BIOESTIMULADORES DE COLÁGENO NA ESTÉTICA: UMA REVISÃO DE LITERATURA

Autores

  • Andressa Ramos Welchen Centro Universitário Uceff
  • Roberta Rampelotto Centro Universitário Uceff

Resumo

Introdução: O envelhecimento cutâneo está diretamente relacionado à diminuição da produção de colágeno, o que resulta em perda de elasticidade, flacidez e alterações no contorno facial.1 Com o avanço da estética minimamente invasiva, os bioestimuladores de colágeno têm ganhado destaque como alternativa para o rejuvenescimento facial, estimulando a neocolagênese e promovendo resultados naturais e progressivos.2 Objetivos: Analisar os principais bioestimuladores de colágeno utilizados na estética facial, suas características, indicações clínicas e eficácia terapêutica, com base em evidências científicas recentes. Métodos: Foi realizada uma revisão bibliográfica, por meio de busca nas bases de dados SciELO e PubMed, entre os anos de 2020 a 2024. Os descritores utilizados foram: “bioestimuladores de colágeno”, “ácido poli-L-láctico”, “hidroxiapatita de cálcio”, “policaprolactona”, “rejuvenescimento facial” e “estética”. Foram incluídos artigos e estudos que abordaram os principais compostos bioestimuladores e suas aplicações clínicas em tratamentos estéticos.  Resultados e Discussão: Os bioestimuladores mais utilizados na prática estética são o ácido poli-L-láctico (PLLA), a hidroxiapatita de cálcio (CaHA) e a policaprolactona (PCL).3 Cada substância apresenta características distintas quanto à durabilidade, mecanismo de ação e efeito clínico.1 O PLLA promove neocolagênese ao estimular a produção de colágeno tipos I e III, sendo indicado para tratar flacidez e perda de volume, com resultados progressivos e duradouros. A CaHA, além de estimular colágeno, proporciona efeito preenchedor imediato, sendo útil em áreas que requerem maior sustentação. Já a PCL, considerada mais recente, destaca-se por sua longa duração e capacidade acentuada de estimular colágeno.3 Estudos demonstram que os bioestimuladores contribuem significativamente para a melhora da firmeza, elasticidade e textura da pele, não apenas na face, mas também em regiões como pescoço, braços e glúteos.2 A escolha do produto deve considerar fatores como grau de envelhecimento, região tratada e expectativa do paciente.4 Os bioestimuladores representam uma alternativa segura e eficaz para o rejuvenescimento facial, especialmente quando aplicados por profissionais capacitados.1 Contudo, são necessários estudos clínicos mais robustos e de longo prazo para padronizar protocolos e avaliar possíveis efeitos adversos.4 Conclusão: Os bioestimuladores de colágeno têm se mostrado promissores no tratamento estético facial, promovendo benefícios evidentes como a melhora da firmeza, textura e volume da pele. Sua eficácia varia conforme a substância utilizada, e a escolha do agente deve ser baseada nas necessidades individuais do paciente. Com o avanço das técnicas e o aumento das evidências clínicas, os bioestimuladores são uma opção cada vez mais popular e segura, mas é essencial que os profissionais continuem a buscar atualizações sobre novos estudos e protocolos de aplicação, garantindo resultados cada vez mais eficientes e seguros.

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Publicado

2026-07-05

Edição

Seção

Resumo Expandido/Resumos