A IMPORTÂNCIA DA VACINAÇÃO NA PREVENÇÃO DE DOENÇAS
Resumo
Introdução: A vacinação é considerada uma das estratégias mais eficientes em saúde pública, sendo fundamental para reduzir a incidência de doenças infecciosas, prevenir complicações graves e diminuir a mortalidade.¹ No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações (PNI), criado em 1973, oferece gratuitamente vacinas essenciais para todas as faixas etárias.Apesar dos avanços históricos, incluindo a eliminação de doenças como poliomielite e sarampo, a cobertura vacinal vem apresentando queda desde 2016, colocando em risco conquistas anteriores.³ Um fator relevante nesse cenário é a hesitação vacinal, caracterizada pelo atraso ou recusa em se vacinar.¹ Pesquisas nacionais indicam que esse comportamento é influenciado por informações falsas, desinformação, fatores culturais e questões políticas, afetando a confiança da população nas campanhas de imunização.⁴,⁵ Objetivo: O objetivo deste trabalho é expor a importância da vacinação na prevenção de doenças, analisando os desafios atuais, com base em evidências científicas. Método: Foi realizada uma revisão de literatura sobre a vacinação no Brasil nas bases SciELO, PubMed e LILACS, utilizando as palavras chave: “vacinação”, “hesitação vacinal”, “cobertura vacinal”, “imunização”, “PNI”, “COVID-19”. Foram incluídos artigos originais e revisões que abordaram cobertura vacinal, hesitação vacinal e impacto das vacinas na saúde coletiva, publica entre 2019 a 2025. Resultados e Discussão: A literatura confirma o declínio progressivo da cobertura vacinal brasileira, intensificado durante a pandemia de COVID-19,³,⁶ aumentando a vulnerabilidade da população ao retorno de doenças antes controladas. Entre os fatores responsáveis destacam-se a disseminação de informações incorretas, a baixa percepção de risco e a politização da vacinação, que influenciaram negativamente a adesão.⁴,⁵ Um estudo em Fortaleza/CE, publicado em 2024 e conduzido entre 2020 e 2021 mostrou que durante a pandemia, apenas 33% e 45% das crianças de 12 e 18 meses, respectivamente, estavam com o esquema vacinal completo, evidenciando atrasos em famílias vulneráveis.⁶ Além disso, análises qualitativas realizadas com profissionais de saúde revelaram que o excesso de informações, a circulação de notícias falsas e discursos políticos divergentes aumentaram a desconfiança da população em relação às vacinas.⁴ O impacto positivo da vacinação contra COVID-19 foi evidenciado em estudo que estimou a prevenção de cerca de 59.600 mortes, com redução de 52% na mortalidade de idosos nos primeiros seis meses após o início da vacinação.⁷ Estudos adicionais confirmaram a eficácia das vacinas na redução de casos graves e óbitos em todo o país.⁸ Esses dados reforçam a importância de investir em estratégias de comunicação que combatam a desinformação, melhorar a logística de distribuição e ampliar ações de busca ativa em comunidades, sendo a integração entre políticas públicas, profissionais de saúde e sociedade civil essencial para recuperar altos níveis de cobertura vacinal.4,8 Conclusão: A vacinação permanece indispensável para a proteção individual e coletiva. Os desafios recentes mostram que apenas oferecer vacinas não é suficiente; é necessário garantir confiança, acesso facilitado e informação qualificada. Evidências recentes indicam que a hesitação vacinal possui múltiplas causas e que ações comunitárias combinadas com estratégias de comunicação eficazes podem reverter esse cenário e fortalecer o PNI.