RESISTÊNCIA BACTERIANA E USO IRRACIONAL DE ANTIMICROBIANOS
Palavras-chave:
Falha terapêutica, uso indiscriminado, automedicação.Resumo
Introdução: A resistência bacteriana é uma grande ameaça à saúde pública, sendo responsável por milhares de mortes anualmente. O uso inadequado de antimicrobianos por meio de automedicação e seu abandono do término do tratamento contribui para o surgimento de cepas resistentes, tornando infecções simples potencialmente fatais.¹ Objetivo: O objetivo deste estudo foi analisar a relação entre o uso irracional de antimicrobianos e a resistência bacteriana, ressaltando a importância da administração segura de medicamentos e o papel dos profissionais de saúde na promoção do uso racional. Método: Trata-se de uma revisão bibliográfica realizada na base de dados PubMed (Public Medical Literature Analysis and Retrieval System Online), utilizando os descritores “resistência bacteriana”, “uso racional de antimicrobianos”. Foram selecionados artigos publicados entre os anos de 2021 à 2024, na língua inglesa, que abordassem consequências e estratégias para combater a resistência bacteriana. Resultados e Discussão: Por meio dos antimicrobianos é possível tratar infecções bacterianas que antes eram persistentes. Porém, os últimos anos evidenciaram que o uso irracional desses medicamentos é caracterizado por práticas inadequadas, como a interrupção precoce do tratamento, a automedicação, o consumo concomitante de álcool, bem como o esquecimento de doses. Esse cenário favorece o surgimento de microrganismos resistentes, dificultando o tratamento de infecções e aumentando o risco de complicações.2 Entender como os antimicrobianos agem e como as bactérias desenvolvem essa resistência é essencial para criar novas formas de tratamento, seja pelo reposicionamento de fármacos, tecnologias modernas ou associação de medicamentos. Esse conhecimento é fundamental para garantir que os tratamentos continuem eficazes e para prevenir que os antimicrobianos percam sua utilidade no combate às doenças no futuro.³ A alternativa mais eficiente para evitar a resistência bacteriana é por meio de estratégias de conscientização à população, como a implantação de programas com atividades educativas voltadas para a compreensão dos riscos causados pelo uso indevido dos antibióticos, juntamente com uma fiscalização rigorosa da comercialização, ocasionando a redução do consumo desnecessário. Além disso, destaca-se o papel dos profissionais de saúde, que atuam no monitoramento terapêutico, reforçando a orientação dessas prescrições. Essas medidas contribuem de forma significativa para o controle da resistência bacteriana e para a preservação da eficácia dos antimicrobianos comercializados disponíveis.4 Conclusão: A resistência bacteriana é um problema crescente que ameaça a eficácia dos antimicrobianos. O uso racional, aliado a políticas públicas de restrição e à conscientização da população, é indispensável para conter sua progressão. Profissionais de saúde devem atuar de forma integrada para garantir que antibióticos sejam utilizados de maneira criteriosa, assegurando sua eficácia para as gerações futuras.