual e minimizar danos permanentes. Contudo, seu uso exige conhecimento técnico especializado para evitar complicações adicionais. <strong>Conclusão: </strong>A hialuronidase desempenha um papel fundamental na reversibilidade das intercorrências associadas ao preenchimento com AH, garantindo maior segurança aos procedimentos estéticos. Seu uso adequado pode minimizar complicações e melhorar os resultados clínicos. No entanto, é essencial que profissionais capacitados realizem a aplicação da enzima, considerando seus efeitos adversos e a necessidade de dosagens precisas.</p> Gilvava Ines kurmann Nathalia Picoli Liziara Fraporti Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 A IMPORTÂNCIA DAS VACINAS NO CONTROLE DO VÍRUS DA GRIPE http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1136 <p><strong>Introdução: </strong>O vírus da gripe (influenza) continua sendo um grande problema na saúde pública, impactando milhares de pessoas em nível mundial. Embora grande parte da população ainda veja o vírus da gripe como algo relativamente normal e cotidiano, esse vírus ocasiona milhões de óbitos ano após ano. Estima-se que anualmente 300.000 à 700.000 mil pessoas perdem a vida devido a complicações respiratórias causadas por esse patógeno, sendo a vacina a principal forma de prevenção.¹ Todos os anos ocorre a reformulação de novas vacinas para o vírus da gripe, as mesmas precisam ser reformuladas devido a mutações que ocorrem nas proteínas da sua superfície, especialmente na hemaglutinina (HA) e na neuraminidase (NA). As vacinas são compostas por vírus inativados, ou seja, o vírus é "morto" em laboratório, de modo a não causar a doença, mas sim, induzir o sistema imunológico a produzir anticorpos contra ela.² <strong>Objetivo:</strong> Este estudo tem como objetivo avaliar a importância das vacinas no controle de imunização contra o vírus da gripe. <strong>Método: </strong>Consiste em uma análise bibliográfica conduzida através da plataforma PubMed&nbsp;<em>(Public Medical Literature Analysis and Retrieval System Online)</em> publicados entre os anos de 2016 e 2021<em>. </em>Para a busca, foram utilizadas as palavras-chave: "influenza vaccine", "universal vaccine" e "immunization". Inicialmente, foram lidos os títulos e, em seguida, os resumos dos artigos que se mostraram relevantes ao tema<em>. </em>Foi priorizado publicações recentes e com embasamento científico de relevância para a discussão do assunto abordado. <strong>Resultados e Discussão: </strong>As vacinas contra o vírus da gripe são baseadas nos vírus circulantes, sendo que a condição de antígeno das cepas vacinais nem sempre correspondem aos vírus que estão circulando, dessa forma, é necessário o desenvolvimento constante de novas vacinas para cada variante.³ Um estudo realizado nos Estados Unidos demonstrou que a vacina contra o vírus da gripe oferece níveis de proteção eficazes, principalmente entre crianças e adolescentes menores de 18 anos. A eficácia observada foi de 52% para crianças saudáveis e 51% para crianças com complicações respiratórias. Em adultos saudáveis, a proteção foi de 44%, e em adultos com comorbidades respiratórias, de 38%.³ Tais dados reforçam a importância da vacinação diante das variações genéticas do vírus.<sup>4</sup> <strong>Conclusão: </strong>Conclui-se que as vacinas contra o vírus da gripe são fundamentais para prevenir e combater possíveis infecções, especialmente para os grupos de risco, diminuindo assim, as taxas de mortalidade ocasionadas pelo mesmo. É crucial manter a vacinação em dia para garantir a proteção contra todas as variantes do vírus da influenza, assegurando assim, uma prevenção mais eficaz.</p> <p>&nbsp;</p> Brenda Colle Bonatto Emiliana Giusti de Vargas Roberta Filipini Rampelotto Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 DENGUE NO SUL DO BRASIL: PANORAMA EPIDEMIOLÓGICO ATUAL E DESAFIOS PARA O CONTROLE http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1163 <p><strong>Introdução: </strong>A dengue se destaca como um problema sério de saúde, sobretudo em locais de clima quente como o Brasil. A transmissão ocorre, em sua maioria, pela picada do <em>Aedes aegypti</em>, e a doença pode se manifestar de formas diversas, desde casos assintomáticos até situações críticas com risco de morte. O Brasil tem enfrentado sucessivos surtos=de dengue nos últimos anos, com aumento de infectados e a presença dos quatro sorotipos virais (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4), o que favorece o surgimento de quadros mais graves da doença. A situação atual mostra que a dengue continua presente e que há dificuldade em conter sua disseminação, mesmo com campanhas de prevenção e ações de controle do vetor. Além disso, o crescimento desorganizado das cidades, alterações climáticas e a baixa adesão da população às medidas preventivas dificultam a erradicação da doença. Assim, compreender o panorama da dengue no Brasil, conhecer seus sintomas e os desafios no combate são essenciais para desenvolver novas estratégias de cuidado, diagnóstico e prevenção de surtos.<strong> Objetivo:</strong> Revisar os avanços da patologia transmitida pelo mosquito <em>Aedes aegypti</em>, abordando o panorama epidemiológico atual e as implicações clínicas para os pacientes.<strong> Método:</strong> Foram analisadas publicações dos últimos 5 anos (2025 a 2025) nas plataformas nacionais do Ministério da Saúde e internacionais (PubMed), mencionando a dengue. Apenas publicações que tratavam de características, tratamento e clínica da doença foram incluídas, com o objetivo de visualizar o panorama atual. <strong>Resultados e Discussão: </strong>Para os resultados, foram utilizados 2 artigos do Ministério da Saúde sobre casos e agravos da dengue. O Brasil tem enfrentado aumento alarmante nos casos, favorecido pelo clima quente e úmido. Em 2023, foram registrados 1.658.814 casos suspeitos e 1.094 mortes. Em 2024, até a 11ª semana epidemiológica, o número de casos subiu para 1.978.372, com 656 óbitos, representando aumento de 20% em relação ao ano anterior. A região Sul, antes menos afetada, apresentou crescimento significativo em 2023, sendo o Rio Grande do Sul o mais atingido, com 88,9% dos casos e 54 óbitos. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde do RS, a faixa etária mais afetada foi de 20 a 59 anos, representando 62% dos casos, com maior prevalência em mulheres (53,2%) . A vacinação, por sua vez, teve baixa adesão: apenas 37% do público-alvo (10-14 anos) recebeu ao menos uma dose. <strong>Conclusão: </strong>A dengue continua sendo um desafio para a saúde pública brasileira, agravado por fatores como urbanização desordenada, mudanças climáticas e dificuldades no controle do vetor. O número elevado de casos e óbitos revela a urgência de estratégias mais eficazes. É essencial investir em educação em saúde, saneamento básico, vacinação e vigilância epidemiológica para prevenir novos surtos e reduzir a mortalidade.</p> Fabiana Zandavali Kresta Fabiana Raquel Mühl Taiane Schneider Nandiny Paula Cavalli Delsi Altenhofen Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 LINFOMA DE HODGKIN: SINTOMAS, DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/979 <p>Introdução: Linfomas são neoplasias que tem origem em linfócitos B, T ou células natural killer. ² O linfoma de Hodgkin é um tipo específico de linfoma que afeta principalmente adultos jovens, apresentando gânglios inchados no pescoço ¹, e é caracterizado pela presença histológica de células Reed-Sternberg ². Objetivo: Descrever os principais sintomas, métodos de diagnóstico e opções de tratamento para o Linfoma de Hodgkin (LH). Metodologia: O presente trabalho foi realizado através de um estudo descritivo não experimental do tipo revisão de literatura. Para a pesquisa foram utilizados os principais bancos de periódicos disponíveis online, Scielo e Google Acadêmico. Foram selecionados três trabalhos na língua portuguesa do período de 2009 a 2018. Como estratégia de busca, foram utilizadas as seguintes palavras-chave: Linfoma de Hodgkin; Reed-Stenberg; Linfoma não Hodgkin. Resultados e Discussão: O linfoma é um câncer do sistema linfático que tem origem nos linfonodos através de um linfócito que se transforma em uma célula maligna e se prolifera. A doença de Hodgkin é um linfoma que apresenta células Reed-Stenberg (RS) ¹. No Brasil, o câncer tem aumentado progressivamente e é um importante problema de saúde pública. No Pará, os linfomas são o terceiro tipo de câncer mais comum ³. O principal sintoma no início do LH é o aumento indolor dos linfonodos na região do pescoço, axilas ou virilha, sendo que o aumento dos gânglios do pescoço pode provocar tosse, falta de ar e dor torácica. Inicialmente a doença se localiza em uma única região de linfonodos periféricos, e progride através do sistema linfático. Em 50% dos casos ocorre esplenomegalia clínica na evolução da doença ¹. O diagnóstico exige confirmação por patologista experimentado, devido a necessidade de avaliação histopatológica do linfonodo excitado ³. A biópsia é obrigatória no diagnóstico da doença. Exames de imagem como radiografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética também são utilizados para determinar a localização dos tumores. O tratamento depende do estágio da doença, pacientes com LH estágio I e IIA podem ser curados apenas com radioterapia, já pacientes estágio III e IV precisam ser submetidos a quimioterapia cíclica. O LH pode ser curado com o tratamento adequado. Após o tratamento, os pacientes precisam de acompanhamento regular, com consultas que se tornam menos frequentes ao longo do tempo ¹. Conclusão: A conclusão do artigo sobre o linfoma de Hodgkin destaca os avanços significativos no tratamento da doença, mas também enfatiza a persistência de desafios, especialmente na compreensão da biologia do linfoma e na busca por opções terapêuticas que maximizem a eficácia e minimizem a toxicidade ¹. Ressalta-se ainda a importância de informações recentes que são relevantes para profissionais de saúde que cuidam de pacientes com linfoma de Hodgkin</p> Fernanda Pilatti Pamela Nagasawa Schmidt Valéria Pagliari Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 A CAFEÍNA E SEU EFEITO ENDÓCRINO http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1123 <p><span style="font-weight: 400;">A cafeína é uma substância psicoativa extremamente consumida e está listada sob a classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS) como um psicoestimulante,capaz de afetar funções fisiológicas, incluindo o sistema endócrino.