ARTE VIVA: CORPOS, CORES E VOZES - REFLEXÃO CRÍTICA SOBRE QUESTÕES DE GÊNERO ATRAVÉS DA ARTE
Resumo
Introdução: O projeto "Arte Viva: Corpos, Cores e Vozes" propõe o uso da arte como instrumento pedagógico para fomentar reflexões críticas sobre gênero no ambiente escolar. A iniciativa busca valorizar o protagonismo estudantil, promovendo um espaço seguro para o diálogo sobre diversidade, igualdade e respeito. Conforme discutido por Sardá-Vieira, Bess e Lopes¹, a arte contribui para o desenvolvimento da empatia e da consciência social, essenciais à formação cidadã inclusiva. Materiais e Métodos: O projeto foi dividido em três etapas: preparação, desenvolvimento e exposição. Após aprovação institucional, os encontros com alunos do ensino médio foram conduzidos para discutir questões de gênero e suas intersecções com temas como LGBTQIAPN+, feminismo e machismo. Os alunos foram orientados a expressar suas reflexões por meio de diferentes linguagens artísticas, com apoio dos acadêmicos e integração ao conteúdo curricular. A culminância ocorreu com uma roda de conversa, promovendo diálogo ético e respeitoso sobre identidade e diversidade. Resultados e Discussão: Os alunos produziram obras artísticas que expressam reflexões profundas sobre questões de gênero, evidenciando criatividade e autenticidade. As representações abordaram temas como poder feminino, homofobia e invisibilidade histórica, revelando consciência social e empatia. A roda de conversa ampliou o diálogo e a organização do pensamento crítico. A abordagem interseccional, conforme Faria², foi aplicada ao permitir que os alunos explorassem suas identidades. A arte, como defendido por Sardá-Vieira, Bess e Lopes¹, mostrou-se eficaz como ferramenta pedagógica, e a escola, segundo Marques e Rocha³, reafirmou seu papel na construção de respeito e inclusão. Mesmo diante de obstáculos, o projeto foi adaptado com sucesso, demonstrando resiliência da equipe. Conclusões: O Projeto Integrador VII confirmou a arte como ferramenta eficaz para promover reflexões críticas sobre gênero. A iniciativa estimulou a expressão dos alunos, fortalecendo empatia, consciência social e comunicação. Os resultados evidenciam o impacto positivo da abordagem artística na educação inclusiva, reforçando o potencial da arte como agente de transformação social.