A COMPLEXIDADE E OS DESAFIOS DA ALFABETIZAÇÃO E DO LETRAMENTO NA ESCOLA ATUAL
Resumo
O artigo discute os desafios e as perspectivas da alfabetização e do letramento na educação básica brasileira, defendendo que ambos os processos ultrapassam o simples domínio do código escrito e devem ser compreendidos como práticas sociais que contribuem para a formação crítica e cidadã dos estudantes. Com base em autores como Magda Soares, Paulo Freire e Emilia Ferreiro, destaca-se que alfabetizar e letrar são ações interdependentes, que precisam ocorrer de forma integrada para garantir aprendizagens significativas. A BNCC (2017) orienta uma alfabetização contextualizada, pautada no uso real da leitura e da escrita e na valorização dos gêneros textuais. Entretanto, sua implementação enfrenta entraves relacionados à falta de formação adequada e valorização dos professores, além das desigualdades estruturais presentes nas escolas brasileiras. Esses fatores dificultam a adoção de práticas pedagógicas inovadoras e comprometidas com a diversidade dos estudantes. O texto também aponta a importância de metodologias ativas, do trabalho com diferentes gêneros textuais e da incorporação do lúdico no processo de aprendizagem. Outro aspecto central é o papel crescente das tecnologias digitais, que introduzem novas formas de ler, escrever e interagir. O letramento digital, nesse cenário, torna-se indispensável para a formação de sujeitos críticos, autônomos e capazes de atuar de forma consciente no ambiente virtual. Conclui-se que superar os desafios da alfabetização e do letramento exige políticas públicas consistentes, investimento na formação docente e práticas pedagógicas significativas. Alfabetizar e letrar, portanto, é promover uma educação verdadeiramente emancipadora e transformadora.