EPIDEMIOLOGIA, CONTROLE E IMPACTO DA DENGUE NO BRASIL: UMA REVISÃO DE LITERATURA
Resumo
O vírus da dengue é transmitido pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti. A infecção pode se manifestar de forma assintomática ou com sintomas que variam de febre alta, dores musculares e articulares, até formas graves, como dengue hemorrágica.2 No Brasil, a doença é endêmica e apresenta picos epidêmicos frequentes, fortemente influenciados por fatores climáticos, urbanização desordenada, saneamento precário e falhas no controle vetorial.3 O controle da dengue no país envolve ações integradas, como eliminação de criadouros do mosquito, campanhas de conscientização, uso de inseticidas e também a vacinação.4 A vacina Qdenga foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) em março de 2023 e incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em dezembro do mesmo ano, para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos as doses estão disponíveis de forma gratuita. Apesar dos avanços, não existe cura específica para a doença. O tratamento é de suporte, focado no controle dos sintomas e na prevenção de complicações, principalmente através de hidratação e monitoramento clínico. Casos graves exigem internação e acompanhamento hospitalar.5 O impacto da dengue no Brasil é significativo, tanto na saúde pública quanto na economia. Entre 2000 e 2024, milhões de casos foram registrados, sendo o ano de 2024 o de maior incidência da história, contabilizando cerca de 6 milhões de casos prováveis até junho.6 Além do elevado número de internações e óbitos, a doença causa sobrecarga nos sistemas de saúde e perdas econômicas relacionadas à ausência laboral e custos de tratamento. A persistência do problema reforça a necessidade de estratégias integradas e contínuas para reduzir a transmissão e o impacto da doença.