¹ </span><strong>Objetivo: </strong><span style="font-weight: 400;">Avaliar os efeitos da cafeína sobre o sistema endócrino em humanos, com um olhar mais atento sobre os hormônios específicos cortisol, insulina e estrogênio e seus efeitos metabólicos. </span><strong>Método:</strong><span style="font-weight: 400;"> Trata-se de uma revisão de literatura realizada por meio das bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO) e PubMed. Foram utilizados os descritores: </span><em><span style="font-weight: 400;">cafeína</span></em><span style="font-weight: 400;">, </span><em><span style="font-weight: 400;">esporte</span></em><span style="font-weight: 400;">, </span><em><span style="font-weight: 400;">café e saúde</span></em><span style="font-weight: 400;">, e </span><em><span style="font-weight: 400;">Cafeína e Desempenho Anaeróbico</span></em><span style="font-weight: 400;">, em português e inglês. A seleção dos artigos foi feita com base na leitura dos títulos e resumos, considerando apenas estudos de acesso público, publicados entre os anos de 2005 e 2025. </span><strong>Resultados e Discussão:</strong><span style="font-weight: 400;"> O metabolismo da cafeína difere entre os indivíduos com base em fatores genéticos e estilo de vida.¹ Sua principal ação é através do antagonismo dos receptores de adenosina, o que leva ao aumento da atividade neuronal e à liberação de neurotransmissores.² O metabolismo da glicose também é afetado pela cafeína. Os ácidos clorogênicos do café reduzem a absorção intestinal de glicose e melhoram a sensibilidade à insulina.² No que diz respeito aos hormônios sexuais, o café intervém no metabolismo do estrogênio e mulheres que bebem quatro ou mais xícaras por dia têm até 50% menos probabilidade de desenvolver doença de Parkinson.² Outro efeito relacionado é a ativação do eixo do estresse com níveis aumentados de glicocorticoides e catecolaminas, o que leva ao aumento da pressão arterial e do cortisol.³ A cafeína aumenta a resposta endócrina sob condição de elevação de estresse/lactato ou durante atividade física intensa, e isso pode ser uma resposta benéfica ou prejudicial ao desempenho e/ou saúde quando imprópria/defeituosa, respectivamente.⁴ Além disso, a cafeína aumenta a liberação de cálcio do retículo sarcoplasmático para melhorar o desempenho do exercício e afetar o gasto energético.⁴ Essas ações centrais e periféricas são responsáveis pelas diferenças nas respostas endócrinas à cafeína entre indivíduos. </span><strong>Conclusão:</strong><span style="font-weight: 400;"> A cafeína afeta os hormônios insulina, estrogênio e cortisol, o que pode resultar em comportamento metabólico positivo ou negativo. Embora possa melhorar a sensibilidade à insulina e reduzir o risco de doenças neurodegenerativas, o consumo excessivo pode elevar a pressão arterial e levar a problemas de sono se consumida em grandes quantidades. Fatores individuais devem ser considerados na avaliação do consumo. São necessárias mais pesquisas para esclarecer os efeitos crônicos e as variações intraindividuais na resposta endócrina e metabólica à cafeína.”</span></p> Jenifer Larissa Euzebio Lucas Schaker Roberta Roberta Filipini Rampelotto Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 ANEMIA FERROPRIVA: MÉTODOS DE TRATAMENTO E PREVENÇÃO ATRAVÉS DA ALIMENTAÇÃO E SUPLEMENTAÇÃO DE SAIS FÉRRICOS http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1149 <p>O resumo expandido é baseado na anemia ferropriva e como uma alimentação correta, juntamente com sais férricos ajudam no tratamento para essa deficiência de ferro, principalmente com alimentos ricos em ferro como, <span style="font-weight: 400;">&nbsp;vísceras de animais, leguminosas secas, frutas e ovos. Além de ter como aliada para ocorrer uma&nbsp; absorção melhor de todos esse alimentos, a vitamina C.&nbsp;&nbsp;</span></p> Raylaine Bertuol Taiane Schneider Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 RESISTÊNCIA BACTERIANA E USO IRRACIONAL DE ANTIMICROBIANOS http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1207 <p><strong>Introdução:</strong> A resistência bacteriana é uma grande ameaça à saúde pública, sendo responsável por milhares de mortes anualmente. O uso inadequado de antimicrobianos por meio de automedicação e seu abandono do término do tratamento contribui para o surgimento de cepas resistentes, tornando infecções simples potencialmente fatais.¹ <strong>Objetivo:</strong> O objetivo deste estudo foi analisar a relação entre o uso irracional de antimicrobianos e a resistência bacteriana, ressaltando a importância da administração segura de medicamentos e o papel dos profissionais de saúde na promoção do uso racional. <strong>Método:</strong> Trata-se de uma revisão bibliográfica realizada na base de dados PubMed <em>(Public Medical Literature Analysis and Retrieval System Online</em>), utilizando os descritores “resistência bacteriana”, “uso racional de antimicrobianos”. Foram selecionados artigos publicados entre os anos de 2021 à 2024, na língua inglesa, que abordassem consequências e estratégias para combater a resistência bacteriana. <strong>Resultados e Discussão:</strong> Por meio dos antimicrobianos é possível tratar infecções bacterianas que antes eram persistentes. Porém, os últimos anos evidenciaram que o uso irracional desses medicamentos é caracterizado por práticas inadequadas, como a interrupção precoce do tratamento, a automedicação, o consumo concomitante de álcool, bem como o esquecimento de doses. Esse cenário favorece o surgimento de microrganismos resistentes, dificultando o tratamento de infecções e aumentando o risco de complicações.<sup>2</sup> Entender como os antimicrobianos agem e como as bactérias desenvolvem essa resistência é essencial para criar novas formas de tratamento, seja pelo reposicionamento de fármacos, tecnologias modernas ou associação de medicamentos. Esse conhecimento é fundamental para garantir que os tratamentos continuem eficazes e para prevenir que os antimicrobianos percam sua utilidade no combate às doenças no futuro.³ A alternativa mais eficiente para evitar a resistência bacteriana é por meio de estratégias de conscientização à população, como a implantação de programas com atividades educativas voltadas para a compreensão dos riscos causados pelo uso indevido dos antibióticos, juntamente com uma fiscalização rigorosa da comercialização, ocasionando a redução do consumo desnecessário. Além disso, destaca-se o papel dos profissionais de saúde, que atuam no monitoramento terapêutico, reforçando a orientação dessas prescrições. Essas medidas contribuem de forma significativa para o controle da resistência bacteriana e para a preservação da eficácia dos antimicrobianos comercializados disponíveis.<sup>4 </sup><strong>Conclusão: </strong>A resistência bacteriana é um problema crescente que ameaça a eficácia dos antimicrobianos. O uso racional, aliado a políticas públicas de restrição e à conscientização da população, é indispensável para conter sua progressão. Profissionais de saúde devem atuar de forma integrada para garantir que antibióticos sejam utilizados de maneira criteriosa, assegurando sua eficácia para as gerações futuras.</p> Brenda Colle Bonatto Roberta Filipini Rampelotto Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 COMPARAÇÃO DAS DIFERENTES DOENÇAS NEURODEGENERATIVAS: DOENÇA DE PARKINSON, DOENÇA DE ALZHEIMER E ESCLEROSE MÚLTIPLA. http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1111 <article class="text-token-text-primary w-full" dir="auto" data-testid="conversation-turn-2" data-scroll-anchor="true"> <div class="text-base my-auto mx-auto py-5 [--thread-content-margin:--spacing(4)] @[37rem]:[--thread-content-margin:--spacing(6)] @[72rem]:[--thread-content-margin:--spacing(16)] px-(--thread-content-margin)"> <div class="[--thread-content-max-width:32rem] @[34rem]:[--thread-content-max-width:40rem] @[64rem]:[--thread-content-max-width:48rem] mx-auto flex max-w-(--thread-content-max-width) flex-1 text-base gap-4 md:gap-5 lg:gap-6 group/turn-messages focus-visible:outline-hidden" tabindex="-1"> <div class="group/conversation-turn relative flex w-full min-w-0 flex-col agent-turn"> <div class="relative flex-col gap-1 md:gap-3"> <div class="flex max-w-full flex-col grow"> <div class="min-h-8 text-message relative flex w-full flex-col items-end gap-2 text-start break-words whitespace-normal [.text-message+&amp;]:mt-5" dir="auto" data-message-author-role="assistant" data-message-id="37108f0e-2ac7-40b5-a3fd-af1987aae463" data-message-model-slug="gpt-4o"> <div class="flex w-full flex-col gap-1 empty:hidden first:pt-[3px]"> <div class="markdown prose dark:prose-invert w-full break-words light"> <p data-start="52" data-end="751" data-is-last-node="" data-is-only-node="">O trabalho foi realizado a partir de uma revisão bibliográfica, tendo como objetivo principal observar e descrever as diferenças entre as doenças neurodegenerativas. As doenças neurodegenerativas, Doença de Parkinson (DP), Doença de Alzheimer (DA) e Esclerose Múltipla (EM), são condições crônicas, progressivas e sem cura, que comprometem funções motoras, cognitivas e comportamentais. A DP é marcada por tremores, rigidez e lentidão de movimentos devido à falta de dopamina. A DA compromete principalmente a memória, linguagem e raciocínio, causada pelo acúmulo de proteínas tóxicas no cérebro. Já a EM afeta adultos jovens, sendo uma doença autoimune que destrói a camada protetora dos neurônios, causando fraqueza, alterações motoras e emocionais. Embora não tenham cura, essas doenças podem ser controladas para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.