MIELOMA MÚLTIPLO: CAUSAS, DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
Resumo
Introdução: O mieloma múltiplo (MM) é uma neoplasia hematológica que não tem cura e afeta principalmente adultos com idade média de 69 anos. A doença é caracterizada pelo crescimento descontrolado de células plasmáticas na medula óssea que evolui a partir de condições assintomáticas e pode resultar em hipercalemia, anemia, insuficiência renal e lesões ósseas. O tratamento é realizado com transplante de células tronco e medicamentos imunomoduladores.1,2 Objetivo: O objetivo deste trabalho é avaliar as causas, o diagnóstico e o tratamento do mieloma múltiplo. Método: Trata-se de um estudo descritivo do tipo revisão de literatura. Para a pesquisa foram utilizados os bancos de dados Scientific Electronic Library Online (SCIELO), Literatura Internacional em Ciências da Saúde (MEDLINE) e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), utilizando as palavras-chave: mieloma múltiplo; fisiopatologia; diagnóstico; tratamento. Foram selecionados cinco trabalhos do período de 2020 a 2025, selecionados a partir da leitura do título, resumo e acesso público que abordassem o tema proposto. Resultados e Discussão: O mieloma múltiplo é causado pela proliferação clonal de plasmócitos, que acarreta no aumento dos níveis de potássio no sangue, redução das células do sangue e doenças renais. Um relato de caso com hipótese em metástase e MM apresentou o resultado de uma biópsia que revelou presença de tecido ósseo cortical e algumas trabéculas ósseas fragmentadas com focos fibróticos e áreas de hemorragia, entretanto o estudo imunofenotípico apresentou 12% de plasmócitos aberrantes e monoclonais, desta forma foi descartada a hipótese de metástase e confirmada a hipótese de MM.4 É importante realizar o diagnóstico diferencial para distinguir o MM de outras doenças que possuem os sintomas parecidos. Algumas características devem ser consideradas no diagnóstico diferencial, como a gamopatia monoclonal de significado indeterminado, mieloma múltiplo latente, macroglobulinemia de Waldenstrom, plasmocitoma solitário, amiloidose primária, síndrome POEMS e carcinoma metastático. O tratamento padrão ouro para o MM é a quimioterapia de alta dose seguida pelo transplante de medula óssea.4 Nos últimos 25 anos, houve melhora no tratamento com a introdução de inibidores de proteassoma (PIs), medicamentos imunomoduladores e anticorpos monoclonais.3 O tratamento quimioterápico, transplante de medula óssea, o tratamento com medicamento imunomodulador e inibidor de proteassoma, necessitam de recursos altos, e na indisponibilidade do recurso outras medicações podem ser associadas, como prednisona e melfalano, talidomida ou ciclofosfamida para pacientes com indicação de transplante, e bortezomibe quando não se tem essa indicação.4 Conclusão: O MM não tem cura e afeta principalmente idosos, exigindo diagnóstico preciso e diferencial para distinguir de outras doenças com sintomas semelhantes. O diagnóstico é realizado a partir de lesões ósseas, excesso de plasmócitos na medula óssea e presença sérica ou urinária de proteína M (imunoglobulina monoclonal). O tratamento é efetuado através de quimioterápicos, transplante de medula, medicamento imunomodulador e inibidores de proteassoma.