INTOLERÂNCIA A LACTOSE: CAUSAS, DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

Autores

  • Regina Matiello Albara Centro Universitário Uceff
  • Liziara Fraporti Centro Universitário Uceff
  • Fernanda Pilatti Centro Universitário Uceff

Resumo

Introdução: A intolerância à lactose (IL) é o efeito clinico da diminuição dos níveis da enzima lactase (ꞵ-D-Galactosidase) na mucosa intestinal causando a incapacidade de digerir a lactose, o açúcar do leite, provocando sintomas como, dor abdominal, diarreia, flatulência, borborigmos e irritação da mucosa, esses podem variar de acordo com a quantidade ingerida e o quadro da tolerância²­-³. A IL é classificada em três tipos, primária, secundária e congênita e pode ser a deficiência total ou parcial da lactase¹. Objetivo: Este resumo expandido tem como objetivo apresentar uma análise sobre a intolerância à lactose, abordando suas causas, sintomas, diagnóstico e formas de tratamento. Além disso, aborda as adequações alimentares essenciais para indivíduos com intolerância à lactose. Método: O presente trabalho foi feito a partir de um estudo descritivo não experimental do tipo revisão de literatura. Para a pesquisa foram utilizados materiais dos periódicos online Google Acadêmico e PubMed, foram selecionados 5 artigos no período de 2018 a 2022, as palavras chave utilizadas para a busca foram: intolerância a lactose, lactase. Resultados e Discussão: A lactose é um dissacarídeo proveniente do leite da vaca e de seus derivados. É composta por dois monossacarídeos: glicose e galactose. A intolerância representa má absorção ou má digestão dos alimentos que contêm esse dissacarídeo¹. A IL pode ocorrer de forma adquirida, podendo ser primária ou secundária, ou de origem congênita¹. A hipolactasia primária é a forma mais comum na população e ocorre predominantemente em adultos, as concentrações da lactase no corpo são normais no nascimento e declinam com o decorrer dos anos, tendo a diminuição da expressão enzimática¹-3. A deficiência secundária é causada por uma situação fisiopatológica. Nesse caso, há perda das células epiteliais do intestino, essas são responsáveis por produzir a enzima lactase, e são substituídas por células imaturas, que, por sua vez, apresentam deficiência na produção da enzima. Fatores como, quimioterapia, radioterapia, gastroenterites e ressecção intestinal são exemplos de condições que podem ocasionar lesões gastrointestinais. No entanto, a hipolactasia secundária é reversível1-5. E a intolerância congênita ocorre quando a condição é hereditária, afetando recém-nascidos manifestando-se nas primeiras amamentações, caracterizada como autossômica recessiva, essa patologia é rara, porém grave e, se não identificada no início, pode levar a óbito5. O teste mais usado para a investigação desta patologia é o teste da tolerância à lactose (curva glicêmica), que é realizado pela ingestão em jejum de uma dose concentrada de lactose e feitos exames de sangue em 30,60 e 90 minutos, para medir a glicose1. Após a ingestão de lactose, um aumento na glicemia inferior a 20 mg/dL em uma das medições após a dosagem inicial pode ser considerado um indicativo de intolerância à lactose. Por outro lado, indivíduos não intolerantes costumam apresentar elevações superiores a 34 mg/dL após o teste, evidenciando um aumento glicêmico significativamente maior².Conclusão: A intolerância a lactose é uma condição em que há deficiência da enzima lactase, responsável pela digestão da lactose, resultando em diversos sintomas. O diagnóstico é feito principalmente pelo teste de tolerância a lactose e o tratamento envolve suplementação da lactose exógena, uso de probióticos adaptação da dieta, redução ou eliminação dos alimentos com lactose e introdução de alimentos lacfree 3-4.

Palavras-chave: Intolerância à lactose, diagnóstico, classificação, tratamento.

 

Referências

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Publicado

2026-07-05

Edição

Seção

Resumo Expandido/Resumos