</p> </div> </div> </div> </div> <div class="flex justify-start"> <div class="touch:-me-2 touch:-ms-3.5 -ms-2.5 -me-1 flex items-center p-1 select-none -mt-1 duration-[1.5s] focus-within:transition-none hover:transition-none pointer-events-none [mask-image:linear-gradient(to_right,black_33%,transparent_66%)] [mask-size:300%_100%] [mask-position:100%_0%] motion-safe:transition-[mask-position] group-hover/turn-messages:pointer-events-auto group-hover/turn-messages:[mask-position:0_0] group-focus-within/turn-messages:pointer-events-auto group-focus-within/turn-messages:[mask-position:0_0] has-data-[state=open]:pointer-events-auto has-data-[state=open]:[mask-position:0_0]"><button class="text-token-text-secondary hover:bg-token-main-surface-secondary rounded-lg" aria-label="Copiar" data-testid="copy-turn-action-button" data-state="closed"></button><button class="text-token-text-secondary hover:bg-token-main-surface-secondary rounded-lg" aria-label="Resposta satisfatória" data-testid="good-response-turn-action-button" data-state="closed"></button><button class="text-token-text-secondary hover:bg-token-main-surface-secondary rounded-lg" aria-label="Resposta insatisfatória" data-testid="bad-response-turn-action-button" data-state="closed"></button><button class="text-token-text-secondary hover:bg-token-main-surface-secondary rounded-lg" aria-label="Ler em voz alta" data-testid="voice-play-turn-action-button" data-state="closed"></button><button class="text-token-text-secondary hover:bg-token-main-surface-secondary rounded-lg" aria-label="Editar na lousa" data-state="closed"></button> <div class="flex items-center pb-0"><span class="overflow-hidden text-sm text-clip whitespace-nowrap">4o</span></div> </div> </div> <div class="mt-3 w-full empty:hidden"> <div class="text-center">&nbsp;</div> </div> </div> <div class="absolute"> <div class="flex items-center justify-center">&nbsp;</div> </div> </div> </div> </div> </article> <div class="pointer-events-none h-px w-px" aria-hidden="true" data-edge="true">&nbsp;</div> Rafaela Cristine Böer Fernanda Pilatti Liziara Fraporti Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 BIOESTIMULADORES DE COLÁGENO NA ESTÉTICA: UMA REVISÃO DE LITERATURA http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1132 <p><strong>Introdução:</strong> O envelhecimento cutâneo está diretamente relacionado à diminuição da produção de colágeno, o que resulta em perda de elasticidade, flacidez e alterações no contorno facial.<sup>1</sup> Com o avanço da estética minimamente invasiva, os bioestimuladores de colágeno têm ganhado destaque como alternativa para o rejuvenescimento facial, estimulando a neocolagênese e promovendo resultados naturais e progressivos.<sup>2</sup> <strong>Objetivos: </strong>Analisar os principais bioestimuladores de colágeno utilizados na estética facial, suas características, indicações clínicas e eficácia terapêutica, com base em evidências científicas recentes. <strong>Métodos: </strong>Foi realizada uma revisão bibliográfica, por meio de busca nas bases de dados SciELO e PubMed, entre os anos de 2020 a 2024. Os descritores utilizados foram: “bioestimuladores de colágeno”, “ácido poli-L-láctico”, “hidroxiapatita de cálcio”, “policaprolactona”, “rejuvenescimento facial” e “estética”. Foram incluídos artigos e estudos que abordaram os principais compostos bioestimuladores e suas aplicações clínicas em tratamentos estéticos. &nbsp;<strong>Resultados e Discussão: </strong>Os bioestimuladores mais utilizados na prática estética são o ácido poli-L-láctico (PLLA), a hidroxiapatita de cálcio (CaHA) e a policaprolactona (PCL).<sup>3</sup> Cada substância apresenta características distintas quanto à durabilidade, mecanismo de ação e efeito clínico.<sup>1</sup> O PLLA promove neocolagênese ao estimular a produção de colágeno tipos I e III, sendo indicado para tratar flacidez e perda de volume, com resultados progressivos e duradouros. A CaHA, além de estimular colágeno, proporciona efeito preenchedor imediato, sendo útil em áreas que requerem maior sustentação. Já a PCL, considerada mais recente, destaca-se por sua longa duração e capacidade acentuada de estimular colágeno.<sup>3 </sup>Estudos demonstram que os bioestimuladores contribuem significativamente para a melhora da firmeza, elasticidade e textura da pele, não apenas na face, mas também em regiões como pescoço, braços e glúteos.<sup>2</sup> A escolha do produto deve considerar fatores como grau de envelhecimento, região tratada e expectativa do paciente.<sup>4</sup> Os bioestimuladores representam uma alternativa segura e eficaz para o rejuvenescimento facial, especialmente quando aplicados por profissionais capacitados.<sup>1</sup> Contudo, são necessários estudos clínicos mais robustos e de longo prazo para padronizar protocolos e avaliar possíveis efeitos adversos.<sup>4</sup><strong> Conclusão:</strong> Os bioestimuladores de colágeno têm se mostrado promissores no tratamento estético facial, promovendo benefícios evidentes como a melhora da firmeza, textura e volume da pele. Sua eficácia varia conforme a substância utilizada, e a escolha do agente deve ser baseada nas necessidades individuais do paciente. Com o avanço das técnicas e o aumento das evidências clínicas, os bioestimuladores são uma opção cada vez mais popular e segura, mas é essencial que os profissionais continuem a buscar atualizações sobre novos estudos e protocolos de aplicação, garantindo resultados cada vez mais eficientes e seguros.</p> Andressa Ramos Welchen Roberta Rampelotto Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 OBESIDADE: UM DESAFIO PARA A SAÚDE PÚBLICA http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1160 <p><strong>Introdução</strong>: A obesidade consiste em um assunto de interesse mundial por ser considerada uma doença crônica que pode trazer diversos agravantes, como doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes, disfunções respiratórias e até câncer.<sup>1</sup> No Brasil, observa-se o grande aumento do consumo de produtos industrializados e do sedentarismo como um fator que contribui significativamente para o acometimento dessa doença.<sup>2</sup> Conceitua-se a obesidade como o grande acúmulo de gordura corporal, a qual compromete a saúde e qualidade de vida do indivíduo.³ Os dados obtidos referentes à obesidade indicam um cenário crítico devido às altas taxas, com cada vez mais incidência, principalmente no acometimento de crianças e jovens.<sup>4</sup> O diagnóstico da obesidade se dá pelo parâmetro da Organização mundial da saúde (OMS) por meio do Índice De Massa Corporal (IMC), que é calculado pela relação entre peso e altura, considerando obesos indivíduos com IMC acima de 30kg/m².<sup>3</sup> A OMS divide a obesidade em três parâmetros: grau I, com IMC entre 30 e 34,9 Kg/m²; grau II, entre 35 a 39,9Kg/m²; e grau III, acima de 40Kg/m², o qual é considerado obesidade mórbida.<sup>5</sup> <strong>Objetivo</strong>: Analisar, por meio de revisões bibliográficas, o diagnóstico e tratamento da obesidade. <strong>Método</strong>: Este trabalho foi realizado por meio de revisão literária consultando as bases de dados <em>Scientific Electronic Library Online</em>(Scielo), Google acadêmico, Elsevier e Ministério da saúde, onde foram utilizados artigos dos anos de 1999 até 2025 e selecionados artigos que abordassem o tema obesidade. <strong>Resultados e Discussão</strong>: A obesidade é uma condição que resulta do desequilíbrio entre a ingestão de calorias e o gasto energético, podendo também ser influenciada por distúrbios genéticos, metabólicos e hormonais.<sup>6</sup> Ao considerar o futuro da sociedade, a obesidade traz grandes impactos sociais, culturais e econômicos, como a diminuição da qualidade de vida, o acometimento de comorbidades e a mortalidade precoce.<sup>7 </sup>O estilo de vida moderno, marcado pelo consumo excessivo de alimentos ultraprocessados e pela falta de movimentação física, desempenha um papel crucial no acometimento desta condição.<sup>8</sup> O tratamento, conforme indicado pelo Ministério da Saúde, prevê mudanças de hábitos, realização de dietas, exercícios físicos, acompanhamento profissional psicológico e, em casos em que haja necessidade, tratamento farmacológico. A cirurgia bariátrica pode ser indicada para pacientes que tenham IMC igual ou maior a 40 kg/m² e que não respondem aos demais tratamentos por um período de dois anos.