PERSPECTIVAS HISTÓRICAS E CULTURAIS DA MORTE NO OCIDENTE
Palavras-chave:
Morte; finitude humana; cultura ocidental; história da morte; tanatologia.Resumo
Resumo: Este estudo analisa as perspectivas históricas e culturais da morte no Ocidente, buscando compreender as diferentes formas pelas quais esse fenômeno foi concebido ao longo da história. Trata-se de uma revisão bibliográfica de abordagem qualitativa, fundamentada em autores que investigam as dimensões filosóficas, religiosas, culturais e sociais da morte. São discutidas as contribuições da mitologia grega, especialmente os mitos de Eros e Thanatos, como representações simbólicas das pulsões de vida e de morte, bem como as reflexões de Ariès, Kovács, Kübler-Ross, Santos, Arantes e D'Assumpção acerca das transformações nas concepções do morrer. A análise evidencia que a morte deixou de ser um acontecimento familiar e compartilhado, característico da Idade Média, para tornar-se um processo progressivamente medicalizado, silencioso e afastado do convívio social na contemporaneidade. A compreensão da historicidade da morte amplia as reflexões sobre a finitude humana, os processos de luto e as diferentes formas de enfrentamento da perda, favorecendo uma perspectiva mais humanizada sobre esse fenômeno universal.
Palavras-chave: Morte; finitude humana; cultura ocidental; história da morte; tanatologia.
Abstract: This study analyzes the historical and cultural perspectives on death in the Western world, seeking to understand the different ways this phenomenon has been conceived throughout history. It is a qualitative bibliographic review based on authors who examine the philosophical, religious, cultural, and social dimensions of death. The study discusses the contributions of Greek mythology, particularly the myths of Eros and Thanatos, as symbolic representations of the life and death drives, as well as the reflections of Ariès, Kovács, Kübler-Ross, Santos, Arantes, and D'Assumpção on the transformations in the conceptions of dying. The analysis shows that death has evolved from a familiar and shared event during the Middle Ages to a progressively medicalized, silent, and socially distanced experience in contemporary society. Understanding the historicity of death broadens reflections on human finitude, grieving processes, and the different ways of coping with loss, contributing to a more humanized perspective on this universal phenomenon.
Keywords: Death; Human Finitude; Western Culture; History of Death; Thanatology
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