EFEITOS E SEGURANÇA DO USO DE BIOESTIMULADORES PARA O ENVELHECIMENTO CUTÂNEO CORPORAL
Palavras-chave:
bioestimuladores de colágeno, Envelhecimento, envelhecimento cutâneo, colágenoResumo
Introdução: Hodiernamente, o processo de envelhecimento e flacidez cutânea têm sido um agravante na baixa autoestima de mulheres de meia-idade. Diante desse cenário, é possível observar uma crescente demanda em tratamentos que visam a melhora do aspecto da pele. O Bioestimulador de colágeno vem sendo um grande aliado no rejuvenescimento facial e corporal, através do estímulo da produção natural de colágeno pelas células corporais1 . Nesse contexto, destaca-se a importância de estudos da técnica como produtos e sua aplicação a fim de assegurar maior eficácia e segurança ao procedimento realizado1 . Objetivo: Identificar os efeitos e a segurança do uso dos bioestimuladores de colágeno, bem como os possíveis efeitos adversos, através de uma revisão bibliográfica. Método: O estudo foi realizado mediante uma revisão bibliográfica de caráter exploratório mediante artigos publicados entre os períodos de 2020 a 2024. Foram selecionados 5 artigos da plataforma de busca Google Acadêmico. Para a busca de tais publicações foram utilizadas palavras-chaves como: Bioestimulador de colágeno, envelhecimento, colágeno e rejuvenescimento. Resultados e Discussão: Envelhecer é um processo natural e inevitável, mas com o passar dos anos há uma redução significativa no colágeno, elastina e fibras reticulares, resultando na elasticidade, afinamento e flacidez da pele. O envelhecimento pode ser classificado em intrínseco: aquele que surge por fatores genéticos ou pela idade, ou extrínseco, que surge mediante influências externas, ou pelo estilo de vida, por exemplo5. Nesse contexto, diversos procedimentos para reduzir esses efeitos têm ganhado notoriedade, entre eles o bioestimulador de colágeno. Os bioestimuladores são substâncias injetáveis, caracterizados por ser bioabsorvíveis e biocompatíveis, sendo os mais conhecidos e utilizados a hidroxiapatita de cálcio (CAHA), o ácido poli-l-lático (PLLA) e a policaprolactona (PCL), o que irá diferenciar um do outro é a indicação e a região que será submetida ao tratamento2-3. A principal finalidade destes componentes é melhorar a aparência da pele. Tanto o (CAHA) quanto o (PLLA) são capazes de reestruturar tecidos e melhorar o contorno corporal. No entanto, uma diferença relevante entre os dois é que o CAHA pode ser aplicado sem diluição, como preenchedor, diretamente sobre o periósteo, assim oferecendo sustentação, efeito volumizador e de bioestimulação. Tais compostos trazem firmeza e devolvem a qualidade da pele que foi retirada diante ao processo de envelhecimento cutâneo3. Já a categoria PCL é a que mais estimula a produção de colágeno do tipo III, um componente essencial de fibras reticulares encontradas na derme. Além da ação bioestimuladora, esse produto também possui efeito preenchedor. Quando comparado com outros componentes da sua categoria, o PCL apresenta uma melhor durabilidade. Ambas as substâncias provocam uma reação inflamatória na derme, ativando os fibroblastos e assim produzindo o colágeno3 . Dentre as possíveis intercorrências podemos citar as mais leves como hematomas, equimoses e dor temporária, que desaparecem após alguns dias, e as complicações tardias como surgimento de pápulas ou nódulos, estas se surgir, requerem tratamento imediato. Em casos mais graves, pode haver oclusão vascular, levando a necrose, embolias e até cegueira. Geralmente ocorre quando o material é injetado no vaso sanguíneo ou de forma a comprimir um vaso, resultando em isquemia e necrose do tecido ao redor. Tais intercorrências costumam ser associadas com o mau uso do produto ou por ser aplicada em uma região não recomendada.4 Conclusão: Com base na pesquisa discutida acima, observa-se que o uso dos bioestimuladores de colágeno, se mostrou eficiente para retardar os efeitos da idade, isso se realizado de maneira correta e seguindo as normas de biossegurança. Portanto é de suma importância que os profissionais possuam capacitação sobre o procedimento e substância antes de sua aplicação, de modo a prevenir possíveis efeitos adversos, além de ser fundamental realizar consultas de retorno, para assim monitorar o estado do paciente e evitar possíveis intercorrências.
Referências
-Pereira AP, Santos VM. Eficácia e segurança dos bioestimuladores de colágeno no tratamento da flacidez cutânea: revisão de literatura. RECIMA21 Rev Cient Multidiscip. 2024;5(11):e5927. Disponível em: https://recima21.com.br/index.php/recima21/article/view/5927.
-Oliveira LV, Ferreira LG. A ação do bioestimulador de colágeno no rejuvenescimento corporal da pele. Rev Cient Unilago. 2023;1(1):1083. Disponível em: https://revistas.unilago.edu.br/index.php/revista-cientifica/article/view/1083
-Neca CSS, Araújo BLS, Lima CR, Moreira IV, Martins NAF. Uso do bioestimulador de colágeno corporal para tratamento da flacidez. Res Soc Dev. 2022;11(16):e600111637464. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/37464.
-Ignacio GM. Bioestimuladores de colágeno: mecanismos de ação e intercorrências clínicas [Trabalho de Conclusão de Curso]. Bauru: Centro Universitário Sagrado Coração; 2024. Disponível em: https://repositorio.unisagrado.edu.br/bitstream/handle/4252/1/BIOESTIMULADORES_DE_COL%c3%81GENO_MECANISMOS_DE_A%c3%87%c3%83O_E.pdf
- Ruivo AP. Envelhecimento cutâneo: fatores influentes, ingredientes ativos e estratégias de veiculação [dissertação]. Porto: Universidade Fernando Pessoa; 2014. Disponível em: https://www.proquest.com/openview/a2ab63958f1bbac6f9afd7d5503267b6/1?pq%20origsite=gscholar&cbl=2026366&diss=y