<sup>9</sup> <strong>Conclusão</strong>: Observa-se que a obesidade consiste em uma doença crônica não transmissível de tratamento desafiador, com uma demanda multidisciplinar de cuidados que engloba fatores genéticos, sociais, econômicos, culturais e psicológicos, muitos dos quais não são passíveis de mudanças. Devido a sua gravidade, a implementação de políticas de prevenção e promoção da saúde são extremamente necessárias, desde a infância até a vida adulta, englobando fatores como reeducação alimentar, implementação de atividades físicas recorrentes e acompanhamento profissional. </p> Felipe Borth Nandiny Paula Cavalli Taiane Schneider Fabiana Raquel Mühl Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 O USO DE PEELINGS QUÍMICOS SUPERFICIAIS COMO ESTRATÉGIA ESTÉTICA NO CONTROLE DO MELASMA http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1249 <p><strong>Introdução: </strong><span style="font-weight: 400;">O Melasma é um distúrbio pigmentar crônico, essa condição é resultante&nbsp; da atividade focal de clones de melanócitos epidérmicos hiperfuncionantes, culminando na hiperpigmentação melânica provocada basicamente pela alta exposição solar, fatores hormonais ou por questões genéticas, tendo o principal foco na região facial, apresentando manchas com diferentes tonalidades escuras¹</span><span style="font-weight: 400;">-5</span><strong>. </strong><span style="font-weight: 400;">Por causar um significativo impacto estético e emocional, a busca pelo seu tratamento é frequente. Diante das inúmeras opções de procedimento, o uso dos Peelings Químicos se torna uma alternativa eficaz, visto que irá auxiliar na renovação da pele a partir de camadas mais profundas, logo, melhorando manchas, rugas e a elasticidade da pele². </span><strong>Objetivo: </strong><span style="font-weight: 400;">Identificar os efeitos do uso dos peelings químicos superficiais como recurso para o tratamento de Melasma, bem como seu mecanismo de ação, e a segurança do procedimento</span><strong>. Método:</strong><span style="font-weight: 400;"> Caracteriza-se como uma pesquisa teórica e bibliográfica de caráter exploratório mediante artigos publicados entre os períodos de 2016 a 2025. Com a finalidade de executar o presente estudo, foram selecionados 5 artigos da plataforma de busca Google Acadêmico. Para a busca de tais publicações foram utilizadas as palavras-chaves: Melasma, Peeling Químico, e hiperpigmentação. </span><strong>Resultados e Discussão:</strong><span style="font-weight: 400;"> O uso do peeling químico é um procedimento muito utilizado para o tratamento de diversas condições cutâneas, tendo em vista que irá ocasionar a descamação da epiderme, além de agir provocando um lento bloqueio da produção da melanina e promover a remoção da melanina já previamente acumulada na epiderme,&nbsp; logo se tornando benéfico para o tratamento do melasma. Dentre os principais agentes utilizados podemos citar ácido glicólico (C</span><span style="font-weight: 400;">₂</span><span style="font-weight: 400;">H</span><span style="font-weight: 400;">₄</span><span style="font-weight: 400;">O</span><span style="font-weight: 400;">₃</span><span style="font-weight: 400;">), ácido salicílico (C</span><span style="font-weight: 400;">₇</span><span style="font-weight: 400;">H</span><span style="font-weight: 400;">₆</span><span style="font-weight: 400;">O</span><span style="font-weight: 400;">₃</span><span style="font-weight: 400;">) e ácido láctico (C</span><span style="font-weight: 400;">₃</span><span style="font-weight: 400;">H</span><span style="font-weight: 400;">₆</span><span style="font-weight: 400;">O</span><span style="font-weight: 400;">₃</span><span style="font-weight: 400;">), cujo objetivo é proporcionar uma esfoliação leve e um tempo de recuperação mais curto. </span><span style="font-weight: 400;">Ambas as substâncias i</span><span style="font-weight: 400;">rão estimular a destruição controlada das camadas cutâneas, induzindo a regeneração e o reparo tecidual³. As complicações podem variar de acordo com o tipo e profundidade do procedimento, a habilidade do profissional aplicador e as particularidades do próprio paciente. Entre as complicações mais comuns estão associadas às: alterações pigmentares como, hiperpigmentação pós-inflamatória e hipopigmentação, reações alérgicas, mília, erupções de acne, linhas de demarcação, modificação na textura da pele, e eritema persistente. As contraindicações ao uso dos peelings químicos incluem gravidez, lactação, lesões herpéticas ativas, infecção bacteriana ou fúngica, dermatite facial, uso de medicamentos fotossensibilizantes, e alergias aos componentes do peeling</span><span style="font-weight: 400;">4</span><span style="font-weight: 400;">. Destaca</span><strong>-</strong><span style="font-weight: 400;">se também a importância do cuidado pós procedimento, como, evitar a exposição solar, fazer o uso regular de protetor solar e hidratantes, além de realizar compressas geladas para minimizar o inchaço, a fim de evitar possíveis efeitos adversos</span><span style="font-weight: 400;">5</span><span style="font-weight: 400;">. </span><strong>Conclusão:</strong><span style="font-weight: 400;"> Com base na pesquisa discutida acima, observa-se que o uso dos peelings químicos superficiais para o tratamento de Melasma, demonstra-se uma alternativa segura e eficiente para o tratamento de melanoses e para induzir o turnover celular. No entanto, para ser realizada a sua aplicação, se faz necessário realizar uma avaliação criteriosa, a escolha adequada dos ácidos, além da execução de profissionais capacitados, de modo a prevenir possíveis efeitos adversos.</span></p> Gabriela Gotz Albrecht Liziara Fraporti Nathalia Picoli Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 IMPACTOS DO ÁLCOOL NA SAÚDE DO FÍGADO http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/976 <p><strong>Introdução: </strong>Acredita-se que o consumo de bebidas alcoólicas se iniciou há cerca de 10.000 anos, no mesmo período em que se intensificou a agricultura. Através de um processo de fermentação natural passa a existir o etanol para consumo. Entretanto, o seu consumo em excesso pode resultar em diversos problemas de saúde, mais notavelmente lesão hepática. ¹ <strong>Objetivo: </strong>Desenvolver uma revisão bibliográfica sobre os impactos[=negativos que o álcool traz para a saúde hepática. <strong>Método: </strong>O presente resumo foi realizado através de um estudo descritivo não experimental do tipo revisão de literatura. Para pesquisa foram utilizados dois importantes bancos de periódicos disponíveis online, Oxford Academic, e Sanarmed. <strong>Resultados e Discussão: </strong>Quem faz a desintoxicação e a eliminação do álcool é o fígado, por meio de algumas alterações do metabolismo e de reações oxidativas. ² A primeira "ferramenta" que o fígado usa é uma enzima chamada álcool desidrogenase (ADH). Essa enzima transforma o álcool em uma substância chamada acetaldeído, que depois é transformada em outra substância que o corpo pode eliminar. Mas, quando uma pessoa ingere muito etanol, e com frequência, o corpo começa a ativar “caminhos extras” para ajudar a processar todo o álcool. Isso é como ter rotas de “reserva” quando a primeira via está sobrecarregada. Esses caminhos extras são: Sistema Microsomal de Oxidação do Etanol (MEOS): Esse sistema fica nas mitocôndrias. Porém ele gasta mais energia e pode gerar substâncias tóxicas, o que acaba sobrecarregando o fígado e aumentando os danos ao órgão, a enzima catalase, também pode ajudar a oxidar o álcool, mas não é muito eficiente, além de tornar o sangue mais ácido, então é chamada para ajudar em situações de maior consumo. Como consequência ocorrem as lesões hepáticas. Essas lesões ocorrem em três fases: Esteatose hepática, que é o acúmulo de gordura no fígado. Hepatite alcoólica, quando grupos de células morrem e, como consequência, ocorre inflamação. ² Cirrose: A cirrose compromete muitas das funções bioquímicas do fígado. O fígado cirrótico é capaz de converter a amônia em ureia, e ocorre elevação dos níveis sanguíneos de amônia, a qual é tóxica para o sistema nervoso e pode causar coma e morte. ² <strong>Conclusão: </strong>O consumo não saudável de álcool inclui qualquer uso de álcool que coloque sua saúde ou segurança em risco.³ As mortes devido ao alcoolismo aumentaram nos últimos anos, aumentando a necessidade de prevenir ou tratar padrões de consumo não saudáveis</p> Fernanda Pilatti Eduarda Cechetti Maria Eliza Tecchio Demarchi Rafaela Cristina Brugnera Zanckett Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 EFICÁCIA DA CITOLOGIA CÉRVICO-VAGINAL EM MEIO LÍQUIDO COMPARADA A CITOLOGIA CONVENCIONAL http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1121 <p><strong>Introdução: </strong>O câncer do colo de útero (CCU) representa a quarta neoplasia maligna mais incidente entre mulheres do mundo todo, com potencial para se manifestar ao longo do período reprodutivo, sendo o principal responsável por esta neoplasia a infecção persistente via subtipos oncogênicos do papiloma vírus humano (HPV).¹ Para reduzir a incidência do CCU, uma das principais estratégias é o diagnóstico precoce através do exame citopatológico, tanto a técnica de Papanicolau convencional (CPS) quanto a de citologia em base líquida (CML), apresentando vantagens e limitações variadas. Ainda, testes de triagem molecular do HPV foram desenvolvidos para prevenção primária.