A CAFEÍNA E SEU EFEITO ENDÓCRINO

Autores

  • Jenifer Larissa Euzebio Centro Universitário Uceff
  • Lucas Schaker Centro Universitário Uceff
  • Roberta Roberta Filipini Rampelotto Centro Universitário Uceff

Palavras-chave:

Cafeína, hormônios, estrogênio

Resumo

A cafeína é uma substância psicoativa extremamente consumida e está listada sob a classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS) como um psicoestimulante,capaz de afetar funções fisiológicas, incluindo o sistema endócrino.¹ Objetivo: Avaliar os efeitos da cafeína sobre o sistema endócrino em humanos, com um olhar mais atento sobre os hormônios específicos cortisol, insulina e estrogênio e seus efeitos metabólicos. Método: Trata-se de uma revisão de literatura realizada por meio das bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO) e PubMed. Foram utilizados os descritores: cafeína, esporte, café e saúde, e Cafeína e Desempenho Anaeróbico, em português e inglês. A seleção dos artigos foi feita com base na leitura dos títulos e resumos, considerando apenas estudos de acesso público, publicados entre os anos de 2005 e 2025. Resultados e Discussão: O metabolismo da cafeína difere entre os indivíduos com base em fatores genéticos e estilo de vida.¹ Sua principal ação é através do antagonismo dos receptores de adenosina, o que leva ao aumento da atividade neuronal e à liberação de neurotransmissores.² O metabolismo da glicose também é afetado pela cafeína. Os ácidos clorogênicos do café reduzem a absorção intestinal de glicose e melhoram a sensibilidade à insulina.² No que diz respeito aos hormônios sexuais, o café intervém no metabolismo do estrogênio e mulheres que bebem quatro ou mais xícaras por dia têm até 50% menos probabilidade de desenvolver doença de Parkinson.² Outro efeito relacionado é a ativação do eixo do estresse com níveis aumentados de glicocorticoides e catecolaminas, o que leva ao aumento da pressão arterial e do cortisol.³ A cafeína aumenta a resposta endócrina sob condição de elevação de estresse/lactato ou durante atividade física intensa, e isso pode ser uma resposta benéfica ou prejudicial ao desempenho e/ou saúde quando imprópria/defeituosa, respectivamente.⁴ Além disso, a cafeína aumenta a liberação de cálcio do retículo sarcoplasmático para melhorar o desempenho do exercício e afetar o gasto energético.⁴ Essas ações centrais e periféricas são responsáveis pelas diferenças nas respostas endócrinas à cafeína entre indivíduos. Conclusão: A cafeína afeta os hormônios insulina, estrogênio e cortisol, o que pode resultar em comportamento metabólico positivo ou negativo. Embora possa melhorar a sensibilidade à insulina e reduzir o risco de doenças neurodegenerativas, o consumo excessivo pode elevar a pressão arterial e levar a problemas de sono se consumida em grandes quantidades. Fatores individuais devem ser considerados na avaliação do consumo. São necessárias mais pesquisas para esclarecer os efeitos crônicos e as variações intraindividuais na resposta endócrina e metabólica à cafeína.”

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Publicado

2026-07-05

Edição

Seção

Resumo Expandido/Resumos