O USO DA HIALURONIDASE NAS INTERCORRÊNCIAS COM TRATAMENTOS ESTÉTICOS
Resumo
Introdução: O ácido hialurônico (AH) é um polissacarídeo natural presente no organismo humano, sendo responsável pela hidratação, elasticidade e volume da pele¹. Com o envelhecimento, ocorre uma redução significativa nos níveis de AH, resultando no aparecimento de rugas e flacidez. O uso do AH industrializado em procedimentos estéticos tem crescido, sendo o Brasil um dos países que mais realizam preenchimentos com essa substância². Apesar dos benefícios estéticos, intercorrências podem ocorrer, incluindo nódulos, infecções e eventos intravasculares. Objetivo: O presente estudo busca avaliar os efeitos positivos e negativos do uso da hialuronidase na reversão de intercorrências associadas ao preenchimento com AH., através de uma revisão bibliográfica. Método: Para a realização deste estudo, foi conduzida uma revisão bibliográfica com base em artigos científicos indexados em bases de dados como PubMed, Scielo e Google Acadêmico. Foram selecionados 06 artigos publicados entre 2019 a 2025, abordando o uso da hialuronidase para tratamento de intercorrências associadas ao preenchimento com AH. Critérios de inclusão envolveram estudos clínicos, revisões sistemáticas e diretrizes de segurança para aplicação da substância. Resultados e Discussão: A hialuronidase é uma enzima solúvel capaz de degradar o ácido hialurônico (AH) por meio da despolimerização, um processo que transforma polímeros em monômeros, promovendo assim o aumento da permeabilidade tecidual e a redução da viscosidade entre as células. Essa propriedade tem sido amplamente explorada na reversão de efeitos adversos associados ao uso do AH em procedimentos estéticos. Segundo Lee³, o tempo de degradação e a tolerância do AH pela hialuronidase em experimentos in vitro não são necessariamente equivalentes aos resultados obtidos em experimentos in vivo. Já Lehninger4 afirma que o tempo de ação da hialuronidase varia entre 24 e 48 horas. Estudos revisados demonstram que essa enzima desempenha um papel essencial na reversão de intercorrências do AH, reduzindo a formação de nódulos e prevenindo complicações vasculares. Ferreira5 e colaboradores destacam que a hialuronidase é altamente eficaz na dissolução do AH, contribuindo para a restauração da harmonia facial. No entanto, relatos de estudos de Santos, indicam a possibilidade de efeitos colaterais, como reações alérgicas e degradação não intencional do AH naturalmente presente na pele6. Além disso, a hialuronidase é amplamente utilizada no tratamento de oclusões vasculares, um dos eventos adversos mais graves do preenchimento facial. Estudos conduzidos por Martins7 apontam que a aplicação rápida dessa enzima pode evitar necrose tecidual e minimizar danos permanentes. Contudo, seu uso exige conhecimento técnico especializado para evitar complicações adicionais. Conclusão: A hialuronidase desempenha um papel fundamental na reversibilidade das intercorrências associadas ao preenchimento com AH, garantindo maior segurança aos procedimentos estéticos. Seu uso adequado pode minimizar complicações e melhorar os resultados clínicos. No entanto, é essencial que profissionais capacitados realizem a aplicação da enzima, considerando seus efeitos adversos e a necessidade de dosagens precisas.