¹ <strong>Objetivo:</strong> O objetivo deste estudo é comparar a eficácia da CML com a CPS no rastreamento e acompanhamento de lesões precursoras de câncer cervical. <strong>Método:</strong> Foi realizada uma revisão bibliográfica, utilizando a base de dados <em>National Library of Medicine </em>(PubMed), pesquisando as palavras-chaves: “papanicolaou”, “meio líquido”, “citologia convencional” e “cérvico-vaginal”. Foram encontrados 1.439 artigos, dos quais apenas 6 foram selecionados com base em critérios de inclusão, como ano de publicação (2015 e 2025), acesso aberto ao texto completo, consideração da sensibilidade diagnóstica, preservação celular e viabilidade para aplicação de testes moleculares adicionais. Foram excluídos os estudos que não abordavam diretamente o tema proposto. <strong>Resultados e Discussão:</strong> A CML representa uma evolução em relação ao método convencional de Papanicolaou, oferecendo melhorias substanciais na qualidade da amostra, na detecção de lesões cervicais e uso para testes moleculares, especialmente por reduzir a presença de artefatos na lâmina.² Um estudo demonstrou que a CML teve um tempo de triagem significativamente menor e melhor material representativo em comparação ao CPS.³ Outra pesquisa revelou que a CML melhorou a detecção de câncer cervical e lesões pré-cancerosas em maior extensão do que relatado anteriormente com o Papanicolaou convencional e o coteste de HPV.⁴ Embora a CML seja considerada superior por alguns e tenha sido amplamente adotada em países ocidentais, a CPS continua sendo uma opção viável, especialmente em países em desenvolvimento com recursos limitados. ³<sup>,</sup>⁵ A escolha entre CPS e CML deve considerar fatores como custo, recursos disponíveis e requisitos específicos do programa de triagem. Independentemente do método usado, atingir alta cobertura (&gt; 70%) da população-alvo é crucial para um programa de triagem bem-sucedido.⁶ <strong>Conclusão:</strong> A CML representa um avanço importante no rastreamento do câncer cervical, proporcionando maior sensibilidade e qualidade diagnóstica em relação à citologia convencional.</p> Bruna Camila da Silva Bencke Roberta Filipini Rampelotto Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 O IMPACTO DO TABAGISMO NA SAÚDE CARDIOVASCULAR http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1145 <p><strong>Introdução:</strong> O consumo de tabaco é um dos fatores de risco modificáveis mais significativos para doenças cardiovasculares (DCV), como o infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e doença arterial periférica. Acredita-se que o tabaco cause mais de 8 milhões de óbitos anualmente no mundo, sendo uma parte considerável desses, causados por enfermidades cardiovasculares.¹ A nicotina e os compostos tóxicos provenientes da combustão do tabaco prejudicam a função endotelial, provocam inflamação e elevam a probabilidade de trombose, contribuindo diretamente para eventos cardiovasculares prejudiciais.³<sup>,</sup>⁷ <strong>Objetivo:</strong> Avaliar os principais efeitos do tabagismo na saúde cardiovascular e discutir a importância da cessação do hábito de fumar para a prevenção e controle das doenças cardiovasculares. <strong>Método:</strong> Revisão integrativa da literatura, utilizando os descritores: "tabagismo", "doença cardiovascular", "risco cardiovascular" e "parar de fumar". Foram selecionados artigos publicados entre 2003 e 2024, em português, inglês e espanhol, que abordassem a relação entre tabagismo e doenças cardiovasculares. Nas bases de dados Scielo, PubMed e LILACS. <strong>Resultados e discussão:</strong> As pesquisas examinadas evidenciaram uma forte ligação entre o consumo de tabaco e o crescimento do risco de enfermidades cardiovasculares.² Fumantes têm um risco até 2 a 4 vezes superior de ataque cardíaco e acidente vascular cerebral em relação aos não fumantes. Além disso, o hábito de fumar está associado ao aumento da pressão arterial, da frequência cardíaca e da rigidez das artérias, fatores que favorecem o início precoce da aterosclerose.³<sup>,</sup>⁷ Estudos indicam que, mesmo entre indivíduos fisicamente ativos, o comportamento sedentário em tabagistas pode comprometer a aptidão física, aumentando indiretamente os riscos cardiovasculares.⁹ Por outro lado, a interrupção do consumo de tabaco demonstrou ser eficiente na diminuição do risco cardiovascular, com vantagens perceptíveis já no primeiro ano após a interrupção.⁴ Ações como terapias de reposição de nicotina, apoio psicológico e medicamentos como bupropiona e vareniclina têm se mostrado eficientes para auxiliar na interrupção do vício.⁵ Adicionalmente, o uso de cigarros eletrônicos, especialmente entre adolescentes e adultos jovens, também se associa ao risco de desenvolvimento de doenças respiratórias, o que pode implicar em impactos secundários sobre a saúde cardiovascular.⁸ Vale ressaltar que até mesmo a exposição passiva ao fumo pode causar danos ao sistema cardiovascular, o que enfatiza a necessidade de políticas públicas para o controle do consumo de tabaco.⁶ <strong>Conclusão:</strong> O consumo de tabaco é um fator de risco evitável para doenças cardiovasculares. É fundamental priorizar a prevenção e o tratamento do vício em fumar na assistência à saúde, considerando seus impactos diretos e indiretos no sistema cardiovascular. São essenciais estratégias efetivas para interromper o consumo de tabaco para diminuir a morbimortalidade relacionada a doenças cardiovasculares.</p> <p>Palavras-chave: tabagismo, doença cardiovascular, risco cardiovascular, parar de fumar.</p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> Katielly Roggia da Costa Daniel Sant´anna Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 A IMPORTÂNCIA DA VACINAÇÃO NA PREVENÇÃO DE DOENÇAS http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1198 <p><strong>Introdução:</strong> A vacinação é considerada uma das estratégias mais eficientes em saúde pública, sendo fundamental para reduzir a incidência de doenças infecciosas, prevenir complicações graves e diminuir a mortalidade.¹ No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações (PNI), criado em 1973, oferece gratuitamente vacinas essenciais para todas as faixas etárias.Apesar dos avanços históricos, incluindo a eliminação de doenças como poliomielite e sarampo, a cobertura vacinal vem apresentando queda desde 2016, colocando em risco conquistas anteriores.³ Um fator relevante nesse cenário é a hesitação vacinal, caracterizada pelo atraso ou recusa em se vacinar.¹ Pesquisas nacionais indicam que esse comportamento é influenciado por informações falsas, desinformação, fatores culturais e questões políticas, afetando a confiança da população nas campanhas de imunização.⁴<sup>,</sup>⁵ <strong>Objetivo:</strong> O objetivo deste trabalho é expor a importância da vacinação na prevenção de doenças, analisando os desafios atuais, com base em evidências científicas. <strong>Método:</strong> Foi realizada uma revisão de literatura sobre a vacinação no Brasil nas bases SciELO, PubMed e LILACS, utilizando as palavras chave: “vacinação”, “hesitação vacinal”, “cobertura vacinal”, “imunização”, “PNI”, “COVID-19”. Foram incluídos artigos originais e revisões que abordaram cobertura vacinal, hesitação vacinal e impacto das vacinas na saúde coletiva, publica entre 2019 a 2025. <strong>Resultados e Discussão:</strong> A literatura confirma o declínio progressivo da cobertura vacinal brasileira, intensificado durante a pandemia de COVID-19,³<sup>,</sup>⁶ aumentando a vulnerabilidade da população ao retorno de doenças antes controladas. Entre os fatores responsáveis destacam-se a disseminação de informações incorretas, a baixa percepção de risco e a politização da vacinação, que influenciaram negativamente a adesão.⁴<sup>,</sup>⁵ Um estudo em Fortaleza/CE, publicado em 2024 e conduzido entre 2020 e 2021 mostrou que durante a pandemia, apenas 33% e 45% das crianças de 12 e 18 meses, respectivamente, estavam com o esquema vacinal completo, evidenciando atrasos em famílias vulneráveis.⁶ Além disso, análises qualitativas realizadas com profissionais de saúde revelaram que o excesso de informações, a circulação de notícias falsas e discursos políticos divergentes aumentaram a desconfiança da população em relação às vacinas.⁴ O impacto positivo da vacinação contra COVID-19 foi evidenciado em estudo que estimou a prevenção de cerca de 59.600 mortes, com redução de 52% na mortalidade de idosos nos primeiros seis meses após o início da vacinação.⁷ Estudos adicionais confirmaram a eficácia das vacinas na redução de casos graves e óbitos em todo o país.⁸ Esses dados reforçam a importância de investir em estratégias de comunicação que combatam a desinformação, melhorar a logística de distribuição e ampliar ações de busca ativa em comunidades, sendo a integração entre políticas públicas, profissionais de saúde e sociedade civil essencial para recuperar altos níveis de cobertura vacinal.<strong><sup>4,8 </sup>Conclusão:</strong> A vacinação permanece indispensável para a proteção individual e coletiva. Os desafios recentes mostram que apenas oferecer vacinas não é suficiente; é necessário garantir confiança, acesso facilitado e informação qualificada. Evidências recentes indicam que a hesitação vacinal possui múltiplas causas e que ações comunitárias combinadas com estratégias de comunicação eficazes podem reverter esse cenário e fortalecer o PNI.</p> Aline Carolaine de Souza Emiliana Emiliana Giusti de Roberta Filipini Rampelotto Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 EFICÁCIA DA APLICAÇÃO DE TOXINA BOTULÍNICA NO TRATAMENTO DE RUGAS DINÂMICAS http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1130 <p><strong>Introdução: </strong>As rugas surgem principalmente pela perda de colágeno, elastina e gordura tecidual, essas estruturas são responsáveis pela firmeza e elasticidade da pele, logo, quando a produção dessas substâncias diminuem inicia-se o aparecimento das deformações na pele, conhecidas como rugas e linhas de expressão, divididas em dinâmicas e estáticas. As rugas dinâmicas são aquelas advindas do excesso de expressões faciais que com o passar do tempo vão ocasionar o surgimento das rugas devido a incapacidade de recuperação da pele, essas podem evoluir para rugas estáticas com o envelhecimento da pele.