A MATERNIDADE EM TRANSIÇÃO: IMPACTOS EMOCIONAIS DA ADOLESCÊNCIA NOS VÍNCULOS FAMILIARES
Palavras-chave:
Mãe, Adolescente, Medo, Transformação.Resumo
Introdução: O presente artigo tem como objetivo refletir sobre o olhar materno diante das transformações vivenciadas no momento em que os filhos ingressam na adolescência. Embora os sentimentos, medos e inseguranças dos adolescentes sejam amplamente discutidos, observa-se uma carência de estudos que abordem a experiência das mães nesse processo, revelando suas percepções, angústias e desafios. Materiais e Métodos: Ressalta-se que este trabalho se caracteriza como uma pesquisa bibliográfica e qualitativa, fundamentada em fontes acadêmicas relevantes, tais como livros, artigos científicos, dissertações, teses e publicações especializadas, de natureza descritiva e reflexiva, fundamentada em estudos teóricos que adotam aspectos emocionais, psicológicos e relatos simbólicos sobre a vivência materna diante da adolescência dos filhos. Resultados e Discussões: A dor da mãe que tem um filho entrando na adolescência é muitas vezes silenciosa, mas intensa. Trata-se de uma dor feita de amor, medo e saudade. Não é uma dor física, mas sim uma mistura de sentimentos que se entrelaçam no peito. Nesse momento, a criança que cabia no colo começa a se afastar, a fechar a porta do quarto. O filho que antes pedia colo agora busca independência. Segundo Moreira e Nascimento¹. (2009), a Síndrome do Ninho Vazio é vivenciada por muitas famílias e afeta principalmente as mães, que lidam com pensamentos, cobranças e inseguranças em relação à criação dada aos filhos. Esse momento marca o início de um luto simbólico e de um processo de ressignificação da maternidade. Conclusões: O início da adolescência representa não apenas uma fase de mudanças para eles, mas também um processo de transformação para as mães. É um momento de sentimentos ambíguos, o orgulho e a autonomia dos filhos se misturam com a saudade da criança que outrora foi. A vivência materna diante dessa transição é muitas vezes silenciosa e pouco reconhecida socialmente. Reconhecer esta dor permite ressignificar o seu papel de mãe.
Referências
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