A INFLUÊNCIA DAS MÍDIAS SOCIAIS SOBRE A IMAGEM CORPORAL E O POSSÍVEL DESENVOLVIMENTO DE TRANSTORNOS ALIMENTARES EM MULHERES UNIVERSITÁRIAS
Palavras-chave:
Distúrbios alimentares. Mídias sociais. Influenciadoras digitais. Padrões estéticos.Resumo
As redes sociais têm um enorme impacto na autoestima e na imagem corporal das pessoas, especialmente das mulheres, levando a pressões que impõem desafios relacionados a aparência e padrões estéticos. O presente estudo tem como objetivo investigar a influência das mídias sociais sobre a imagem corporal de mulheres universitárias e o possível desenvolvimento de transtornos alimentares. Trata-se de um estudo qualitativo/quantitativo e, como método de pesquisa, foi aplicado um questionário criado a partir da plataforma Google Formulários. Participaram do estudo mulheres com idades a partir de 18 anos, estudantes do Centro Universitário FAI, de Itapiranga- SC, totalizando 50 respondentes. As análises, realizadas por meio da análise de conteúdo, indicam que a maioria das entrevistadas sentem insegurança, falta de autoestima e dificuldade de aceitar o corpo do jeito que é e isso se relaciona em alguma medida aos conteúdos publicados em mídias sociais por influenciadoras digitais. Por outro lado, algumas entrevistadas afirmaram se sentir confiante e confortáveis com o seu corpo natural, sem perder a esperança de que um dia, todas consigam se aceitar da maneira como são. É importante mencionar que as redes sociais não são a única causa dos transtornos alimentares, mas podem ter uma influência significativa, incluindo predisposições genéticas, fatores psicológicos, sociais e culturais. Ao promover uma cultura de objetificação do corpo, onde as pessoas são valorizadas principalmente pela sua aparência física e não pelas suas capacidades e características de personalidade, se faz importante que as pessoas estejam conscientes dos efeitos potencialmente negativos das mídias sociais na sua autoestima e imagem corporal e procure ajuda profissional, quando necessário.
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