<sup>1 </sup>Com o envelhecimento, a aparência facial sofre ação da exposição à radiação solar (fotoenvelhecimento), flacidez cutânea, alterações de volume causadas por reabsorção óssea e do tecido subcutâneo, e o surgimento das rugas dinâmicas, causadas pela atividade muscular.<sup>2</sup> A toxina botulínica, aprovada pela Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) há aproximadamente 20 anos para tratar doenças neurológicas, ampliou seu uso de forma significativa, passando a ser amplamente utilizada em procedimentos estéticos. O seu efeito estético baseia-se na inibição da liberação de acetilcolina (ACh), um neurotransmissor fundamental que ativa músculos esqueléticos e regula funções involuntárias do sistema nervoso autônomo. Ao bloquear a liberação de ACh nas junções neuromusculares, a toxina resulta em relaxamento muscular, promovendo a redução de rugas e o contorno facial.<strong><sup>3</sup></strong> <strong>Objetivo: </strong>Descrever o que há na literatura sobre a eficácia da aplicação de toxina botulínica no tratamento de rugas dinâmicas. <strong><sup> </sup>Método: </strong>Foi realizada uma revisão bibliográfica de artigos científicos disponíveis nas bases de dados Scientific Eletronic Library Online (Scielo), Google Acadêmico e National Library of Medicine (PubMed), utilizando as seguintes palavras-chave: rugas e toxina botulínica. Na revisão foram incluídos artigos do ano de 2010 até o ano de 2020, em língua portuguesa e inglesa, relacionados ao objetivo do trabalho. <strong>Resultados e Discussão: </strong>Mais de três estudos clínicos confirmam a eficácia da toxina botulínica tipo A no tratamento das rugas dinâmicas. Observou-se em um dos estudos uma taxa de eficácia próxima a 98% entre os indivíduos submetidos ao tratamento com toxina botulínica, o que reforça seu elevado desempenho na atenuação de rugas dinâmicas.<sup>2,1</sup> Segundo um dos estudos, exames de eletromiografia mostram que há uma redução no número de unidades motoras funcionais após duas semanas, onde se atinge a máxima eficácia do tratamento.<sup>2</sup> De acordo com Monheit, <em>et al</em> (2020), os indivíduos do sexo feminino responderam melhor ao tratamento com toxina botulínica, em comparação com os do sexo masculino devido a diferença na massa muscular, podendo se beneficiar da administração de doses mais altas.<sup>4 </sup><strong>Conclusão: </strong>Os resultados desta revisão mostraram uma consolidação no uso da toxina botulínica tipo A para atenuar rugas dinâmicas de forma segura, eficaz e com pouca probabilidade de efeitos adversos. Além disso, é um procedimento não cirúrgico e que gera resultados em poucos dias. Seu mecanismo de ação,que promove o relaxamento muscular, permite resultados estéticos naturais e previsíveis. No entanto, é fundamental que a aplicação seja realizada por profissionais qualificados, a fim de obter resultados eficazes e reduzir possíveis intercorrências.</p> <p> </p> Byanca Santos Delsi Altenhofen Fabiana Raquel Mühl Taiane Schneider Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 BIOESTIMULADORES DE COLÁGENO E SEUS BENEFÍCIOS NA ESTÉTICA FACIAL http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1157 <p><strong>Introdução: </strong>O envelhecimento cutâneo é um processo natural e progressivo que resulta na diminuição da produção de colágeno causado por fatores intrínsecos, onde ocorre a perda da capacidade de regeneração celular, e extrínsecos causado principalmente pela exposição à radiação ultravioleta.¹ O processo de envelhecimento altera várias estruturas corporais, no entanto, podemos notar as primeiras alterações na pele, sendo possível observar um aumento na flacidez e nas linhas de expressão.<sup>2 </sup>Uma boa alternativa para desacelerar o processo de envelhecimento cutâneo são os bioestimuladores de colágeno, visto que eles atuam proporcionando novos colágenos através de processos inflamatórios localizados.<sup>4 </sup><strong>Objetivo: </strong>Analisar a literatura sobre os bioestimuladores de colágeno e seus possíveis efeitos na pele. <strong>Método: </strong>Foi desenvolvida uma pesquisa descritiva bibliográfica, tendo como base uma revisão da literatura, baseada em artigos científicos publicados até 2023 nas bases de dados: <em>National Library of Medicine</em> (PubMed), <em>Scientific Electronic Library Online</em> (Scielo) e Google Acadêmico utilizando as palavras chave: Bioestimuladores; Colágeno e Harmonização facial. Foram selecionados 8 artigos de acordo com a relevância. <strong>Resultados e Discussão: </strong>O colágeno é uma das proteínas mais importantes da nossa pele, sendo responsável pela estruturação da mesma. Os bioestimuladores de colágeno utilizados na harmonização facial atuam nas camadas mais profundas da pele para repor o volume facial perdido através do estímulo de novos colágenos a fim de melhorar o aspecto cutâneo, o contorno e a flacidez facial.<sup>8,3</sup> Atualmente os bioestimuladores de colágeno mais utilizados no mercado são o Ellansé® (Policaprolactona), o Sculptra® (Ácido Poli-L-Láctico) e o Radiesse® (Hidroxiapatita de Cálcio), sendo eles classificados como biodegradáveis, onde são absorvidos pelo próprio organismo através de processos fagocitários, biocompatíveis e semipermanentes.<sup>5 </sup>O Ácido Poli-L-Láctico (PLLA) atua através de uma resposta inflamatória localizada para a estimulação da neocolagênese, esse bioestimulador é biocompatível e semi permanente, seus resultados duram cerca de 24 meses dependendo de fatores como a idade, qualidade de pele, fototipo e alimentação. A Hidroxiapatita de Cálcio (CaHA) possui o benefício de corrigir imediatamente o local aplicado e após 2 a 3 meses o gel se dissipa devido a alta viscoelasticidade e deixa apenas microesferas que induzem a formação de novos colágenos através da ativação de fibroblastos sem migrar para outras áreas.<sup>8</sup> A Policaprolactona (PCL), é biocompatível, biodegradável e biorreabsorvível e possui ótimas propriedades viscoelásticas, sendo fácil de fabricar e manipular, combinando ótimos resultados com durabilidade.<sup>6,7 </sup><strong>Conclusão:</strong> Os bioestimuladores são importantes para o rejuvenescimento de forma natural e progressiva, onde cada tipo possui uma aplicação de acordo com a necessidade e o perfil do paciente. Podemos esperar que com a evolução das técnicas e produtos, o uso dos bioestimuladores seja cada vez mais seguro e eficaz nos tratamentos estéticos.</p> Giovana Hartmann Nandiny Paula Cavalli Fabiana Raquel Mühl Taiane Schneider Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 UMA ANÁLISE DOS EFEITOS POSITIVOS DA OZONIOTERAPIA NA ESTÉTICA http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1244 <p><strong>Introdução: </strong>O ozônio (O₃) é composto por três átomos de oxigênio, sendo uma forma menos estável do oxigênio. Ele favorece a oxigenação, o metabolismo e a circulação sanguínea, o que justifica seu uso crescente na medicina, especialmente por seu potencial de regenerar tecidos e contribuir para o rejuvenescimento ¹. O ozônio tem sua eficácia reconhecida mundialmente na saúde. Na área estética, a partir dos anos 2000, diversos estudos têm comprovado seus efeitos no rejuvenescimento e seus benefícios em tratamentos como redução de gordura localizada, fibro edema gelóide (celulite), rugas, flacidez, acne, hipercromias e atrofia tegumentar (estrias) ², viabilizados por diversos métodos de aplicação da ozonioterapia, como no caso da via tópica ou parenteral (subcutânea, muscular e articular), demonstrando sua versatilidade e efeito em diferentes tecidos ³. Destarte, a ozonioterapia, por meio de suas diferentes modalidades terapêuticas, tem se mostrado valiosa nos procedimentos estéticos, atuando como agente adjuvante ou principal na promoção de alterações fisiológicas que potencializam os resultados estéticos ². <strong>Objetivo: </strong>Evidenciar através de uma revisão bibliográfica os principais benefícios do ozônio em procedimentos estéticos femininos e como a ozonioterapia pode auxiliar na manutenção do envelhecimento cutâneo. <strong>Método: </strong>O método empregado para a realização desse estudo foi uma revisão bibliográfica, esta foi baseada em 8 artigos dispostos nas plataformas de pesquisa científica SciELO (Scientific Electronic Library Online), LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) e Google Acadêmico. A partir dos termos de busca, “ozonioterapia”, “procedimentos estéticos com ozônio”, “ozônio” para rejuvenescimento” e “benefícios do ozônio”, publicados entre 2021 e 2024. <strong>Resultados e Discussão: </strong>Segundo as definições atuais de saúde, os aspectos estéticos também são reconhecidos como relevantes para a manutenção da saúde e da qualidade de vida, pois influenciam diretamente a autoimagem e o bem-estar pessoal. Com isso, diversas opções de tratamentos estéticos têm surgido, entre eles, a ozonioterapia ⁴. Graças às suas propriedades antioxidantes, a ozonioterapia auxilia na eliminação de células antigas e acelera a cicatrização e regeneração dos tecidos, contribuindo para os tratamentos de rejuvenescimento facial³. Alguns estudos