AÇÃO DOS PEELINGS QUÍMICOS NA PELE: UMA REVISÃO DE LITERATURA.

Autores

  • Paola Eduarda Andrade Centro Universitário Uceff
  • Emiliana Giusti Centro Universitário Uceff
  • Roberta Rampelotto Centro Universitário Uceff

Palavras-chave:

peeling químico, peeling

Resumo

Introdução: O peeling químico é um procedimento estético que aplica substâncias químicas na pele para provocar uma descamação controlada. Isso estimula a regeneração celular, melhorando a textura, aparência e tratando problemas como acne e manchas.¹ Existem diferentes tipos de peelings, que variam quanto à profundidade, tipo de produto, tempo de ação e riscos. Para garantir a segurança e eficácia, é essencial avaliar bem o paciente, escolher o tipo de peeling adequado e contar com uma equipe qualificada para o acompanhamento. É fundamental compreender a estrutura em camadas da pele para entender os diferentes tipos de peelings químicos e a profundidade com que atuam. A pele é composta por três camadas, dentre elas, podemos destacar a epiderme, a derme e o tecido subcutâneo, também conhecido como hipoderme. Os peelings químicos, utilizam substâncias como ácido glicólico, retinóico, tricloroacético e fenol, promovendo a esfoliação da pele e renovação.² Objetivo: O objetivo deste estudo foi compreender como o peeling químico atua na pele, explorando os tipos existentes. Método: Foi realizada uma revisão de literatura nas bases de dados SciELO e PubMed, utilizando as palavras-chave “peeling”, “peelings químicos” e “Estética Facial”. Foram selecionados artigos publicados nos períodos de 2004 a 2010 e de 2023 a 2025, em português e inglês, que abordavam os tipos, mecanismos de ação e aplicações clínicas dos peelings químicos. Foram excluídos trabalhos duplicados, estudos sobre peelings físicos e publicações sem relevância para o tema. Os artigos selecionados foram analisados de forma descritiva, considerando as substâncias utilizadas, suas concentrações e os resultados clínicos observados. Resultados e Discussão: Os peelings podem ser divididos em três categorias: Muito superficial, que atua desde o estrato córneo até o estrato granuloso; superficial, que alcança a epiderme, do estrato granuloso até a camada basal ambos aplicáveis por esteticistas; e os peelings médios e profundos, que atingem a derme papilar e a derme reticular, respectivamente, e são exclusivos para profissionais da área médica.³ O peeling superficial atua apenas na epiderme e pode ser feito com ácidos como AHAs (alfa-hidroxiácidos), salicílico, tricloroacético em baixa concentração, resorcinol, azelaico, solução de Jessner, CO₂ sólido ou tretinoína. É indicado para acne, manchas leves, rugas finas, melasma, queratose actínica, eczema hiperqueratósico e sinais iniciais de fotoenvelhecimento.4 Peeling médio por sua vez, atua na derme papilar e emprega o ácido tricloroacético (TCA) isolado ou em combinação com CO₂, solução de Jessner, ácido glicólico ou resorcina. É indicado para as mesmas condições do superficial e também para lesões epidermais.5 O peeling profundo alcança a derme reticular e costuma ser realizado com ácido tricloroacético em altas concentrações (cerca de 50%) ou com fenol, como na solução de Baker-Gordon. É recomendado no tratamento de cicatrizes, manchas persistentes, alterações pigmentares causadas pelo sol, rugas de maior intensidade, queratoses, melasma e lentigos, além de outras lesões da epiderme.6 Conclusão: Os peelings químicos são tratamentos eficazes e de rápida ação, com resultados visíveis desde a primeira aplicação, especialmente no combate ao envelhecimento da pele. Para garantir sua segurança e eficácia, é essencial entender os ativos utilizados, seus efeitos e adequação a cada tipo de pele. Tratando-se de um método acessível, sua correta aplicação é fundamental para alcançar bons resultados e evitar complicações, como manchas ou irritações.

   

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Publicado

2026-07-05

Edição

Seção

Resumo Expandido/Resumos