O USO DE PEELINGS QUÍMICOS SUPERFICIAIS COMO ESTRATÉGIA ESTÉTICA NO CONTROLE DO MELASMA
Palavras-chave:
melasma, peeling químico, hiperpigmentaçãoResumo
Introdução: O Melasma é um distúrbio pigmentar crônico, essa condição é resultante da atividade focal de clones de melanócitos epidérmicos hiperfuncionantes, culminando na hiperpigmentação melânica provocada basicamente pela alta exposição solar, fatores hormonais ou por questões genéticas, tendo o principal foco na região facial, apresentando manchas com diferentes tonalidades escuras¹-5. Por causar um significativo impacto estético e emocional, a busca pelo seu tratamento é frequente. Diante das inúmeras opções de procedimento, o uso dos Peelings Químicos se torna uma alternativa eficaz, visto que irá auxiliar na renovação da pele a partir de camadas mais profundas, logo, melhorando manchas, rugas e a elasticidade da pele². Objetivo: Identificar os efeitos do uso dos peelings químicos superficiais como recurso para o tratamento de Melasma, bem como seu mecanismo de ação, e a segurança do procedimento. Método: Caracteriza-se como uma pesquisa teórica e bibliográfica de caráter exploratório mediante artigos publicados entre os períodos de 2016 a 2025. Com a finalidade de executar o presente estudo, foram selecionados 5 artigos da plataforma de busca Google Acadêmico. Para a busca de tais publicações foram utilizadas as palavras-chaves: Melasma, Peeling Químico, e hiperpigmentação. Resultados e Discussão: O uso do peeling químico é um procedimento muito utilizado para o tratamento de diversas condições cutâneas, tendo em vista que irá ocasionar a descamação da epiderme, além de agir provocando um lento bloqueio da produção da melanina e promover a remoção da melanina já previamente acumulada na epiderme, logo se tornando benéfico para o tratamento do melasma. Dentre os principais agentes utilizados podemos citar ácido glicólico (C₂H₄O₃), ácido salicílico (C₇H₆O₃) e ácido láctico (C₃H₆O₃), cujo objetivo é proporcionar uma esfoliação leve e um tempo de recuperação mais curto. Ambas as substâncias irão estimular a destruição controlada das camadas cutâneas, induzindo a regeneração e o reparo tecidual³. As complicações podem variar de acordo com o tipo e profundidade do procedimento, a habilidade do profissional aplicador e as particularidades do próprio paciente. Entre as complicações mais comuns estão associadas às: alterações pigmentares como, hiperpigmentação pós-inflamatória e hipopigmentação, reações alérgicas, mília, erupções de acne, linhas de demarcação, modificação na textura da pele, e eritema persistente. As contraindicações ao uso dos peelings químicos incluem gravidez, lactação, lesões herpéticas ativas, infecção bacteriana ou fúngica, dermatite facial, uso de medicamentos fotossensibilizantes, e alergias aos componentes do peeling4. Destaca-se também a importância do cuidado pós procedimento, como, evitar a exposição solar, fazer o uso regular de protetor solar e hidratantes, além de realizar compressas geladas para minimizar o inchaço, a fim de evitar possíveis efeitos adversos5. Conclusão: Com base na pesquisa discutida acima, observa-se que o uso dos peelings químicos superficiais para o tratamento de Melasma, demonstra-se uma alternativa segura e eficiente para o tratamento de melanoses e para induzir o turnover celular. No entanto, para ser realizada a sua aplicação, se faz necessário realizar uma avaliação criteriosa, a escolha adequada dos ácidos, além da execução de profissionais capacitados, de modo a prevenir possíveis efeitos adversos.
Referências
-Santos CG, Bitencourt DSR, Brito LG de, Araújo Neto JF de. OS PRINCIPAIS ATIVOS USADOS NA PREVENÇÃO E TRATAMENTO DO MELASMA. REASE [Internet]. 30º de novembro de 2021 [citado 7º de agosto de 2025];7(11):943-6. Disponível em: https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/3125
- Santana PM. Melasma: tratamento e suas implicações estéticas. Medicus [Internet]. 8º de março de 2022 [citado 7º de agosto de 2025];3(2):1-12. Disponível em: https://cognitionis.inf.br/index.php/medicus/article/view/138
- Gomes GOV, Silva A de J da, Pol-Fachin L. Estratégias avançadas no tratamento do melasma: uma revisão sobre a eficácia dos peelings químicos. Braz. J. Hea. Rev. [Internet]. 2024 Apr. 23 [cited 2025 Aug. 1];7(2):e69137. Available from: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/69137
- Santos A. Uso associado de peelings químicos e LED no tratamento do melasma: avaliação dos resultados e do impacto na qualidade de vida das voluntárias [Trabalho de Conclusão de Curso]. Santa Cruz do Sul (RS): Universidade de Santa Cruz do Sul; 2016. Disponível em: Repositório Institucional da Universidade de Santa Cruz do Sul, identificador http://hdl.handle.net/11624/1171
-Rosa R de CD. Notabilidade dos cuidados do tratamento por peeling. Scire Salutis [Internet]. 10º de abril de 2020 [citado 4º de agosto de 2025];10(2):1-8. Disponível em: https://sustenere.inf.br/index.php/sciresalutis/article/view/CBPC2236-9600.2020.002.0001