apontados por Macedo et al. (2022), destacam a ozonioterapia como uma técnica eficaz para o rejuvenescimento cutâneo, devido à sua capacidade de estimular o metabolismo, acelerar a cicatrização, melhorar a circulação, reforçar o sistema imunológico e retardar o envelhecimento. Além disso, o ozônio atua como agente microbiano, suaviza rugas, uniformiza a pele, trata a flacidez e estimula fibroblastos, promovendo a produção de colágeno e outros componentes da matriz extracelular que conferem firmeza à pele¹. A ozonioterapia apresenta ação anti-inflamatória e efeito hidrofílico, promovendo oxigenação tecidual e melhora da circulação local, além de facilitar a eliminação de células e fluidos acumulados. Além disso, contribui para a redução de medidas por degradação de lipídios, regula funções de rins, fígado e tireoide, e atua no combate ao envelhecimento da pele, acne, flacidez, celulite, estrias, gordura localizada, hipercromias e queda capilar ⁶. A eficácia do tratamento com ozônio decorre das ações sistêmicas do gás, que age diretamente sobre os fosfolipídios das membranas celulares e sobre o sistema regulador fisiológico Nrf2 (Fator Nuclear Eritróide 2), promovendo o reequilíbrio das funções biológicas¹. O ozônio nessa técnica pode ser aplicado por diferentes vias, conforme o objetivo. Para estética e rejuvenescimento, destacam-se: intravenosa, intramuscular e retal, para modular inflamação sistêmica; subcutânea, para lipólise e melhora da vascularização local; e intradérmica, para estimular fatores de crescimento, colágeno e oxigenação tecidual ⁷. Contudo, a aplicação desse meio terapêutico é segura, exceto por via inalatória, e oferece resultados consistentes quando usada corretamente por profissionais qualificados ⁵. No tratamento do envelhecimento cutâneo, especialmente rugas, flacidez e elastose, a aplicação subcutânea de ozônio (1 a 2 μg a cada 7–10 dias) pode melhorar a organização da derme, reduzir fibrose e acúmulo de fluido intersticial, restaurar a suavidade da pele, aumentar a espessura e elasticidade, além de normalizar a perda de água transepidérmica e o pH cutâneo ⁸. Já acerca da celulite, é uma das condições mais citadas na literatura como indicativa de tratamento com ozonioterapia, uma vez que seu quadro clínico está diretamente relacionado às ações terapêuticas do ozônio, já que o tecido adiposo afetado apresenta elevado estresse oxidativo ⁶. Assim como em outros procedimentos estéticos, há uma contrapartida aos diversos benefícios e indicações, destarte, a ozonioterapia é absolutamente contraindicada em pessoas com deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD), devido ao risco de hemólise maciça. As contraindicações relativas incluem hipertireoidismo ou hipertensão não controlada, anemias graves, hemorragias recentes, caquexia e estados de grande sobrecarga oxidativa ¹,²,⁵. Em suma, o gás ozônio promove maior flexibilidade aos eritrócitos, facilitando sua circulação pelos capilares e assegurando melhor oxigenação dos tecidos. Por isso, a técnica tem conquistado espaço na medicina e na estética, destacando-se como recurso promissor no rejuvenescimento, graças ao seu potencial regenerador e oxigenador ⁴. <strong>Conclusão: </strong>A ozonioterapia tem se apresentado como uma técnica eficaz, segura e inovadora, contudo, ressalta-se a relevância do tema e a necessidade de manter sua discussão na comunidade científica, já que suas múltiplas aplicações estéticas e os diversos efeitos benéficos para a saúde devem ser continuamente investigados e divulgados.</p> Jaqueline Fernanda Tremea Nathalia Picoli Liziara Fraporti Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 TRATAMENTOS REALIZADOS NA DOENÇA DE ALZHEIMER: UMA REVISÃO DE LITERATURA http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1118 <p><strong>Introdução:</strong><span style="font-weight: 400;"> A doença de Alzheimer (DA) tem como principal manifestação perda da memória recente, resultando em deficiência progressiva e incapacitação. Essa patologia está associada à idade, afetando principalmente pessoas acima de 80 anos.</span><span style="font-weight: 400;">1</span><span style="font-weight: 400;"> A DA interrompe o funcionamento e a qualidade de vida de milhões de pessoas e continua sendo uma das principais causas de mortalidade em todo o mundo.</span><span style="font-weight: 400;">2 </span><strong>Objetivo: </strong><span style="font-weight: 400;">O objetivo deste trabalho é apresentar uma análise sobre os tratamentos para a DA, incluindo sua eficácia e aprovação. </span><strong>Método: </strong><span style="font-weight: 400;">Foi realizada uma revisão de literatura utilizando as bases de dados Scielo, PubMed e BVS, envolvendo os termos: “doença de Alzheimer” e “tratamentos”. Os trabalhos foram selecionados avaliando o título, resumo, e concordância com o tema, resultando em seis artigos entre 2021 e 2024. </span><strong>Resultados e Discussão: </strong><span style="font-weight: 400;">A causa da DA ainda é desconhecida, porém, tem-se percebido que ela surge quando o processamento de certas proteínas do sistema nervoso central começa a ser processado de maneira errada, ficando tóxica dentro dos neurônios.</span><span style="font-weight: 400;">3</span><span style="font-weight: 400;"> A toxicidade causada pelo acúmulo das proteínas causa uma inflamação neurodegenerativa, e com a morte dos neurônios o ciclo se torna vicioso, ou seja, o paciente passa a apresentar progressão da doença, com perda da memória recente, deficiência na linguagem, perda das funções de analisar mentalmente objetos e ambientes, depressão e alucinações.</span><span style="font-weight: 400;">1</span><span style="font-weight: 400;"> Até o momento a DA não tem cura, mas existem tratamentos que podem estabilizar os sintomas e retardar o seu avanço. Estudos mostram novas terapias a serem utilizadas para a doença, com capacidade ligar-se a uma variedade de proteínas, desencadeando uma cascata que dissemina a neuroinflamação e o emaranhado de proteínas do cérebro. No entanto, em janeiro de 2024, estudos com anticorpos monoclonais, como o aducanumabe, lacanemab e mesenquimais foram interrompidos devido o alto custo e a falta de evidências sobre seus benefícios.</span><span style="font-weight: 400;">4,5</span><span style="font-weight: 400;"> Muitos medicamentos foram testados ao longo dos anos, como por exemplo os hipocampos injetáveis, precuneus de células- tronco mesenquimais derivadas do cordão umbilical, e injeção intracerebroventricular. A grande maioria não teve comprovação devido à ausência de benefício clínico significativo. Dessa forma, as terapias continuam sendo a melhor forma de retardar levemente a doença, seja ela terapia ocupacional, fonoaudiológica, cognitiva ou com estimulação sensorial. Manter o cérebro ativo, fortalece a capacidade de se adaptar e lidar com alterações.</span><span style="font-weight: 400;">5,6</span> <strong>Conclusão:</strong><span style="font-weight: 400;"> Destaca-se a importância da descoberta de medicamentos específicos e com resultados significativos para a DA. Essa patologia ainda não é completamente compreendida pelos pesquisadores, o que representa um desafio relevante para a comunidade científica. A investigação de novos agentes medicamentosos que possam retardar ou mesmo bloquear a evolução da doença continua sendo um grande desafio. O aumento acelerado do número de pessoas acometidas pela doença no mundo reforça a urgência por avanços terapêuticos e seguros. </span></p> Caroline De Costa Emiliana Giusti Lucas Schaker Roberta Rampelotto Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 IMPACTO DO CIGARRO ELETRÔNICO NA SAÚDE RESPIRATÓRIA http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1143 <p><strong>Introdução: </strong>A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o tabagismo como um importante problema de saúde pública, sendo considerado a principal causa de morte evitável no mundo. Neste contexto, o cigarro eletrônico foi introduzido como forma de reduzir danos à saúde associados ao uso do tabaco. Ele foi inicialmente considerado menos prejudicial, mas com a utilização percebe-se que traz muitos riscos à saúde do usuário. ¹ O vapor liberado por esses dispositivos pode irritar as vias aéreas e causar inflamações, o uso crônico está associado a doenças pulmonares e cardiovasculares. Seus efeitos deletérios demonstram que, mesmo sendo uma alternativa ao cigarro comum, não é isento de perigos, sendo que fornece doses de nicotina e outros aditivos em aerossol. ³ <strong>Objetivo: </strong>Este estudo visa analisar os efeitos do cigarro eletrônico na saúde, com foco nas implicações respiratórias e cardiovasculares. <strong>Método: </strong>Foi realizada uma revisão bibliográfica baseada em artigos científicos publicados nos últimos anos, nas bases de dados PubMed, SciELO e Google Acadêmico. Para a pesquisa foram utilizados os seguintes contextos: “cigarro eletrônico, “impactos na saúde”, "cessação do Tabagismo”.&nbsp; <strong>Resultados e Discussão: </strong>Com base no estudo realizado, percebe-se que o uso do cigarro eletrônico causa grandes danos no sistema respiratório, incluindo inflamação pulmonar e bronquite. <sup>4</sup> No sistema cardiovascular, percebe-se aumento de risco de doenças cardíacas, como infarto agudo do miocárdio, doenças vasculares cerebral, devido à exposição a nicotina e outras substâncias tóxicas. <sup>1</sup> Embora proposto inicialmente como alternativa ao cigarro convencional, na tentativa de interromper o uso do mesmo, pesquisas mostram que o cigarro eletrônico pode favorecer a dependência da nicotina, especialmente entre adolescentes. <sup>5</sup> <strong>Conclusão:</strong> Mesmo o cigarro eletrônico sendo inicialmente mostrado como uma alternativa menos prejudicial ao tabaco, suas consequências a longo prazo ainda não são compreendidas. Os estudos indicam que ele pode causar danos graves à saúde, especialmente no sistema respiratório e cardiovascular, além de estar favorecendo a dependência de nicotina entre os jovens. Portanto, é essencial que sejam conduzidas novas pesquisas para avaliação de impactos a longo prazo.