BIOMARCADORES PARA DIAGNÓSTICO PRECOCE DE DOENÇAS CARDIOVASCULARES

BIOMARKERS FOR EARLY DIAGNOSIS OF CARDIOVASCULAR DISEASES

Autores

  • Talia Pazuch Centro Universitário Uceff
  • Daniel Sant´anna Centro Universitário Uceff

Resumo

Introdução: As Doenças Cardiovasculares (DCV) são responsáveis por uma alta taxa de mortalidade, sendo o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), uma condição crítica associada à obstrução das artérias coronárias. A detecção prévia e acompanhamento dos pacientes com risco elevado são fundamentais para a implementação de estratégias eficazes. Os biomarcadores cardíacos exercem um papel essencial para o diagnóstico e avaliação de risco cardiovascular, facilitando a identificação de alterações precoces, antes de manifestações evidentes (1,2). Objetivo: Esse estudo tem por objetivo revisar e destacar os biomarcadores relevantes para diagnóstico prévio e controle das doenças cardiovasculares, com realce para o IAM. Também pretende-se estudar os avanços na pesquisa dos biomarcadores como microRNAs, galectina-3 e Lipoproteína(a) [Lp(a)], que garantem a melhoria na precisão diagnóstica e prognóstico do paciente (3,4,6). Método: Essa pesquisa é uma revisão da literatura, com análise feita em estudos publicados de janeiro de 2021 a fevereiro de 2025. A busca foi realizada em bases de dados como Scielo, PubMed e Scopus. Foram utilizados os seguintes descritores “Biomarcadores”, “Doenças Cardiovasculares”, “Diagnóstico” e “Diagnóstico precoce”. Como critérios de aceitação, foram adotados artigos disponíveis na íntegra, publicados em português ou língua estrangeira e estudos sobre biomarcadores para diagnóstico de doenças cardiovasculares. Para rejeição, foram utilizados fatores como artigos duplicados ou que não abordaram diretamente o tema proposto. Resultados e Discussão: Entre os biomarcadores cardíacos mais estudados estão a troponina, peptídeo natriurético tipo B (BNP), proteína C reativa e mioglobina, todos com alta especificidade e sensibilidade para o diagnóstico do IAM e insuficiência cardíaca (2,5). Ademais, biomarcadores emergentes, como microRNAs e galectina-3, têm se mostrado com grande potencial para detecção precoce de aterosclerose e outros incidentes que podem danificar o músculo cardíaco (1,4). Esses avanços na tecnologia dos biomarcadores estão permitindo uma maior precisão na identificação dos pacientes em risco, destacando os biomarcadores que têm ajudado a refinar a estratificação de risco em pacientes com doenças coronarianas (3,5). Ainda que os biomarcadores tradicionais sejam essenciais, a incorporação dos biomarcadores emergentes pode proporcionar uma abordagem personalizada para o diagnóstico das doenças cardiovasculares. A Lipoproteína(a) [Lp(a)] é o biomarcador associado ao risco elevado de doença aterosclerótica. Os estudos demonstram que os níveis elevados de Lp(a) aumentam o risco de insuficiência cardíaca, eventualmente mediado por doença arterial coronariana e estenose da valva aórtica. Ainda que não seja utilizado amplamente como marcador tradicional, seu uso clínico tem sido cada vez mais estudado para diagnóstico do risco cardiovascular (1,4,6). Conclusão: Os biomarcadores cardíacos são uma ferramenta essencial para a detecção, diagnóstico e prognóstico das doenças cardiovasculares. Sua implementação clínica tem potencial de melhorar a precisão da estratificação de risco, aperfeiçoando o manejo terapêutico e melhorando, assim, os desfechos para os pacientes. A pesquisa, avanço e desenvolvimento contínuo dos biomarcadores pode transformar a abordagem clínica das doenças cardiovasculares, permitindo um diagnóstico preciso e personalizado.  

Referências

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Publicado

2026-07-05

Edição

Seção

Resumo Expandido/Resumos