INFECÇÕES HOSPITALARES POR ENTEROBACTÉRIAS: UMA ANÁLISE CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICA

Autores

  • Laísa Corrêa Centro Universitário Uceff
  • Rosária Gallo Centro Universitário Uceff
  • Fabiana Raquel Muhl Centro Universitário Uceff
  • Taiane Schneider Centro Universitário Uceff

Resumo

Introdução: As infecções hospitalares (IHs) são aquelas adquiridas após a admissão do paciente e que podem surgir durante a internação ou após a alta, desde que relacionadas a procedimentos realizados no ambiente hospitalar¹ Segundo a Portaria nº 2.616/98 do Ministério da Saúde², fatores como internação prolongada, procedimentos invasivos e número insuficiente de profissionais contribuem para sua ocorrência. De acordo com Lima et al², dentre os principais agentes causadores de IHs estão as enterobactérias. Bacilos Gram-negativos encontrados comumente no trato gastrointestinal; possuem a capacidade de provocar infecções urinárias, intestinais, septicemias, complicações em feridas cirúrgicas, colonizar cateteres, etc. Espécies como Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae se destacam pela sua alta capacidade de resistência antimicrobiana³. Essas bactérias representam um desafio clínico e reforça a importância da prevenção e controle dessas infecções nos ambientes hospitalares. Objetivo: Investigar a ocorrência e impacto clínico das enterobactérias em infecções hospitalares, destacando a espécie Escherichia coli, suas formas de transmissão, resistência antimicrobiana e implicações para o controle hospitalar. Método: A pesquisa consistiu em uma revisão bibliográfica com base em quatro artigos científicos selecionados em plataformas como ResearchGate, RBCBM (Revista Brasileira De Ciências Biomédicas), Enciclopédia Biosfera - Plataforma Conhecer e Periódicos Capes. Resultados e Discussão: No estudo conduzido por Guilherme Tude Coelho Neto et al. (2014) em uma unidade mista de saúde de São Luís (MA), 198 superfícies hospitalares foram analisadas e 45,5% das amostras apresentaram enterobactérias. Dentre estas, Serratia spp. (53,3%), Citrobacter spp. (30%) e Escherichia coli (10%) foram as mais prevalentes, A contaminação foi maior em colchões hospitalares, indicando risco de transmissão cruzada. Conforme relatado por Lima et al. (2015), no estudo que avalia a incidência bacteriana de microrganismos isolados em hemoculturas de pacientes da UTI da Santa Casa da Misericórdia de Anápolis, das 846 hemoculturas analisadas, 12,24% positivaram para presença de microrganismos, sendo os mais predominantes Staphylococcus epidermidis (32.69%), Staphylococcus aureus (23.07%), Klebsiella pneumoniae (7.69%) e Escherichia coli (5.77%). Esses dados confirmam o risco real representado por enterobactérias no ambiente hospitalar e reforçam a necessidade de protocolos rigorosos de controle de infecção, desinfecção ambiental e monitoramento do uso de antimicrobianos 4. Conclusão: As infecções hospitalares causadas por enterobactérias representam um desafio crescente para a saúde pública, exigindo maior atenção à vigilância epidemiológica, rotinas de desinfecção e uso racional de antibióticos. A prevalência de espécies resistentes, como E. coli e K. pneumoniae, em ambientes e dispositivos hospitalares indica que medidas de biossegurança devem ser intensificadas para evitar surtos e reduzir a morbimortalidade associada.

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Publicado

2026-07-05

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Seção

Resumo Expandido/Resumos