A FINITUDE HUMANA: REFLEXÕES FILOSÓFICAS SOBRE O EXISTIR E O MORRER
Palavras-chave:
Morte; finitude; existência humana; filosofia; sentido da vida.Resumo
Resumo
A morte constitui uma realidade universal e inevitável, sendo também uma das questões centrais da existência humana e do pensamento filosófico. Este artigo tem como objetivo compreender as diferentes concepções filosóficas acerca da morte, da finitude e do sentido da existência. Trata-se de um estudo teórico, de caráter bibliográfico e abordagem qualitativa, fundamentado nas contribuições de filósofos clássicos, modernos e contemporâneos. São apresentadas as
perspectivas de Sócrates, Platão, Epicuro, Lucrécio, Sêneca, Cícero, Santo Agostinho, Montaigne, Kierkegaard, Schopenhauer, Heidegger e Camus. As reflexões analisadas demonstram que a morte pode ser compreendida como libertação da alma, privação das sensações, processo natural, condição constitutiva da existência, fonte de angústia ou expressão do absurdo da vida. Apesar das diferenças entre essas concepções, observa-se que a consciência da finitude pode contribuir para a valorização do tempo, para o reconhecimento dos limites humanos e para a construção de uma existência mais autêntica e significativa. Refletir sobre a morte não significa negar ou desvalorizar a vida, mas reconhecer sua temporalidade e buscar formas mais conscientes de viver. A filosofia, portanto, oferece importantes fundamentos para compreender o morrer, enfrentar o medo da finitude e atribuir sentido à existência humana.
Palavras-chave: Morte; finitude; existência humana; filosofia; sentido da vida.
Abstract:
Death is a universal and inevitable reality and one of the central issues of human existence and philosophical thought. This article aims to understand the different philosophical conceptions of death, human finitude, and the meaning of existence. It is a theoretical study based on a qualitative bibliographic approach, grounded in the contributions of classical, modern, and contemporary philosophers. The perspectives of Socrates, Plato, Epicurus, Lucretius, Seneca, Cicero, Saint Augustine, Montaigne, Kierkegaard, Schopenhauer, Heidegger, and Camus are presented. The reflections analyzed demonstrate that death may be understood as the liberation of the soul, the deprivation of sensations, a natural process, a constitutive condition of existence, a source of anguish, or an expression of the absurdity of life. Despite the differences among these conceptions, awareness of human finitude may contribute to a greater appreciation of time, the recognition of human limitations, and the construction of a more authentic and meaningful existence. Reflecting on death does not mean denying or devaluing life; rather, it means recognizing its temporality and seeking more conscious ways of living. Philosophy, therefore, provides important foundations for understanding death and dying, confronting the fear of finitude, and attributing meaning to human existence.
Keywords: Death; Human Finitude; Philosophy; Meaning of Existence; Thanatology.
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