DENGUE NO SUL DO BRASIL: PANORAMA EPIDEMIOLÓGICO ATUAL E DESAFIOS PARA O CONTROLE
Palavras-chave:
Dengue, EpidemiologiaResumo
Introdução: A dengue se destaca como um problema sério de saúde, sobretudo em locais de clima quente como o Brasil. A transmissão ocorre, em sua maioria, pela picada do Aedes aegypti, e a doença pode se manifestar de formas diversas, desde casos assintomáticos até situações críticas com risco de morte. O Brasil tem enfrentado sucessivos surtos=de dengue nos últimos anos, com aumento de infectados e a presença dos quatro sorotipos virais (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4), o que favorece o surgimento de quadros mais graves da doença. A situação atual mostra que a dengue continua presente e que há dificuldade em conter sua disseminação, mesmo com campanhas de prevenção e ações de controle do vetor. Além disso, o crescimento desorganizado das cidades, alterações climáticas e a baixa adesão da população às medidas preventivas dificultam a erradicação da doença. Assim, compreender o panorama da dengue no Brasil, conhecer seus sintomas e os desafios no combate são essenciais para desenvolver novas estratégias de cuidado, diagnóstico e prevenção de surtos. Objetivo: Revisar os avanços da patologia transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, abordando o panorama epidemiológico atual e as implicações clínicas para os pacientes. Método: Foram analisadas publicações dos últimos 5 anos (2025 a 2025) nas plataformas nacionais do Ministério da Saúde e internacionais (PubMed), mencionando a dengue. Apenas publicações que tratavam de características, tratamento e clínica da doença foram incluídas, com o objetivo de visualizar o panorama atual. Resultados e Discussão: Para os resultados, foram utilizados 2 artigos do Ministério da Saúde sobre casos e agravos da dengue. O Brasil tem enfrentado aumento alarmante nos casos, favorecido pelo clima quente e úmido. Em 2023, foram registrados 1.658.814 casos suspeitos e 1.094 mortes. Em 2024, até a 11ª semana epidemiológica, o número de casos subiu para 1.978.372, com 656 óbitos, representando aumento de 20% em relação ao ano anterior. A região Sul, antes menos afetada, apresentou crescimento significativo em 2023, sendo o Rio Grande do Sul o mais atingido, com 88,9% dos casos e 54 óbitos. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde do RS, a faixa etária mais afetada foi de 20 a 59 anos, representando 62% dos casos, com maior prevalência em mulheres (53,2%) . A vacinação, por sua vez, teve baixa adesão: apenas 37% do público-alvo (10-14 anos) recebeu ao menos uma dose. Conclusão: A dengue continua sendo um desafio para a saúde pública brasileira, agravado por fatores como urbanização desordenada, mudanças climáticas e dificuldades no controle do vetor. O número elevado de casos e óbitos revela a urgência de estratégias mais eficazes. É essencial investir em educação em saúde, saneamento básico, vacinação e vigilância epidemiológica para prevenir novos surtos e reduzir a mortalidade.