</p> Andrieli Reginatto Daniel Sant´anna Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 EPIDEMIOLOGIA, CONTROLE E IMPACTO DA DENGUE NO BRASIL: UMA REVISÃO DE LITERATURA http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1195 <p><span style="font-weight: 400;">O vírus da dengue é transmitido pela picada da fêmea do mosquito </span><em><span style="font-weight: 400;">Aedes aegypti</span></em><span style="font-weight: 400;">. A infecção pode se manifestar de forma assintomática ou com sintomas que variam de febre alta, dores musculares e articulares, até formas graves, como dengue hemorrágica.</span><span style="font-weight: 400;">2</span><span style="font-weight: 400;"> No Brasil, a doença é endêmica e apresenta picos epidêmicos frequentes, fortemente influenciados por fatores climáticos, urbanização desordenada, saneamento precário e falhas no controle vetorial.</span><span style="font-weight: 400;">3</span><span style="font-weight: 400;"> O controle da dengue no país envolve ações integradas, como eliminação de criadouros do mosquito, campanhas de conscientização, uso de inseticidas e também a vacinação.</span><span style="font-weight: 400;">4</span><span style="font-weight: 400;"> A vacina Qdenga foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) em março de 2023 e incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em dezembro do mesmo ano, para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos as doses estão disponíveis de forma gratuita.&nbsp; Apesar dos avanços, não existe cura específica para a doença. O tratamento é de suporte, focado no controle dos sintomas e na prevenção de complicações, principalmente através de hidratação e monitoramento clínico. Casos graves exigem internação e acompanhamento hospitalar.</span><span style="font-weight: 400;">5</span><span style="font-weight: 400;"> O impacto da dengue no Brasil é significativo, tanto na saúde pública quanto na economia. Entre 2000 e 2024, milhões de casos foram registrados, sendo o ano de 2024 o de maior incidência da história, contabilizando cerca de 6 milhões de casos prováveis até junho.</span><span style="font-weight: 400;">6</span><span style="font-weight: 400;"> Além do elevado número de internações e óbitos, a doença causa sobrecarga nos sistemas de saúde e perdas econômicas relacionadas à ausência laboral e custos de tratamento. A persistência do problema reforça a necessidade de estratégias integradas e contínuas para reduzir a transmissão e o impacto da doença.</span></p> Caroline De Costa Roberta Rampelotto Larissa Seidel Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 TERAPIA ASSISTIDA COM EQUINOS: PERCEPÇÃO DA ABORDAGEM TERAPÊUTICA PARA PACIENTES COM SÍNDROME DE DOWN http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1197 <p><strong>RESUMO</strong></p> <p><strong>Introdução: </strong>A terapia assistida com equinos é uma intervenção relevante, promovendo significativa estimulação e desenvolvimento no todo. Essa abordagem é valiosa no tratamento de pacientes com diagnóstico de Síndrome de Down (SD), contribuindo para uma melhor qualidade de vida, independência cognitiva e motora. <strong>Objetivo:</strong> Analisar a percepção dos pais, responsáveis e professores sobre a qualidade de vida de indivíduos diagnosticados com SD que participam de sessões de terapia assistida com equinos. <strong>Metodologia: </strong>A análise dos dados foi realizada por meio de tabulação das respostas quantitativas e análise de conteúdo das respostas qualitativas, juntamente com a direção da APAE-Itapiranga mediante a aplicação de questionários com 3 Pais/responsáveis e 3 profissionais da equipe multiprofissional. Os dados adquiridos foram analisados estatisticamente e embasados em artigos cientìficos publicados entre 2014 e 2025, os quais foram retirados da base de dados como SciELO (<em>Scientific Electronic Library Online</em>), PubMed (<em>Public Medical Literature Database</em>), OMS (Organização Mundial da Saúde<em>)</em> e CREFITO (Conselhos Regionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional). <strong>Resultados:</strong> Diversos estudos apontam que a terapia com os equinos proporciona benefícios substanciais. As pesquisas ressaltam a relevância do vínculo estabelecido entre os praticantes e os animais, bem como o papel essencial da abordagem multidisciplinar no processo terapêutico. Ademais, em todas as investigações analisadas, os responsáveis pelos praticantes e professores relataram melhorias na qualidade de vida desses indivíduos. <strong>Conclusão: </strong>A terapia assistida com equinos beneficia indivíduos com SD, melhorando habilidades motoras, cognitivas, emocionais e sociais. A amostra limitada sugere estudos futuros mais abrangentes.</p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> Estela Cardoso Fabiana Raquel Mühl Nandiny Paula Cavalli Rosária Gallo Tuerlinckx Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 59 75 UMA ANÁLISE BIOMECÂNICA POSTURAL DE TRABALHADORES EM UMA GRANJA DE OVOS NO INTERIOR DE SANTA CATARINA http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1172 <p><strong>Introdução</strong>: A produção de ovos no Brasil cresceu significativamente, alcançando cerca de 4,21 bilhões de dúzias em 2023, contribuindo para a economia e a segurança alimentar. Entretanto, a modernização trouxe desafios, como o aumento de enfermidades relacionadas ao trabalho e problemas na coluna vertebral, destacando a importância de ambientes de trabalho seguros e ergonômicos.&nbsp; <strong>Objetivo</strong>: Relatar a análise biomecânica postural de trabalhadores de uma granja de ovos em Santa Catarina, através de um estudo extensionista. <strong>Metodologia</strong>: Para analisar movimentos repetitivos e o grau de exigência física das atividades, o método OWAS foi empregado para tirar fotos das posturas dos funcionários, que foram examinadas em busca de possíveis posturas danosas. Os participantes realizaram uma anamnese e responderam ao Questionário Nórdico sobre sintomas osteomusculares, permitindo uma análise detalhada das condições ergonômicas. Quatro trabalhadores, com idades entre 18 e 46 anos e sem distúrbios osteomusculares, participaram da pesquisa. <strong>Resultados</strong>: Para a avaliação postural, foram registradas imagens de quatro atividades: trato das aves, coleta dos ovos, transporte dos ovos e inspeção. Dos participantes, 66,66% eram do sexo masculino, com 66,66% trabalhando mais de 8 horas diárias. Notavelmente, 66,66% relataram dor cervical e 100% dor lombar. <strong>Conclusão</strong>: As posturas observadas durante as tarefas variaram de leves a moderadas e necessitam de ajustes, uma vez que o manuseio de cargas pesadas pode levar a lesões. Portanto, é essencial desenvolver um programa de formação sobre posturas adequadas para levantar, mover e puxar objetos, visando reduzir problemas relacionados à ergonomia.</p> Ana Carolina Flesc Mateus Iago Carré Jefferson Domingues Vieceli Fabiana Raquel Mühl Rosária Gallo Tuerlinckx Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 36 58 USO TERAPÊUTICO DA TOXINA BOTULÍNICA PARA O TRATAMENTO DA DOR http://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/1107 <p>A toxina botulínica (TxB) é um dos procedimentos mais buscados na área da estética no Brasil. Embora muito conhecida para esta finalidade, a TxB tem indicações para o âmbito clínico, como o tratamento da hiperidrose, espasmos musculares, distonias, bruxismo e condições dolorosas como enxaqueca, dor neuropática e miofascial, e espasticidade. O objetivo deste estudo foi avaliar a aplicabilidade da TxB em pacientes acometidos por condições dolorosas, comparando a mesma em relação a outros tratamentos rotineiros que já são utilizados no controle da dor. Trata-se de uma pesquisa de revisão bibliográfica, realizada através de buscas nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), United States National Library of Medicine (PubMed), e em revistas científicas, com as palavras-chaves: “toxina botulínica”, “terapêutica”, “dor”, “mecanismo de ação”, “enxaqueca”, “dor neuropática”, “dor miofascial”, “espasticidade”. Foram incluídos artigos científicos disponíveis em sua totalidade e de forma gratuita, de acordo com o tema proposto, selecionados a partir da leitura do título e resumo, dos anos de 2007 à 2024, totalizando 87 artigos. A TxB tem se apresentado como uma alternativa eficaz e segura para o tratamento de diferentes condições dolorosas, como na enxaqueca crônica e dores musculares, a qual atua inibindo a liberação de acetilcolina nos terminais nervosos. Os seus efeitos adversos são limitados e mais localizados devido à sua própria aplicação. Porém, é necessário entender cada caso de forma individualizada, bem como sua gravidade e intensidade, para conseguir estabelecer o protocolo de aplicação mais adequado para cada paciente.</p> Luana Drebel-Steffen Taiane Schneider Fabiana Raquel Mühl Roberta Filipini Rampelotto Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde - REVIVA 2026-07-05 2026-07-05 5 1 1 35